O céu da Itália estava coberto por nuvens pesadas, como se pressentisse a tempestade que se aproximava. Não era apenas a força da natureza que rugia no horizonte, mas a força de Dante Rivas, que carregava a fúria de um homem traído, de um marido ferido e de um líder que não admitia afrontas. O carro preto cortava as ruas estreitas, em direção ao galpão abandonado nos arredores de Roma. Dante estava sentado no banco de trás, o olhar fixo na escuridão da noite. Seus olhos carregavam a promessa de morte. Ao lado, seu braço direito, Pietro, revisava as armas. — Tem certeza de que quer fazer isso pessoalmente, chefe? — Pietro perguntou, embora já soubesse a resposta. Dante girou lentamente a cabeça em direção a ele, o maxilar cerrado, os olhos queimando como brasas. — Ele mexeu com a minha

