O cheiro de pólvora ainda pairava no ar quando os primeiros tiros ecoaram pela propriedade. Não houve aviso. Nenhum som de motor. Nenhuma sombra suspeita no radar. Apenas o silvo cortante de balas atravessando o portão principal, explodindo vidro, metal e ossos. Os seguranças m*l tiveram tempo de reagir. Um deles caiu imediatamente, o corpo despencando com um baque seco contra o chão de pedra. O outro gritou antes de ser silenciado por mais dois disparos certeiros. Isadora estava no jardim. Sozinha. Alheia. Descalça. Os primeiros estalos pareceram trovões distantes, mas quando o primeiro impacto ricocheteou contra a escultura de ferro ao lado dela, entendeu: estavam sob ataque. — Droga... — sussurrou, o corpo congelando. Antes que pudesse correr, braços a puxaram com brutalidade para

