A morte tinha uma sensação familiar ao aconchegar-se nas entranhas de Elizabeth, o medo causando a estranha lembrança de uma infância negligenciada de amor e felicidade, os ossos gelados e a respiração cortada em pequenos soluços trêmulos. O peso das mãos em seu corpo é demais para conseguir suportar, a densidade de suas lágrimas encharcando o rosto até que a pele estivesse dormente e nada nesse mundo poderia amenizar. Trovões ricocheteiam no céu aberto, a escuridão não era o suficiente para diminuir a dor constante que pulsava por cada m****o do corpo de Elizabeth, que, apesar de saber que as sensações e sons não passavam de suas memórias voltando para atormentá-la, se encolheu com o vento gélido batendo em suas pernas. Não havia vento nem trovões em seu quarto, seu corpo estava completa

