O céu estava pesado, carregado por nuvens que pareciam pressagiar algo sombrio. Dante empurrou as portas do hospital com uma força contida, os passos largos e firmes ecoando no corredor como uma sentença. Ao seu lado, Isadora caminhava em silêncio, sentindo o frio subir por suas veias. A dor física já não importava tanto; era a sensação no peito, o peso daquilo que estava por vir, que a sufocava. Ele a guiava com a mão firme em sua cintura, como se pudesse protegê-la de qualquer ameaça apenas com aquele toque. Do lado de fora, os homens de confiança estavam alinhados, prontos para escoltar. A segurança era triplicada, os carros pretos reluzindo sob a luz morta da noite. Dante abriu a porta do carro para ela, ajudando-a a entrar. Seu olhar escuro faiscava em alerta. Quando se acomodou no

