Maitê
Eu tava conversando com o Passarinho, só que aí uma mulher chamou ele – e claro que ele foi. Fiquei ali com a minha bebida, até que chegaram dois homens querendo ficar comigo. Eu não quis, dei fora, e já tinha bebido dois copos de gin – estava louca pra ir no banheiro. Então chamo a Alice pra perguntar onde fica.
Maitê – Amiga, desculpa atrapalhar vocês… Onde é o banheiro? – falo olhando pra ela.
Alice – Amiga, você desce essa escada aí e vira pra direita. Quer que eu vá com você, amor? – fala me olhando.
Maitê – Não, amiga, pode ficar aí. Qualquer coisa eu te ligo! – falo já saindo.
Na hora que eu estava indo na direção da saída, aparece uma loira com jeito de vagabunda e para na minha frente.
Xx – Você se liga, né? Pra eu te arrebentar é fácil, tá?! – fala me encarando com um copo de bebida na mão.
Maitê – Se você acha que dá pé, é só pular, linda! – falo desviando dela e descendo.
Aí sinceramente é cada louca que aparece… Eu tento ser uma pessoa melhor, mas essas pragas não deixam.
Tinha uma mini fila no banheiro, então fico esperando. Uso rapidinho, passo um lenço pra ficar cheirosinha, lavo a mão, dou uma garantida na maquiagem e saio. Vou pra fora porque queria fumar um baseado – raramente fumo, só quando acho que o momento tá pedindo, e agora eu acho que é o caso. Tinha um na bolsa, então me encosto numa BMW que tava ali no começo do baile e acendo.
Fantasma Narrando
Eu desci, não vi ela no banheiro. Dou um geral no baile e a vejo lá fora, encostada no carro fumando. Então a filha de papai fuma também… Vou na dela.
Fantasma – Tá gostando do baile? – falo parando de frente pra ela, pegando um baseado no bolso pra acender.
Maitê – É bonzinho, o pessoal daqui é legal. Gostei sim! – fala segurando o baseado, soltando a fumaça enquanto conversa.
Fantasma – Tá faltando alguma coisa pra você? – falo acendendo o meu.
Quando eu falo isso, ela levanta a sobrancelha – eu entendo o duplo sentido – e solta uma risada.
Maitê – Nada que você possa me oferecer agora… – fala me encarando.
Então eu chego mais perto dela, com o baseado na boca, e coloco uma mão apoiada no carro atrás dela.
Fantasma – O que eu não posso te oferecer? Fala aí! – falo tirando o cigarro da boca e cheirando o pescoço dela. Vejo ela se arrepiar e sinto a mão dela na minha barriga.
Fantasma – Me responde… – falo segurando o queixo dela, passando a ponta do nariz no pescoço dela.
Eu me afasto e vejo ela com a boquinha aberta e os olhos fechados – já imagino altas paradas.
Maitê – Nada… Eu acho que já deu o meu tempo aqui. – fala voltando pra realidade, jogando o baseado no chão e se virando pra arrumar o visual no reflexo do vidro do carro.
Fantasma – Coloca seu número aqui. – falo dando o meu celular na mão dela, enquanto coloco o baseado na boca.
Ela pega, coloca o número dela e salva como “Loirinha”, depois me entrega o celular. Essa daí tem jeito de acabar com a minha vida.
Maitê – Então eu já vou indo… – fala virando pra sair, mas eu puxo a cintura dela.
Fantasma – Não vai me dar nem um beijo? – falo segurando o cabelo dela, enrolando na minha mão pra ela olhar na minha cara.
Maitê – Não sei se você merece… – fala me olhando e depois olhando pra minha boca.
Fantasma – Eu mereço muito mais do que um beijo. – falo roçando a minha boca na dela.
Então ela segura o meu queixo e começa o beijo – e te falo que é melhor do que eu esperava. Eu passo a mão por todo o corpo dela, aperto aquela b***a gostosa e ela geme na hora que aperto. Seguro o pescoço dela e começo a beijar o pescoço dela – ela geme manhosa. Dou um tapa fraco na cara dela, seguro o rosto dela e começo a beijá-la de novo.