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- Desinformei o pudim, depois coloquei na geladeira novamente e o bonito me travou. Terror: Iala, não vai deixar eu comer não? - Falou travando a porta da geladeira com a mão. Maria Clara: Tu tá de s*******m né? Olha o tanto que tu comeu, não é possível. - Disse incrédula, ele comeu muito, surreal. Terror: Só um pedaço po, só pra matar a vontade e ver se tá bom. To gastando muita energia contigo, tenho que repor elas de alguma forma, tlg? - Falou com a cara mais lavada possível. Maria Clara: Ah pronto, a culpa agora é minha e não sua, que come igual um leão. - Disse colocando o pudim na pia e ele tirou seu pedaço. Terror: Tu não me respeita mesmo né? - Falou comendo e se lambuzando. Maria Clara: Nunca! Vou ali no portão ficar conversando com a Bianca, qualquer coisa tu me chama. - Disse dando as costas. Terror: Com essa roupa? Nunca p***a, pode trocando. Que loucura! Melhor chamar eles pra vir pra cá e eu fumar uns com o GB, clube das Luluzinha e dos maconheiro, mó paz. - Falou lavando o prato do pudim que ele comeu em dois segundos. Maria Clara: Toda vez que tu reclamar da minha roupa, eu vou colocar uma pior. Vou mandar mensagem pra eles vir. - Disse pegando no celular. - Passou umas meia hora e eles chegaram, Terror foi com o GB pra área externa da piscina e a gente ficou por aqui pela cozinha mesmo. Contei mais detalhes sobre o Ferrugem e ela ficou espantada e com ódio como eu. Não tem como não se espantar com essa história, se não fosse a minha e sim alguém me contando, eu não acreditaria, é pesado. Hoje estando aqui e em segurança, é quase que inacreditável. Eu jamais pensei que conseguiria um dia me livrar das mãos daquele desgraçado, ainda mais com meu pai morto, pois era o único que dava a vida por mim. Eu não sei onde essa guerra vai parar, mas de uma coisa eu tenho certeza, ele nunca mais vai colocar as mãos em mim, eu não vou facilitar nunca isso. - Depois de conversamos sobre isso, ficou um clima pesado. Dai já desconversei logo, se é pesado pra mim que já dentro dessa loucura, imagine quem tá de fora hahaha. Perguntei se ela queria pudim ou cerveja e a cachaceira quis o que? Cerveja, isso mesmo. Fiquei com vergonha de perguntar se os meninos queriam e ela foi lá. A autenticidade da Bianca, a espontaneidade dela e algo que eu admiro muito, essa doida não tem vergonha de nada, eu amo tanto isso nela. - A bonita foi perguntar eles e ficou, nunca mais voltou. Terminei de dar pudim pra ela Eloah, coloquei ela pra ver desenho na sala e quando ia até eles, ela me entra pela porta de trás da cozinha. Bianca: Amiga, eles querem cerveja. Uhuuuul, do nada uma resenha! Amo! - Falou rindo e batendo palminhas. Maria Clara: Amiga, você está uma alcoólatra do c*****o em. - Disse rindo dela e peguei uma cerveja pra cada um na geladeira e a minha, abasteci mais um pouco porque nunca de dane né. - Bianca foi lá passar um olho na Eloah que estava na sala e a bichinha e acabou dormindo. Fomos pra área externa que estava parecendo mais um fumodromo de tanta fumaça e aquele cheiro de maconha exalando. Puxei a mesa pra perto deles que estavam sentados na borda da piscina, Bianca pegou uma cadeira e eu a outra. Resenha tá formada hahahahah. Estava amando isso, date de casal mas que ninguém é casal, nossa, muito confuso hahaha. GB: Bianca minha gostosa, tu bebi direitinho né, vida? - Falou do nada e geral riu. Bianca: Uns fumam e outros bebem, né Mozão? - Falou debochada hahahahah. Terror: Eu vivi pra ver GB arriado até os quatro pneu, que doideira parceiro hahaha. - Falou rindo sem mostrar os dentes e jogando a fumaça no ar. GB: Quer falar de que? Tu é o primeiro que não pode falar de ninguém hahahahah. Casou no primeiro dia que viu a mina, qual foi. - Falou rindo. Maria Clara: Ninguém casou não gente. - Disse rindo e o Terror me fuzilou com os olhos. - Ficamos nesse clima, geral bebendo bem e estava descendo gostosinho. Colocamos música e a Bianca começou a dançar, eu digo que ela é maluca cara. Colocou trap pra tocar e curtimos a vibe, esses dois juntos são muito engraçados. É cada história que a gente mijava de rir, eles viveram realmente e tem muita história pra contar. A que eu mais ri foi quando os dois estavam novos no movimento e passaram pela primeira invasão, jogaram a mochila de drogas no lixo e quando os policiais passaram, eles fingiram que eram mudos hahahahah hahaha que pecado cara, isso é surreal. Estava rindo tanto que minha barriga já estava doendo, de fato, era isso que eu precisava pra tirar a tensão do dia de hoje. - Óbvio que colocamos o som no baixo, respeitando o luto do morro e dos soldados que se foram, mas a gente precisava disso, se não eu ia enlouquecer. Tento sempre me manter ocupada para não ter tempo de pensar nessa merda toda e hoje caiu como luva essa resenha inesperada. Bianca também meio bêbada agradeceu o Terror por ter matado o antigo dono do morro, aí Terror lembrou da história toda e disse que foi algo que chocou a comunidade toda na época. Que bom que ela consegue já falar disso sem peso, nem eu sabia dessa história e fiquei horrorizada. Como pode né? A gente acha que só nós temos problemas e passamos por situações difíceis, sem nem saber, a Bianca passou por algo que talvez seja muito pior e está aqui, livre, leve e inteira.
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