O quarto ainda cheirava a suor, desejo… e confissão muda. O lençol bagunçado envolvia os dois corpos nus, entrelaçados em um silêncio que pesava mais do que palavras m*l ditas. A respiração de Dante era pesada atrás dela, o braço firme em sua cintura como se, mesmo adormecido, seu corpo soubesse que ela poderia escapar a qualquer instante. Mas Isadora não queria fugir. Não naquela noite. Ela ficou imóvel por alguns minutos, ouvindo o som do coração dele bater contra suas costas. O mesmo coração que, horas antes, ela jurava que não existia. Que era de pedra. De ferro. De tudo, menos humano. Mas agora… Agora ele estava ali, pulsando contra a pele dela. Quente. Vivo. Frágil. E isso a assustava mais do que qualquer arma. Isadora virou-se com cuidado, encarando o homem que havia invadid

