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2679 Words
#Narradora -Eu não posso falar com você agora. - Nath tinha se afastado de Priscilla, com a desculpa de que ia ao banheiro, pois Thaís não parava de ligar. -Caramba, que demora! Está com a Pugliese? - A voz de Thaís estava afobada e Nath logo percebeu que a coisa era séria. -Sim. Estamos jantando juntas. - Se quer ela inteira ainda hoje, proteja ela. Nath escutou um barulho e logo a ligação foi interrompida. (13 horas antes) Priscilla deixou Nath dormindo em sua casa e foi para a empresa. Hoje era descobriria o que tinha de errado com as finanças da empresa. -Laura, bom dia. A Anna Júlia já chegou? -Bom dia, senhorita. Sim, ela está lhe esperando com um homem na sua sala. -Obrigada. Quando estiver perto de começar a reunião,por favor me avise. Priscilla entrou em sua sala e logo Anna Júlia se levantou para cumprimentar a amiga com um abraço. O homem que a acompanhava também se levantou e Anna o apresentou. -Pri este é meu amigo Yan Tavares, ele é arquiteto e vai cuidar do projeto do prédio no centro se você gostar. -Oi, Yan. Priscilla Pugliese. -Eles se cumprimentaram e logo Priscilla se sentou para assistir a apresentação do Yan. - Eu realmente amei o Projeto. Por mim está aprovado. Priscilla estava muito empolgada com o projeto e Anna tinha escolhido Yan justamente por saber que o escritório dele iria poder acompanhar a obra do começo ao fim. -É um projeto bem grande, mas vou supervisioná-lo do começo ao fim. -Enquanto tempo ele ficar pronto. -Se todos os recursos forem cumpridos no prazo, acredito que em no máximo ano e meio esteja tudo pronto. -Vou ter uma reunião hoje com o setor financeiro e aguardaremos uma proposta do seu escritório com todos os custos e prazos estipulados para que esse projeto seja feito da melhor e mais rápida maneira. - Bom, acho que já vou indo. - Yan se levanta e estende a mão para Priscilla que o cumprimenta. - Obrigado pela oportunidade. Anna você vai comigo? -Não, Yan. Pode ir na frente. Eu tenho que contar uma coisa para a Pri. -Ok, então. Nós vemos depois. Bom dia para vocês meninas. Yan logo saiu da sala e Priscilla ficou olhando para a amiga. -Não me olhe assim. Não é nada do que está pensando. -Anna conhecia a amiga e sabia que ela estava imaginando que ela e Yan tinham algo. - Eu e o Yan somos amigos, na verdade eu quero até entrar para a família dele, mas a irmã dele não quer me dar uma chance acredita? -Já deve conhecer a sua fama. - Priscilla rir da cara de ofendida de Anna. -É assim que me julgas, Priscilla a destruidora? -Não sou mais assim ok. - Pri se defende. -Pois é, o Lucas me contou que você dispensou a Gabi. Fiquei chocada. Ela é louca e tal, mas é bem gostosa. Quem é a responsável por esse milagre. -Você não presta mesmo, Anna. Mas sim, tem uma responsável por todos os meus pensamentos ultimamente. -Conta logo, mulher. -Anna estava bem curiosa. -Ela se chama Natalie Smith, foi ela quem me vendeu o prédio do centro. -Eu preciso conhecê-la urgentemente. Deve ser uma deusa. -Ela é incrível, mas tira os olhos dela, ok? Por falar em conhecer, o Lucas disse que fará uma social só conosco, vou chamá-la para ir comigo. -Perfeito! Não perco isso por nada. Mas eu tenho uma coisa para lhe contar. Eu não quis lhe contar antes para não te influenciar a escolher o escritório do Yan, mas a novidade é que ele é meu sócio agora. -Você está falando sério? Nossa isso é incrível. - Priscilla se levantou e foi até a amiga para lhe parabenizar. - Estou muito feliz com a sua conquista, amiga. Eu sei o quanto você batalhou. -Sim, eu estou muito realizada amiga. Finalmente vou poder mostrar para o meu pai que não preciso dele para nada. -Ele ainda vai se arrepender muito por ter lhe tratado daquela maneira, mas isso a vida vai se engarregar, Anna. Você não precisa ficar tentando provar isso a ele. - Você poderia seguir o mesmo conselho que me deu. - Anna sabia que estava tocando em um assunto que não agradava a amiga, mas só queria o bem dela. -Anna… -Priscilla voltou a sua cadeira. -Anna nada Pri. Olha para isso aqui. Eu sei que é era o sonho do seu pai, mas por favor, isso aqui não é para você. -Eu estou fazendo o meu melhor, Anna. Não fale como se eu não tivesse capacidade de conseguir comandar uma empresa. -Eu não duvido da sua capacidade, mas nós duas sabemos que não é isso que está em jogo aqui. Porque você não pode cuidar de tudo a distância igual você faz com os negócios do seu avô? -Porque é diferente. Meu avô tinha muitos investimentos, não é como se fosse apenas um ramo como o meu pai. - Pri até o seu pai já se aposentou. Você abriu mão do seu sonho. -Não abri, eu nem era tão boa nisso. Eu tenho essa empresa para tomar conta. - Priscilla abriu os braços para exemplificar a amiga que aquilo era maior que ela. -Não quero menosprezar todo o trabalho do seu pai, mas por exemplo, aquele prédio que comprou no centro ficaria muito melhor como um centro cultural. Você poderia dar um futuro para muitas crianças. -Isso realmente seria um sonho. - Priscilla por um segundo se imaginou em um projeto como aquele. Aulas de fotografia, música, teatro e todos os tipos que arte que conseguisse por lá. -Seus olhoss até brilharam. Porque tem que ser tão cabeça dura? Aposto que o Rodrigo não reclamaria se você deixasse ele tomando conta disso tudo aqui. -Eu já sugeri isso para o meu pai, mas ele disse que não construiu tudo para uma outra pessoa tomar conta que não fosse eu. -Sabe, Pri. Me desculpa falar isso. Mas seu pai não está pensando na sua felicidade. Você fez faculdade bde administração por pressão dele e não estou dizendo que não é bom nisso, mas seria muito mais feliz administrando um projeto cultural como me contava que faria quando nos conhecemos. - Eu sei. Mas já fiz uma escolha. Não posso dar para trás agora. Anna se levantou e foi até a amiga colocando a mão em sua ombro em forma de apoio. -Sempre podemos mudar nosso destino, Pri. A porta se abriu depois que algumas batidas e Laura comunicou a Pri que todos a estavam esperando para começar a reunião. Após se despedirem Anna foi embora e Pri seguiu com Laura para a reunião. -Aqui está o balancete que pediu senhorita Pugliese. - Um rapaz que deveria ter uns 19 anos. Ele era o novo estagiário do setor financeiro. Pedro Diniz. -Obrigada. - Pri lhe ofereceu um sorriso, pois percebeu que o rapaz estava nervoso. Ela começou a ler o balancete e não estava entendendo. Aqueles números não eram parecidos com os que ela esperava. -Gabriel o que isso quer dizer? Gabriel Martins era o diretor financeiro e trabalhava na empresa há muitos anos. -Significa que está tudo normal na empresa e que a senhorita não precisa se preocupar. -Gabriel eu não sou nenhuma leiga. Eu sei que as coisas não vão bem. Quero entender de onde vieram essas remessas de dinheiro. -Priscilla circulou algumas remessas citadas no documento e Gabriel parecia nervoso. -São alguns investidores que o seu pai conseguiu quando estávamos em momentos de crise. - Então isso significa que temos alguns sócios. - Pri o encarava nada satisfeita em não saber de tudo o que acontecia na própria empresa. - Sim. Mas a partir do momento que você entrou seu pai disse que eles não teriam ação tão efetivas em nossas finanças. -Porque? Se eram tão generosos? - Pri não estava gostando nada daquela conversa. Aquilo estava se cheirando a coisa ilícita e seu pai não ter dito nada daquilo era porque sabia que Priscilla nunca concordaria com algo ilegal. - Eu do cumpro ordens, senhorita. Priscilla sabia que não tiraria nada daquele homem. Mas sua mente estava borbulhando. Quem eram esses sócios tão generosos? Porque o dinheiro parecia e logo desaparecia? Talvez estivesse ocorrendo uma lavagem de dinheiro. E se esse fosse o caso o que aquilo poderia respingar nela? -Eu acho que por hoje podemos encerrar, mas voltaremos a falar nisso. - O diretor Gabriel se levantou e caminhou até a porta, mas Priscilla voltou falar e ele a olhou sobre o ombro. - Eu não vou deixar que nenhuma atividade ilícita seja praticada aqui. As coisas não funcionam assim comigo. Priscilla viu todos saírem da sala e apenas Pedro ficou para trás. Ela não sabia que era proposital, mas Pedro tinha ficado admirado com a atitude dela. -Senhorita Pugliese. - Pedro chamou a atenção dela que estava trocando mensagens. -Oi, Pedro. - Ela o sabia o seu nome e Pedro sorriu largo com isso. -Deseja me falar algo? -Não verdade sim. Eu acho que deveria falar com o seu amigo. O Rodrigo. - Priscilla deu total atenção ao rapaz. - Ele é o responsável por essas transações. Só não conte ao senhor Martins que lhe contei isso. Ouvi que essa era uma informação que não poderia saber. -Você ouviu? Então com quem ele estava falando? -Isso eu não sei, ele estava ao telefone. Mas pelo que percebi tem muita coisa aqui que a senhorita não imagina. Priscilla agradeceu pelo aviso e pediu que se ele tivesse qualquer novidade a procurasse. Pelo visto não poderia confiar em muitas pessoas por aqui. -Laura não deixe ninguém entrar em minha sala sem antes me avisar. #Natalie Eu podia observar melhor a casa de Priscilla agora que ela estava na empresa e eu sozinha ali. Sabia que ela já nutria um alto grau de confiança em mim, assim como eu nela, porque eu confiava que ela não era uma má pessoa. Muito pelo contrário ela ajudava algumas instituições para crianças e até às visitava as vezes. Além de sempre tratar todos ao seu redor bem. Imagino que tenha puxado para a sua mãe, pois ao ler o diário de Helena não tinha como Priscilla ser parecida com o seu pai. Antes do meio dia, recebi uma mensagem dela me chamando para jantar em um restaurante italiano, o mesmo que o Rodrigo a tinha levado. E eu sabia disso porque mesmo quando eu não estava com ela haviam pessoas a seguindo e o Rodrigo também. Antes de viajar com a Priscilla no fim de semana eu tinha entrado em contato com um amigo que era um policial aposentado e fazia algumas investigações particulares e já havia recebia uma novidade que me deixou de boca aberta. -Você tem certeza disso? - Eu perguntei sem acreditar que poderia ser verdade. -Absoluta. Vou lhe passar todas as informações por e-mail, mas não há dúvidas que é ele. Natalie desligou o telefone e voltou a escrever em sua quadro. Aquele caso estava mais interessante do que ela esperava. Na questão do pai da Priscilla era só uma questão de tempo para que ele fosse preso, com Rodrigo e o resto da quadrilha, mas aquele outro ramo da investigação ela faria questão de dar de presente para Priscilla. Agente Smith, temos uma grande novidade, lhe espero na delegacia. Essa foi a mensagem que eu recebi da delegada Aguilar. É claro que vim o mais rápido que pude. -Quais são as novidades? - Perguntei assim que ela me indicou para me sentar na cadeira. -A sua garota no sim é uma boa garota. - A olhei sem entender. -Calma, eu lhe explico. Ela procurou um policial amigo dela de outra delegacia e deu a******a para ele investigar o que está acontecendo na empresa dela. -Isso é sério? Mas sabe que pode prejudicar o pai dela? -Pelo que ele explicou ela desconfia que estão fazendo lavagem de dinheiro, e que o diretor do setor financeiro tem algo a ver. Ela não desconfia que o problema é muito maior. -Talvez se ela soubesse não concordaria em nós colocar lá dentro. -Talvez, mas o que importa é que com isso você não vai precisar vigiá-la. -Quer dizer que estou fora do caso? -Aquilo me abalou. Eu não queria mentir para ela, mas também não sei se eu aguentaria ficar longe. -Na verdade não. Agora você não vai vigiá-la, mas sim protegê-la. Com a atitude que ela teve a agente Ribeiro nos informou que a organização criminosa que o Pugliese faz parte não ficou nada fatisfeito e ela pode correr algum perigo. -Eles já sabem da denúncia que ela fez. -Na verdade não. O que eles sabem é que ela está se metendo onde não deve e se o pai dela não der um jeito nela é muito provável que ele o façam. Priscilla sem saber colocou uma arma sem sua cabeça. Ela teria proteção policial mesmo sem saber, mas tudo agora seria muito mais perigoso. -Não seria melhor contar a ela no que ela está se metendo? -Sugeri e A delegada me observava. -Isso não é necessário no momento, agente Smith. -Sim, senhora. Sai da delegacia com a missão de ficar mais colada em Priscilla Pugliese do que já estava. Agora a sua vida era minha responsabilidade. Me arrumei e como sempre preferi encontrar com a Priscilla no local marcado, mesmo ela insistindo para me buscar. -Você está linda. - Priscilla comentou assim que me aproximei da mesa que ela já estava me esperando no restaurante. -Você também está incrível. -Falei em seu ouvido quando ela me abraçou. Seus lábios logo tocaram os meus e mesmo com alguns olhares das pessoas ao nosso redor não nós importamos. -Eu vim aqui uma vez com o Rodrigo e achei a comida incrível, só pensava em te trazer aqui. Mesmo já sabendo aquela informação, não me agradava em nada imaginar ela ali acompanhada do Rodrigo. Mas Priscilla parecia realmente nem considerar ele como um "par romântico", ela falava de coisas que fazia com ele com naturalidade, mesmo que eu já tenha deixado claro que não gosto da maneira que ela a cerca. -É um lugar muito bonito e caro. - Comentei a última parte mais para mim. - Não se preocupe com isso. Eu te convidei. -Pri isso não é justo, eu não quero ficar dependendo de você quando formos nos lugares. - Tentei explicar de uma maneira que não parece que eu era m*l agradecida. - Nath eu não me importo. Sério mesmo. Eu tenho mais do que posso gastar comigo e se você está comigo eu vou te proporcionar todos os prazeres que eu puder. -Mas Pri… -Vamos fazer assim. - Priscilla me interrompeu e colocou a mão sobre a minha. - Quando eu te convidar eu banco e quando você me convidar você paga. E pode apostar que eu estou esperando um convite. - Ela piscou e eu ri . O garçom chegou e fizemos o pedido, foi então que meu celular começou a tocar a sem parar. No começo eu tentei ignorar, mas o número, mesmo não tendo na minha agenda, eu sabia quem estava me ligando, pois já o tinha decorado. -Pri eu vou ao banheiro antes que o jantar seja servido. Ela nem desconfiou e eu logo entrei na primeira cabine que encontrei e por sorte o banheiro estava vazio. -Eu não posso falar com você agora. - Falei abafando a minha voz com a mao. -Caramba, que demora! Está com a Pugliese? - A voz de Thaís estava afobada e eu logo percebi que a coisa era séria. -Sim. Estamos jantando juntas. - Se quer ela inteira ainda hoje, proteja ela. Ouvi barulho e logo a ligação foi interrompida. Meu nível de preocupação apitava. Thaís estava tentando me avisar sobre a segurança da Priscilla, será que os chefes da organização descobriram tudo? Peguei minha arma na bolsa e a coloquei na minha cintura a escondendo com a jaqueta. Saiu do banheiro e minhas mãos soaram, pois tinha alguém sentada em meu lugar.
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