Maitê Dias depois A tempestade cai lá fora como se o céu estivesse desabando. O som da chuva batendo no telhado de zinco mistura-se com trovões ao longe. O galpão estava sombrio, com poucas lâmpadas balançando, criando sombras ameaçadoras. Eu e o Fantasma viemos aqui no galpão; o Neguinho tinha vindo na frente para gerar uma "distração", mas não mandamos eles sozinhos. Eu entro primeiro, olhando tudo sem deixar passar um mínimo detalhe, com a respiração toda desregulada enquanto eu seguro o fuzil, e o Fantasma vem logo atrás, segurando o fuzil também, atento a tudo. Até que a gente escuta como se fosse um gemido. Maitê – Fantasma, escutou isso? – falo baixo olhando pra ele, e ele me encara com a sobrancelha franzida. Então a gente se entreolha e vamos andando até que vemos o Neguinh

