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1111 Words
GB Narrando Depois de uma noite de sexo daquelas, acordar ao som de tiros é de cair o cu da b***a. Dei um pulo da cama e já acionei geral no rádio, perguntando quem estava invadindo, mas ninguém sabia, todos estavam encapuzados. Duvido que isso não tenha dedo do arrombado do Ferrugem, esse filho da p**a precisa morrer. Do jeito que ele é covarde, com toda certeza só mandou os capangas fazer o trabalho sujo. Mas aqui não vão encontrar nada, vão descer na base do tiro; só por terem me acordado, vou mirar direto na cabeça e com muito ódio. Já acordei a Bianca, que levantou meio atordoada. Me vesti rápido e fui buscar a Eloah na casa da senhora lá. Duvido que eu vá deixar minha menor longe da minha proteção! Sabendo que ela está na minha casa, no meu cofre, fico até mais tranquilo. Peguei ela e voltei pra casa muito rápido, sei que foi arriscado, mas seria muito pior se eu deixasse ela lá, não iria conseguir ficar em paz. Coloquei as duas no cofre. A Eloah chorava muito, me deu até um aperto no peito. Tadinha, tão novinha e passando por esse sufoco. Invasão deixa criança traumatizada, é f**a pra c*****o. A Bianca me olhou de um jeito diferente, havia algo a mais no seu olhar. Depois da noite de ontem, parece que o brilho dela mudou; não é por eu ser o melhor, mas talvez por ela ter conseguido superar esses traumas do passado. — Se cuida, por favor. Volta pra nós! — Disse ela me abraçando, com os olhos cheios de lágrimas. — Fica tranquila, vou voltar firme e forte pra você. Minha gostosa do c*****o! — Falei, dando um beijo nela e na pequena. Tranquei elas lá e fui pra guerra. Já cheguei na boca principal dando de cara com o Terror, a cara dele não estava nada boa; devem ter interrompido o sono do mano ou talvez seja algo a mais, hahahah. Agora eles vão ver o que é bom. Quando ele fica com essa cara, ninguém fica por perto, o cara se transforma. Eu fico porque não tenho escolha, né? Mas quem tem, sai logo vazado, pegando sua dupla e caindo na luta. Aqui trabalhamos em dupla, sempre foi assim e nunca vai mudar. Ir sozinho pra guerra não dá certo; se um se ferir, o outro ajuda e pede reforço. Uma andorinha só não faz verão. Nós não pensamos só em lucrar no crime, o bem-estar deles importa pra c*****o. Até porque muitos têm família e alguém os espera em casa, é f**a. A vida do crime não é fácil. Com as balas voando, começamos a descer em direção à barreira, onde estava o confronto. Rádio On — Não quero que deixem passar da barreira. — Disse o Terror. — Chefe, não recebemos resposta da segunda boca principal, precisamos ver o que está acontecendo por lá. — Avisou um vapor. — Estou indo para lá, muita atividade. — Respondeu o Terror. — Que seja atividade para não acertar morador nenhum. — Falei. Rádio Off Descemos e viramos à direita, três ruas antes da barreira, onde fica a segunda boca principal, perto do bar do Fofocas. Fomos andando rápido, estávamos eu, GB, Costela e mais dois. Passados alguns segundos chegamos lá e começamos a trocar tiros com eles. Era bala pra c*****o, até então eu não tinha disparado, pois na parte alta eles não chegam jamais; meu nome é GB e não é bagunça. A trocação foi ficando intensa e eles recuaram. Acertamos alguns, mas outros conseguiram fugir. Chegamos na boca e encontramos os manos todos mortos, não tinha um para salvar. Eram uns oito corpos no chão, bagulho triste pra c*****o. Fiquei virado no ódio, quem fez isso vai pagar. Ninguém vem pintando no nosso morro e acha que vai ficar por isso mesmo, não vai não. Fechei os olhos dos manos, que eles tenham uma boa passagem. Morreram cumprindo o seu papel, o crime é assim. Fui descendo sentindo o clima pesado e cheio de raiva. Rádio On — Quero pelo menos dois vivos, preciso descontar a minha raiva e eles vão falar quem mandou fazer isso. — Determinou o Terror. — Já temos um aqui, chefe. Levou um tiro no joelho, mas tá vivo! — Avisaram os vapores. — Segurem ele que nós estamos chegando. — Falei. Descemos no puro ódio. O Terror estava com a cara pior do que nunca, mas é compreensível. O que fizeram foi a maior pilantragem, querer armar confusão na nossa casa? Aqui não, p***a. Tenho quase certeza que isso tem dedo do Ferrugem, temos que ficar espertos. Estávamos dormindo no ponto, demos mole e deixamos passar muita coisa. Mesmo tendo certeza que o Terror está atrás dele, o mano não brinca em serviço. Mas não devíamos ter deixado chegar a esse ponto. Morreram oito manos, tem crianças sem pai, mulheres sem marido, mães e pais sem filho. Isso é pesado pra c*****o, por isso não penso em ter filhos. Imagine eu deixar meu herdeiro ou herdeira passar por isso, pela nossa vida? A única certeza que temos é a morte. Só de pensar nas cria desses manos, lembro da minha menorzinha: o pai dela já abandonou, eu não posso fazer isso, nunca. É bizarro como essa invasão foi diferente. Pela primeira vez tenho alguém me esperando na minha casa. Antes, eu tinha meus pais, mas agora é diferente. Tem a minha gostosa e a minha menor. Por elas eu faço um esforço danado para me manter vivo. Vai morrer um monte de gente, mas eu não vou. Aqui eu vivo o crime na linha, não deixo ninguém na mão, sou difícil de pegar. Agora então? Vão pegar nunca, p***a! Chegamos na barreira e descemos tiro no cu desses filhos da p**a, mirando direto na cabeça para acabar logo. Que morram de vez e seja caixão fechado, se é que vão ter enterro. Dava vontade de tacar fogo em tudo, churrasco de alemão safado. Eles recuaram, como já era de se esperar, no final só sobrou um vivo e com tiro no joelho. O Terror já pegou ele para torturar, só tapas e socos na cara, arrastou ele até a boca principal e foi só porrada. Eu já estava cansado de tanto subir e descer. O Terror foi para a salinha com o prisioneiro e eu já mandei verificar o estado dos manos mortos, providenciar um enterro digno para todos, falar com as famílias e organizar uma meta para os caras. Mandei limpar a barreira, pelo menos a confusão ficou só lá embaixo; se fosse invasão no morro todo, teríamos muito trabalho hoje.
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