Melissa Mendes Fernandes/Layla:
-Obrigada por me avisar, Olívia, se ela voltar você me avisa. Desligo o celular bastante assustada e com medo, pois ela já deve saber a verdade sobre Joyce ser minha mãe biológica, já que eu esqueci o meu notebook com todas as informações sobre ela e meu pai.
Dana não pode me encontrar, ela precisa ir pra cadeia ou poderá nos fazer m*l, tenho que proteger Joyce e Ella, já que meu pai não está aqui.
Respiro fundo enquanto seco minhas lágrimas, tentei achar uma saída, mas como não encontrei nenhuma melhor, eu decidi voltar para a casa dos Fernandes e enfrentar Dana de frente, ficando escondida aqui eu posso trazer um grande problema para minha família e eu não quero que minha mãe perca o bebê por conta daquela louca.
Aproveitei que minha mãe estava ainda no quarto da Ella, peguei minha bolsa, sai pé ante pé, e desci as escadas sem fazer barulho.
Estava prestes a abri a porta da sala, quando uma voz soou atrás de mim, me assustando.
-Vai aonde, menina? Era a voz da Rose, a mulher que conheci como a governanta da casa.
-Eu tenho que sair para resolver algumas coisas, avisa a Joyce, quer dizer a senhora Spencer que tive que ir embora. Acabo embargando a voz quando tentei segurar o choro.
-Porque você não se despediu dela, vocês não estavam juntas lá em cima? Rose perguntou, olhando dentro dos meus olhos.
-Ela foi cuidar da Ella, e o que tenho que fazer é tipo urgente, não pode esperar.
-Você não está bem, menina, eu estou vendo que andou chorando, desculpa se estou me metendo na sua vida, mas eu percebi que andou chorando, e agora estava saindo de fininho, sem falar com a senhora Spencer, mas sua mãe vai sofrer se te procurar pela casa e não te achar, porque você não fala com ela primeiro. Como ela sabe que Joyce é a minha mãe?
-Como você sabe disso? Pergunto sem entender.
-É só olhar pra você pra perceber a semelhança, você é a versão adolescente da senhora Spencer com certeza, não sai desse jeito, vou te trazer um copo d'água, assim você se acalma um pouco.
Eu aceitei a sua oferta, apenas para despistar, e assim que ela foi pra cozinha, eu abri a porta e corri pelo jardim em direção ao portão principal, mas dessa vez eu fui parada pelo grito da Joyce.
-Melissa. Ela gritou meu nome, mas eu não podia falar com ela agora ou perderia a coragem de ir embora dali.
Ela continuou vindo atrás de mim, mas eu consegui chegar no portão e abrí-lo, mas foi nesta hora que a pior coisa aconteceu.
Dana estava passando de carro pela rua, quando me viu e parou o carro com uma freada brusca.
-O que você estava fazendo aí dentro dessa casa? Ela berrou descontroladamente.
-Eu só vim ver uma amiga. Disse rápido para ver se ela comprava minha mentira, mas percebi que ela viu algo atrás de mim, tanto que sorriu ironicamente.
Fechei os olhos já esperando o pior, quando ela tirou da bolsa uma arma, e apontou pra mim.
-Entra no carro ou eu mato ela. Eu sei que ela está falando da Joyce, já que eu senti ela segurando minha mão para me impedir de sair do lugar.
-Estou esperando, Melissa. Ela sacode a arma na nossa direção outra vez e eu não posso deixar essa louca ferir a minha mãe e o bebê.
Tirei a mão da Joyce que estava segurando meu braço, e fui andando até Dana, doeu demais quando ouvi seus soluços, mas eu espero que ela entenda que estou fazendo isso para salvar sua vida.
-Você não vai roubar a minha filha de mim outra vez, eu não vou deixar. Joyce grita quando Dana me empurra em direção ao carro.
-Pois é isso que vai acontecer queridinha, você nunca ficará com ela. Depois que Dana disse isso, tudo aconteceu em câmera lenta quando ouvi um barulho alto de tiro.
-Pow! Eu gritei como uma louca, mas não consegui abrir os olhos com medo do que eu veria.
Estava tremendo e chorando, até que uma voz masculina chamou meu nome.
Abri meus olhos, mas minhas vistas estavam embaçadas por conta do choro, mas vi o corpo inerte da Dana aos meus pés com um tiro na cabeça, mas não senti nada ao vê-la morta.
Olhei para o homem que estava ao meu lado e percebi que era um segurança da casa dos Spencer.
-Aí. Minha mãe gritou de dor e corri até ela procurando algum ferimento.
-Mãe, você está bem, ela te feriu?
-Acho que seu irmão vai nascer, minha bolsa estourou, filha. Suas palavras me assustaram, pois eu sabia que ainda faltava uns meses para o bebê nascer.
-Tem certeza disso, mãe? Seus gritos e choro responderam a minha pergunta.
Pedi ao segurança para carregar minha mãe para dentro da casa e ele a levou para o quarto.
Rose foi ligar para o hospital para pedi uma ambulância, mas minha mãe chorava e gritava cada vez mais.
Eu fiquei desesperada e com medo que ela perca o bebê devido ao susto sobre tudo o que aconteceu.
Rose voltou dizendo que a ambulância estava a caminho, mas não ia dar tempo, já que minha mãe começou a fazer força para empurrar o bebê.
A governanta tirou a sua calcinha e me pediu pra ficar ao lado da minha mãe, enquanto ela foi buscar toalhas limpas e água quente.
Meu irmão não quis esperar mais tempo para vim ao mundo e quando vi sua cabecinha aparecendo, eu subi na cama e fiquei entre as pernas da minha mãe e ajudei a tirar o bebê.
Jamais imaginei que faria um parto, achava até nojento quando via uns em filmes ou novelas, mas dessa vez eu sinti apenas emoção, afinal eu ajudei a trazer ao mundo o meu irmãozinho, era uma emoção que eu não conseguia explicar.
Os paramédicos e a Rose entraram no quarto juntos, e todos ficaram surpresos quando viram o bebê já nos braços da minha mãe.
Eles cortaram o cordão umbilical e depois levaram os dois para a ambulância e eu fui junto com eles até o hospital.
Como o meu irmãozinho nasceu de 7 meses, ele foi para a encubadora, mas pelo que eu ouvi do médico, ele embora seja prematuro, ele é um nenê saudável.
Fiquei sentada numa cadeira no corredor do hospital, enquanto aguardava por informações sobre os dois.
Eu chorava e sorria ao lembrar do momento que Teddy nasceu pelas minhas mãos, nós agora temos uma ligação profunda, esse momento ficará pra sempre na minha memória.
O triste disso tudo foi ver Dana caída e morta no chão, mas ela procurou por esse fim e eu só lamento, embora era melhor que ela pagasse pelo seus crimes na cadeia, mas a morte foi uma sentença pra ela de alguma forma.
Estava distraída com meus pensamentos, quando ouvi alguém se aproximando, era meu pai, Christian, eu não sabia o que fazer diante dele, de súbito eu apenas fiquei de pé.
Fiquei nervosa quando ele não parou de olhar pra mim, meu coração estava prestes a pular pra fora, fui pega de surpresa quando ele sem dizer nada, apenas me abraçou e choramos juntos.
Continua...........