Dulce Christopher adormeceu e eu fiquei apenas o observando. Era a primeira vez em muito tempo que eu sentia um calor em meu peito. Acariciei seu rosto enquanto ele dormia, sentindo a maciez da sua pele sob a ponta dos meus dedos. Christopher era o ser humano mais bonito que eu já havia visto. No meio da madrugada, eu ouvi a Água me chamar. Como estava ficando frio, eu fui até o quarto, peguei um cobertor e um travesseiro e trouxe para ele. Levantei sua cabeça devagar, coloquei o travesseiro e depois o cobri. Não que eu me importasse, só não queria ter que lidar com um cadáver gelado depois que eu voltasse. Mergulhei no mar e me transformei. — Como vai o Christopher? — Ela perguntou. — Bem. — Bem? Ele acabou de ficar viúvo. — Cada humano lida com o luto do seu próprio modo.

