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620 Words
Terror Narrando Percebi que, depois da minha ligação, ela ficou meio para baixo. Tive a leve impressão de que foi ciúmes, e isso me deixou preocupado. Espero estar enganado; não quero e nem pretendo ter nada com ninguém. A minha vida inteira fui sozinho e pretendo continuar assim. Sei que é f**a o convívio, a gente acaba se apegando. Se eu disser que não estou gostando da companhia dela, vou estar mentindo. Mas é f**a: gostar da presença de uma pessoa é diferente de gostar dela de verdade. Sou homem e maduro, sei separar os bagulhos; ao contrário dela, que parece não entender. Então vou ter que dar uma afastada. O problema é que estamos morando na mesma casa, isso dificulta tudo. Queria que esse distanciamento acontecesse naturalmente, sem que ela percebesse, tá ligado? Que doideira, irmão. Ela é jovem, ainda está descobrindo a vida. Já passou por vários perrengues, mas em relação a se envolver com alguém, sei que não tem experiência e pode acabar confundindo as coisas. Fiquei meio pensativo, mas logo fui me aprontar para resolver esse problema que estava rolando. Sou dono de um puteiro de luxo no Recreio; a intenção inicial era apenas lavar o meu dinheiro, mas o negócio deu tão certo que virou outra fonte de renda. O dinheiro jorra por lá, nem esperava por isso. Vesti uma calça jeans de lavagem escura, uma camisa da Lacoste azul marinho, coloquei o meu "caveirão" da Oakley nos pés. Passei perfume — desodorante já uso logo após o banho —, coloquei os meus cordões, os mais discretos, claro. Peguei a minha Glock, acomodei na cintura e desci. Deixei dois seguranças de olho nessa mandada; como não vou estar pelo morro, todo cuidado é pouco. Passei a ordem para o GB e meti o pé na estrada acompanhado por apenas dois homens. Cheguei lá e já me deparei com o problema: a mulher que comanda os trabalhos para mim estava colocando menor de idade para atuar, aí ela quer me f***r de vez. Dei vários papos de maluco para ela; só não bati porque não curto bater em mulher, então tentei resolver no diálogo para não ter que fuzilar a cara dela. Depois de tudo resolvido, como já estava chovendo, tratei de me molhar também. Fiquei por ali mesmo, no estabelecimento, tomando a minha boa dose de whisky e observando essas mulheres dançando. Tem umas que são top das top, mas outras tu olha logo na cara e vê que são problemáticas e viciadas. Uma delas me lembrou até a Maria Clara e fiquei meio bolado; nem consigo imaginar ela aqui, tá maluco. Se eu pego ela num lugar desses, não sobraria uma telha no telhado para contar história. Fui bebendo e conversando com os meus seguranças. Quando estou em um lugar tranquilo como este, deixo eles à vontade para curtir também, mas sempre atentos. Ficamos batendo papo e já se foram duas garrafas de whisky; eu já estava meio alto, bebida é f**a. Pelo menos comigo, se eu bebo, já fico com o desejo à flor da pele, hahaha. De repente, apareceu uma loira e já veio sentando no meu colo. Logo a coloquei no banco ao meu lado, não curto intimidades forçadas. Como já estava com vontade de f***r, mandei ela ir para o meu quarto particular que tenho aqui; ninguém usa aquele lugar, sou nojento pra c*****o com essas paradas de higiene. Nunca que eu ia comer alguém num quarto onde n**o já fez de tudo, brabão. Ela subiu, mas na hora que eu ia subir, alguém me segurou pelo braço. Já ia sacar a arma, mas para a minha infelicidade era a desgraçada da Gláucia. Que mulher chata e insistente, parceiro.
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