17° Capítulo.

1398 Words
Rodrigo Spencer: -Senhor Spencer, temos um problema. John diz assim que eu entro no hotel que fica em frente ao aeroporto. -O que foi agora, John, eu disse que eu não queria nenhum tipo de falha, o que houve? Pergunto extremamente irritado com a possibilidade de não colocar aquela quadrilha na cadeia hoje, esse homem não pode escapar. -A senhora Fernandes não está vindo com o marido, ela voltou pra casa, só não sabemos o por quê ainda, senhor Spencer. -Minha filha está lá? Perguntei alarmado com a possibilidade de que aquela mulher tente levar a Phoebe para longe outra vez. -Não, ela está com a senhora Spencer, na casa de vocês, Sawyer confirmou que ela está lá neste exato momento, estamos monitorando a senhora Fernandes, logo saberemos porque ela voltou pra lá. -Não percam aquela mulher de vista, preciso que ela seja presa também, ninguém vai escapar da justiça. -Meus homens estão de olho, senhor Spencer, podemos seguir para o aeroporto, Antônio Fernandes está chegando daqui a pouco, recebi essa mensagem no meu celular. -Então vamos, quero pegar aquele homem no flagrante, mas não esqueça que quero um particular com aquele homem, ele me deve 15 anos de sofrimento e terá um encontro com os meus punhos antes de ir para a prisão. -Eu já cuidei disso, vamos levar ele para uma sala particular que tem no aeroporto, assim o senhor poderá acertar as contas e depois entregaremos ele para a polícia, se alguém perguntar sobre os ferimentos nele, diremos que ele tentou fugir e usamos a força para contê-lo. -Ótimo, John, podemos ir agora. Pego meu casaco, e juntos saímos do quarto do hotel. Assim que entramos no aeroporto, os meus homens se posicionaram em pontos estratégicos, pois não podíamos chamar a atenção dos demais, além do quê precisamos de fotos para provar que Antônio estava prestes a embarcar com uma criança roubada, estava tudo planejado e não poderia dar nada errado. Enquanto estava aguardando, enviei uma mensagem para Joyce, somente pra saber se está tudo bem com ela e os nossos filhos, precisava dessa confirmação para ficar mais tranquilo. -Ele chegou, senhor Spencer. John me avisa e eu guardo meu celular no meu bolso e respiro fundo, afinal estava 15 esperando para colocar as mãos em cima do homem que acabou com a minha família. Fiquei esperando um segurança fazer as fotografias de Antônio com o tal bebê, além de conversar com a mulher que faz parte da quadrilha dele, mas que aceitou nos ajudar em troca de redução de pena. Fiquei aguardando tudo acontecer na sala privada que John ajeitou pra mim ter uma conversinha com aquele maldito, mas atrás da janelas de vidro em podia acompanhar toda a movimentação do lado de fora. Assim que vi Antônio chegando ali meu sangue esquentou, afinal eu finalmente estava prestes a fazer justiça. Vi ele falando com a tal mulher, ele pegou uns papéis da mão dela, provavelmente são os falsos registros da criança, ele até pegou o bebê no colo, o que foi bom para adquirir mais provas, mas algo o estava deixando impaciente, ele até fez várias ligações, algo me diz que tem haver com o fato da senhora Fernandes não ter chegado ainda. John foi se aproximando com outros seguranças enquanto Antônio gesticulava com o celular na mão, quando ele percebeu a presença deles, até tentou fugir, mas isso não vai acontecer, não dessa vez, ele foi arrastado até onde eu estou, e somente John ficou ali dentro com nós dois. -Olá Antônio, feliz em me ver? Digo com ironia olhando para aquele verme repugnante, e ele me olha ainda sem entender nada. -Que p***a de brincadeira sem graça é essa, senhor Spencer, o que pensa que está fazendo? Ele grita a plenos pulmões, se fazendo de vítima, coisa que ele não é. -Não é uma brincadeira, senhor Fernandes, só vim lhe cobrar o que você me deve. -Você só pode está louco, eu não te devo nada, senhor Spencer, se você não me deixar sair daqui, eu vou chamar a polícia. Só pode ser piada. -Jura? Mata a minha curiosidade, senhor Fernandes, o que você dirá pra polícia? Resolvo dar corda para o infeliz. -Não está óbvio, isso que você fez é cárcere privado, senhor Spencer, já que seus capangas me arrastaram até aqui, fazendo eu perder meu vôo. Ele diz agarrando meu colarinho, mas antes que John o arranque dali, eu fiz sinal para ele não interferir. -Aaai! Ele se retorceu de dor no momento que eu quase quebro seus dedos. -Quem tem capanga é você, seu bandido maldito, aliás a polícia logo estará aqui, mas será pra prender você, não eu. -Do que você está falando? Ele grita, dessa vez segurando a sua mão machucada. -Você será preso por formação de quadrilha e tráfico de crianças, fora os outros crimes que você cometeu ao longo desses anos todo, essas provas já estão em poder da polícia de Portland, acabou pra você, Antônio Fernandes. -Você está blefando, acha que vou cair nessa, eu não vou ficar preso, você não pode provar nada. -Você mexeu com o homem errado, senhor Fernandes, afinal você foi o responsável pelo sequestro da minha filha há 15 anos atrás, eu sou o pai da Melissa, a menina que você roubou e ainda fez ela passar por sua filha, ainda acha que estou blefando? -Merda! Foi a única coisa que ele conseguiu falar antes que eu socasse a sua cara. -Agora você lembrou seu verme, saiba que você quase destruiu a minha família, sem contar as outras famílias que você prejudicou com sua mente doente, mas isso acaba aqui, porque eu irei fazer mofar na cadeia por ter pego a minha filha, demorou mais eu te achei. -Me larga seu i*****l, acha que não tenho algumas pessoas da lei na minha folha de pagamento, pessoas como eu não ficam na cadeia e você devia saber disso, senhor Spencer. -Falido do jeito que você está, quero ver como você irá conseguir subornar alguém agora que está na merda, mas não se preocupe que seus amiguinhos irão te fazer companhia lá na prisão, tenho certeza que você deve dinheiro pra eles, lá eles vão poder te cobrar. Ele tenta correr, mas eu sou mais rápido e o puxo de volta, e dou outro soco na cara dele. Bati até a minha mão doer, só parei quando John me tirou de cima do i****a. -Senhor Spencer, a polícia já chegou, seu advogado também está aqui, caso o senhor Fernandes pode tentar te processar por agressão. -Ele pode tentar, mas não vai conseguir, esse homem nunca mais irá voltar a cruzar o meu caminho. Assim que me acalmo, John abriu a porta, e o delegado entrou com mais dois policiais. -Senhor Fernandes, você está preso em flagrante por sequestro de um bebê e falsificação de documento, além de crimes anteriores de formação de quadrilha, tráfico de crianças e de drogas, sonegação de impostos, e etc. O delegado o algema, enquanto Antônio grita que é inocente, ele me encara com ódio, mas cara feia pra mim é fome. -Senhor Spencer, vou precisar que você nos acompanhe para prestar depoimento. -Pode contar com isso, doutor, tenho muito interesse em ter esse homem para sempre na prisão, mas a mulher dele deve ser presa também, porque ela faz parte dessa sujeirada toda. -Vamos atrás dela também, não se preocupe. Antônio foi levado para o carro de polícia, quando sai de dentro do aeroporto, fui cercado por repórteres que já estava esperando, dei uma declaração breve, e entrei no meu carro e John foi dirigindo pra mim. Infelizmente fiquei a manhã toda ali, e a parte da tarde também, o maldito realmente teve a pachorra de tentar me denunciar por agressão, mas ele não conseguiu, já que o delegado fez vista grossa, por entender que eu era só um pai desesperado por finalmente está de frente ao homem que roubou a minha filha. Deixei meu advogado cuidando de tudo, pois precisava ir embora ver minha família. Mas quando estava saindo da delegacia, eu recebi uma ligação que fez me coração sair pela boca. -Senhor Spencer, preciso que venha para o hospital o mais rápido possível, sua mulher acabou de dar à luz. Foi só o que Sawyer me disse, mas só pode ser uma brincadeira, já que Joyce está com 7 meses de gestação. Continua.........
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