Maria Clara Narrando
- Pra variar tive um pesadelo horrível e além disso uma paralisia do sono, estava acordada mas não conseguia mover um músculo se quer pra sair dessa tormenta. Quando terror me tirou do transe, pulei com tudo em seus braços e esse abraço acalmou minha alma de uma forma que é difícil falar com palavras. Fomos deitar no seu quarto e mesmo muito cansada, minha mente ficou um caos e os pensamentos me assombrando, parece que vai ser impossível viver uma vida normal depois de tudo que tem me acontecido, por mais que eu tente ser forte e pensar que isso tudo um dia vai passar, não acho que de fato isso irá acontecer e eu vou viver nesse inferno pra sempre.
- O quarto dele é perfeitamente lindo, bem confortável, mas não tem vida, tudo preto e cinza. Não tem cor, não tem vida. Deitar naquela cama é como se eu tivesse nas nuvens. Não queria passar do ponto, mas eu realmente precisava descansar e não tive outra escolha a não ser encostar nele, pegar as suas mãos e envolver na minha cintura. Senti seu m****o dando sinais, por mais que minha i********e tenha formigado com a sensação de ter ele atrás de mim, não era hora e nem o momento pra isso. Acho que não faço o tipo dele e não quero ninguém ao meu lado por pena, não posso confundir o fato dele está me ajudando com outras coisas. Mas que estava maravilhoso sentir o toque dele no meu corpo, estava.
- Apagamos, não me lembro da última vez que dormi tanto, sem medo, sem preocupação e sem pesadelos. Parecia que eu estava nas nuvens, surreal de gostosa essa sensação. Queria congelar esse momento e ficar aqui pra sempre, aqui nos seus braços sei que nada vai me acontecer, ele tem sido a minha base forte.
- Depois de horas de sono, despertei com a vontade de ir ao banheiro, mas estava impossível sair daqueles braços fortes que parece mais uma muralha de músculos. Com todo cuidado do mundo, para não acordar ele, consegui sair, mas ele me pegou novamente me apertando.
Terror: Vai aonde, mocinha? - Perguntou com os olhos fechados ainda, tomei um susto.
Maria Clara: Credo, que susto. Vou no banheiro. - Disse me levando.
Terror: Volta pra cá, hoje nós só vai comer e dormir, estamos precisando. - Falou com os olhos ainda fechados.
Maria Clara: Você é quem manda.
- Fui ao banheiro, fiz minhas necessidades e voltei para a cama, fiquei me perguntando, será que esse homem não tem bafo quando acorda? Meu Jesus, fiquei desacreditada hahahahah.
- Deitei ao seu lado novamente e ele me agarrou mais uma vez, dessa vez de frente e eu olhando pra ele de olhos fechados, a coisa mais linda do mundo. Esse homem deve dar um trabalho surreal, porque o quanto ele é lindo não está escrito. Tratei de afastar esses pensamentos inapropriados, eu e ele é improvável, é impossível. Sortuda é a mulher que tem ele, ou melhor, as mulheres que ele tem.
- Ele pode ser legal como amigo, dono do morro e etc. Mas como homem deve ser um caos, todos são assim, é uma das características mais fortes do bandido, morei em comunidade desde que me entendo por gente, mesmo não me misturando, sei exatamente como funciona. E a última coisa que eu preciso agora, é problema, já tenho muitos e não estou sendo capaz de resolver, mas esse eu posso e vou evitar.