O relógio da sala marcava duas da manhã quando Isadora ouviu o som do motor desligando no portão. Ela estava acordada. Não por insônia, mas por instinto. Sentia o peito apertado desde o momento em que Dante saiu — e o silêncio daquela noite só piorava tudo. Cada minuto era um lembrete c***l de que ele estava em guerra. E que, cedo ou tarde, uma bala poderia ser o fim. Ela desceu as escadas com passos lentos, os pés descalços e o roupão de seda solto sobre a camisola. Quando a porta se abriu, o cheiro dele preencheu o ar — fumaça, pólvora, e um leve toque metálico de sangue. Dante entrou, os ombros tensos, a respiração pesada. Isadora correu o olhar por ele rapidamente. — Você tá ferido? — a pergunta saiu antes que ela pudesse se conter. Ele fechou a porta atrás de si e apenas balanç

