O silêncio da mansão era quase tão sufocante quanto a lembrança do que havia acontecido na noite anterior. Isadora despertou cedo, os lençóis ainda amassados por conta da tempestade de emoções que se abateu entre eles. Dante havia deixado o quarto depois daquele momento intenso, como se o próprio demônio que o habitava tivesse recuado para as sombras. Não dissera uma palavra. Não a olhara. Apenas se afastou, e o som da porta se fechando soou como um ponto final entre eles. Ela estava de pé agora, diante do espelho, os olhos inchados não por choro, mas por exaustão. A guerra entre os dois não era feita de armas ou gritos. Era silenciosa, afiada, e cortava fundo. Desceu as escadas com passos firmes, determinada a não deixar que aquele homem a engolisse por dentro. A raiva dele era uma arm

