Capítulo 26 – Quando a luz apaga

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Isabela O sol já beijava o horizonte quando saímos do mercado. O céu tingido de laranja queimava suave sobre a cidade, e eu ria com Lúcia, carregando as sacolas com os ingredientes que escolhi com tanto carinho. Eu queria fazer algo especial pra Caio. Queria vê-lo sorrir. — Ele vai adorar — disse Lúcia, com aquele sorriso leve, sem saber que estávamos prestes a cair num pesadelo. Assenti, sentindo meu peito aquecer. Pensar nele era como acender um fósforo no meio do escuro. Caio, sempre atento, tinha mandado um dos homens dele com a gente. Um segurança discreto, de olho em tudo, do tipo que anda com o corpo firme e a mão perto da cintura. Paramos pra tomar um açaí, rimos mais um pouco, esquecendo — por segundos — que vivíamos rodeadas de guerra. A rua parecia tranquila quando saímos.

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