O dia amanheceu cinza. As nuvens pesadas sobre a mansão pareciam pressagiar o que estava por vir. O silêncio no corredor era espesso, e a tensão no ar tinha gosto de pólvora contida. Dante estava no escritório desde antes do sol nascer. O café já frio ao lado da pilha de documentos era a única testemunha do quanto ele havia mergulhado naquilo — o plano, a retaliação, a guerra iminente. Isadora entrou sem bater. — Você não dormiu — constatou. Ele não tirou os olhos do mapa aberto sobre a mesa. Apenas respondeu: — Não precisava. Ela se aproximou devagar, os olhos varrendo os detalhes das rotas, marcações em vermelho, fotos impressas com datas e nomes. — Isso é sobre Domenico? Dante assentiu com um leve movimento de cabeça. — Ele ainda se move como se fosse intocável. Mas não por mu

