O carro deslizou pelos portões da mansão Rivas sob um céu cinzento. A tempestade havia passado, mas o chão ainda estava molhado, e o ar carregava o cheiro de terra e silêncio. Isadora mantinha os olhos fixos na janela, evitando qualquer contato visual com Dante. O clima entre eles havia mudado — e ambos sabiam. Mas ninguém ousava nomear o que estava crescendo ali. Seria admitir fraqueza. E os dois eram viciados em vencer. — Estamos de volta — ele murmurou, como se fosse necessário dizer o óbvio. Ela soltou um suspiro leve. — Pena. O silêncio da floresta parecia mais honesto do que essa casa. Ele a olhou, mas não respondeu. Entraram pela porta principal. Um dos empregados já estava à espera, recebendo as malas. A mansão cheirava a madeira encerada e controle absoluto. Cada coisa em se

