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1640 Words
#Narradora Priscilla seguia o carro de Rodrigo de perto, ele estava indo em um restaurante que acabara de inaugurar e era especializado em comida italiana. -Me falaram muito bem desse restaurante, queria mesmo vim aqui. - Priscilla comentou quando eles estavam entrando no lugar. -Eu sabia que ia gostar. Afinal comida italiana é sua favorita. - Rodrigo segurou a mão de Priscilla e eles logo foram conduzidos para uma mesa em que conseguiam ver toda a movimentação lá fora. -Rodrigo você sabe quando o meu pai volta de viagem? Achei que ele estaria aqui comigo hoje. -Ele não me falou nada, na verdade não tenho falado com ele como antes. - Rodrigo não queria estender o assunto. O jantar foi entre uma conversa leve, vez ou outra Rodrigo tentava colocar a mão por cima da mão da amiga, mas ela logo tirava. No fim do jantar Priscilla recebeu uma ligação de Lucas os chamando para uma festa que teria na casa de um amigo dele, por ela eles não teriam ido, mas Rodrigo insistiu e ela acabou indo também. -Fiquem a vontade. -Lucas falou já um pouco alterado e Priscilla pegou uma cerveja que ele lhe entregou. -Não vou poder demorar muito, amigo. Amanhã tenho uma reunião com o setor financeiro. -Você está ficando muito chata, Pri. mas me conta, cadê a sua gatinha? Quer dizer namorada né? -Lucas aproveitou que Rodrigo tinha ido buscar uma bebida para saber das novidades. - Que nada. Acredita que ela me disse não. - Pri lamentou. -Sério que ela te dispensou? -Lucas ficou muito interessado no assunto e acabou falando mais alto. -Ela não aceitou o seu pedido, Priscilla? - Rodrigo não escondeu a felicidade. -Não, ela não a aceitou, Rodrigo. E Lucas, não ela não me dispensou. Só decidimos ir com calma. Ela terminou um noivado agora e ainda não se sente no momento de assumir algo sério. Mas estamos bem. - Priscilla falou a última frase olhando para Rodrigo, que logo deixou o sorriso morrer. -Se é assim leva ela lá em casa no sábado. Vou fazer uma social só entre nós. Você também está convidado, Rodrigo. Devia achar uma garota para se distrair. Que tal eu te apresentar uma amiga hein? - Lucas passou o braço pelos ombros do amigo e Pri ficou rindo deles se apresentando de uma grupo de garotas que pareciam já alteradas. -Oi, Pri. - Uma garota falou abraçando Priscilla por trás. -Seu cheiro continua maravilhoso. -Gabi. -Priscilla se virou para ver quem era e reconheceu Gabi Moretti, uma das ficante de Cat. E que também já ficou com ela. -Quando o Lucas disse que você vinha eu tive certeza que minha noite ia terminar muito bem. -Gabi estava bêbada e Pri tentava se desvincular da mulher. -Infelizmente vou ter que lhe decepcionar, Gabi. Já estou de saída. Passei aqui mesmo só porque o Lucas insistiu. - Eu não me importo de ir com você. -Gabi piscou e Pri sorriu, mas não quis dá esperanças para a mulher. - Eu estou saindo com uma pessoa, Gabi. Não vai rolar. Gabi não estava reconhecendo Priscilla Pugliese. Afinal ela nunca dispensava uma boa f**a, e nunca se importou de Gabi ser comprometida, só não queria saber quem era. -Isso nunca foi um problema entre nós. -Bom, você era comprometida e não se importava em trair, já eu estou mesmo gostando dessa pessoa e não quero magoá-la. -Não fale o que não entende, Pugliese. Eu a amo. E ela ainda vai voltar para mim. -Nesse caso deveria parar de querer t*****r com outras por aí. Priscilla nem esperou a resposta de Gabi e saiu de perto procurando por um de seus amigos para avisar que estava indo embora. -Lucas, eu já estou indo. -Falou um pouco alto para que ele ouvisse já que a música estava alta. -Está cedo, Pri. Fica mais um pouco. Achei que a Gabi fosse te distrair. -Eu tenho mesmo que ir, Lucas. Cadê o Rodrigo? -Priscilla buscou com o olhar, mas não o encontrou. -Bom você não o quis, apresentei alguém. -Espero que ele se divirta então. -Priscilla deu algumas batidas no ombro de Lucas e depois se foi. Depois de ler todo o diário de Helena, Nath decidiu ir a delegacia conversar com a sua superior. -Agente, Smith. -A delegada Clara não escondia que tinha uma preferência por Natalie, sabia que ela tinha potencial para assumir o seu lugar um dia e aquele caso era muito importante para ela. -Delegada, Aguilar. Posso falar com a senhora um instante? -Claro. -Nath sentou-se e colocou os relatórios que tinha feito sobre a mesa de Clara, que os pegou. -A agente Ribeiro já tinha me adiantado algumas coisas, mas realmente tudo o que você encontrou foi muito importante, movimentações financeiras muito suspeitas e o senhor Félix tinha um dossiê completo do genro. -Sim, mas minha dúvida é porque ele não entregou isso para a polícia. Eles se detestavam pelo que sei. -É justamente por isso que você foi infiltrada na vida da Priscilla Pugliese. Com certeza deve haver mais coisas dessas pelos imóveis daquela família. -Senhora, eu não acho que a Priscilla tem algo com tudo isso. Nesse tempo que passamos juntas ela não apresentou nenhum comportamento estranho, nem nada que me fizesse por em dúvida o seu caráter. -Eu entendo que você não acredite nisso, no fundo eu também não, mas pelo que meu informante da empresa diz ela vai acabar tendo que responder por muita coisa se continuar a assinar os contratos que o tal do Rodrigo fiscaliza. -Eu já vi ela assinando contratos sem ler. Ela confia plenamente nele. -Se quer realmente proteger ela, melhor você plantar uma puguinha atrás de orelha dela em relação ao amigo. - Clara sugere e Nath rapidamente pensa em várias possibilidades. -Só não deixe a sua paixonite por ela atrapalhar as coisas, Natalie, eu espero muita coisa da senhorita e seria uma pena saber que jogou tudo fora por causa de uma mulher. Agora pode ir, melhor ir para casa dela, pois o Rodrigo a levou para sair. #Natalie Era lógico que a delegada Aguilar tinha colocado outros agentes para seguir Rodrigo e Priscilla. Thaís tinha me dito que finalmente estava conseguindo destaque na organização criminosa de Marcelo e Marcos Pontes, e que por isso teria que se afastar por alguns meses de sua noiva Bárbara e assim atrapalhar os planos de terem um filho agora. -Quem está aí? -Ouvi a voz de Priscilla perguntar e continue sentada na varanda de sua casa. -Vamos responde. -Não devia deixar o pontão aberto sabia? - Me levantei com a garrafa de vinho na mão. 20 Histórias 179 Seguidores -Nossa, Nath. -Priscilla respirou aliviada. -Não me der um susto desses de novo. - Logo ela me alcançou e beijou. -Eu não entendo porque não mora em um daqueles condomínios chiques e cheios de seguranças. -Comentei enquanto ela abria a porta. -Meu pai me faz a mesma pergunta. Ele insiste em dizer que é perigoso pela minha condição financeira, mas essa casa tem valor sentimental para mim. -Pode me contar? - Perguntei a abraçando por trás. -Que tal um banho de banheira e eu te conto mais um de meus segredos? Ela não precisava de muito para me seduzir, então logo estávamos na sua enorme banheira e ela me abraçava por trás enquanto distribua beijos por meu ombro. -Não vai me contar seu segredo? - Brinquei e a ouvi rir. -Não é nada demais. Foi nessa casa que minha mãe cresceu. Meu avô me deu de presente, quando fiz 18 anos e desde então eu moro aqui. -Seu avô parecia gostar muito de você. -E eu dele. Sempre fomos muito parecidos, eu sinto muita falta dele e do resto da minha família. -Seu pai não quis casar novamente? -Não. Ele diz que só amou a minha mãe. -Torce minha boca quando ela disse aquele, porque não poderia ser verdade, quem ama não maltrata com ele fez com a mãe dela. -Então sua infância foi em um lar amoroso e seguro. A minha não. -De certa forma sim. Meu pai não aceitou bem o fato de eu gostar de meninas no começo e talvez seja por isso que me esforço tanto para agradá-lo. Mas o que aconteceu na sua infância? -Priscilla começou a massagear meus ombros, pois sentiu que fiquei tensa. - Não precisa me contar se não quiser. - Eu não tinha o meu lar tranquilo. Minha mãe trabalha muito para me sustentar e meu pai era um bêbado, que nos tirava o pouco que tínhamos. -Sinto muito por isso. Onde eles estão agora? -Meu pai morreu há três anos. E minha mãe mora no interior com o resto da minha família. -Quero conhecer a minha sogrinha. -Pri brincou e eu sabia que ela queria tirar o peso da nossa conversa, o que achei bem fofo. - Como você conheceu o Rodrigo? - Os meus pais eram padrinhos dele, fomos criados praticamente juntos, como irmãos. -Seu bem o tipo de irmão que ele quer ser. -Resmunguei e ela gargalhou me abraçando. -Não precisa se preocupar com o Rodrigo. Eu sei que ele é intrometido as vezes, mas para mim ele é como irmão. -Eu não confio nele. -Me virei e sentei de frente para ela. -Não estou te pedindo isso. Confie em mim. - Priscilla me falou aquilo olhando bem nos meus olhos. - Você não deveria confiar nele também. Assinar contratos sem ler como eu vi naquele dia… na minha profissão isso dá muito problema. -Olha, toda preocupadinha comigo. -Ela apertou as minhas bochechas. - E sério o que estou falando, eu não vou com a cara dele. -Não vamos brigar por causa dele. Confie em mim. Eu não tenho nenhum interesse no Rodrigo, nem em outro homem, ou em qualquer outra pessoa depois que você entrou na minha vida.
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