Papo vai, papo vem e já tínhamos tomado não sei quantos chopes, já estávamos ficando bem embasadas, hahaha. Aí começou um grupo de pagode a tocar, o negócio foi ritmando e quando vi já estávamos dançando, totalmente entregues ao momento. Tocaram vários pagodes animados e depois rolou o funk, rebolamos e dançamos muito, o famoso pagofunk. Depois voltou o pagode novamente, aquelas músicas de sofrência, aaaaah que loucura! O clima pesou com esses pagodeiros.
— Eles querem que a gente sofra, que inferno! — Gritei no ouvido dela.
— Gostosas não sofrem, botam o terror! Se eles forem comer alguém, que brochem, hahahahah. — Falei já bêbada e falando um monte de merda.
Depois sentamos pra recuperar a energia, pedimos um petisco e a safada cismou de comprar cigarro Black de balada pra fumar. Sabe nem fumar e quer fazer graça. Esperamos o petisco chegar pra gente misturar com o jantar, a hora passou voando, cara. Chegamos aqui de tardezinha e já é quase 19h. Chegou mais uma rodada de chope, hoje vai ser bagunça. Aí um celular de número desconhecido me ligou, não atendi de primeira, mas ficou insistindo, atendi e a pessoa desligou. Desbloqueei o aparelho e tinha várias mensagens de um número não salvo.
WhatsApp On
— Por que tu não avisou que ia sair?
— Quem é?
— Teu macho, p***a.
— Mandou mensagem pra pessoa errada, colega.
— A mensagem é pra você mesma, sua maldita.
— Não te devo satisfação.
— Vou te mostrar que me deve. Fica na paz aí que eu tô de olho, dá uma mancada pra tu ver se não vou aí acabar com a tua graça.
— Tá confundindo as coisas, bebê.
— Viu nada ainda.
WhatsApp Off
Quem ele pensa que é, gente? Fiquei passada. Mas confesso que amei essa possessividade, só não pode me matar, hahahahah! Deus me livre! Deu até uma formigada na minha i********e. Agora quero ver o que ele é capaz. O petisco chegou, comemos e agora vou botar pra f***r, quero ver qual é a dele. Se tá querendo só brincar comigo!
O grupo de pagode encerrou, começou o funk de novo e fomos dançar. Antes tava dançando de forma discreta, agora vou dançar babado mesmo, quero ver do que ele é capaz. Espero que não seja me deixando careca, Deus me livre, hahahahah. Fiquei até confusa, pareceu crise de ciúmes ou eu tô doida? Espero que esteja só na minha cabeça.
Quebramos tudo, Maria Clara se soltou babado também, até o cigarro Black fumei. Até que apareceram dois meninos lá do pagode, aí tudo ficou lindo, hahahahah. Os dois cumprimentaram a gente, pagaram mais uma rodada de chope e começamos a dançar e fazer pacinhos com eles. Curtimos um tempo assim, até que chegou o Terror e o GB na mesa. Falaram alguma coisa no ouvido dos meninos e os garotos caíram fora. O Terror foi falar com a Maria e o sonsinho do GB veio pra cima de mim.
— Tu vai embora na paz agora comigo ou quer passar vergonha? — Falou no meu ouvido.
— Por que eu iria embora contigo? Não tô te entendendo. — Falei perto dele.
— Tu não tem que entender p***a nenhuma, te dei duas opções. Escolhe e arque com as consequências. — Disse ele com o olhar totalmente frio.
— Eu vou continuar aqui, ué. — Falei com indiferença.
Ele tirou a pistola da cintura e foi atrás do menino que já tava em outra mesa, bebendo bem distante. Corri praticamente atrás dele, puxei ele pelo braço fazendo olhar pra mim.
— Para de ser psicopata, mano, vamos embora. — Falei puxando ele.
— Mano é o c*****o, fala direito que eu já tô cheio de ódio da tua cara. — Disse ele, me puxando pela mão e saindo do bar.
Ele subiu na moto, me deu a mão pra ajudar a subir e saiu igual um filho da p**a, praticamente voando. Segurei firme na cintura dele, o vento batendo no meu rosto e trazendo aquele perfume gostoso. Chegamos em casa, ele já entrou com a moto na garagem, me ajudou a descer, desceu da moto e entrou em casa me dando as costas. Ah, claro que fui atrás dele, já tava p**a pra c*****o e muito confusa. Como ele surta desse jeito se nós não temos nada?