CAPÍTULO TRES

877 Words
SITIO DA FAMÍLIA DE SAMANTHA — Dona Lourdes, preciso da sua ajuda! — O que houve menina? — A senhora saiu para fora do casebre ao ouvir os gritos da moça. — Eu arranjei um emprego e preciso começar hoje!!! — Mas que beleza, Samantha! Emprego de quê? — Disse a abraçando. — Empregada domestica. O único problema é que precisarei morar lá e não poderia levar outra pessoa. — Mas e o Benjamin, Samantha? Eu ficaria com ele, mas você sabe como as coisas andam difíceis para mim aqui,minha flor! — Não será preciso, dona Lourdes. Eu já pensei no que vou fazer. — Pensou, é? Então me conte. Porque ru acho que os seus futuros patrões nao vão deixar o pequeno Ben ficar lá. — Isso eu sei, dona Lourdes. Mas sabe aquele baú que a senhora tem no quarto? — Claro, claro que sim! — Então, Dona Lourdes, eu vou forrá-lo com cobertor e travesseiros e colocar Ben lá dentro. — Isso pode ser perigoso, menina. — Pode, dona Lourdes. Mas nao vejo outra solução! Nesse instante o pequeno Benjamin foi correndo até irmã, a abraçando pelas pernas. — Sam, Sam,olha aviãozinho que a Tia Lourdes fez para mim!!! — Disse arremessando o avião de papel. — Que lindo, Ben! Depois vamos brincar com ele. Samantha agachou-se e beijou a bochecha do irmão. Em seguida Benjamin saiu correndo com seu avião de papel quintal a fora. — Está decidido, dona Lourdes. Eu só quería que senhora perguntasse ao seu Nicolau se ele me levaria até a mansão que vou trabalhar. Claro, a mim e ao baú onde Ben ficará escondido. — Deixa comigo. Pode ir lá ajeitar as suas coisas que eu falo com ele. MANSÃO DOS BITTENCOURT A campainha da casa tocou e Adamastor correu para atender a porta. — Senhorita Virgínia está? O mordomo olhou para o homem m*l* vestido e pensou rapidamente que não era o tipo de gente que a madame costumava receber na mansão. — Só um instante que vou chamá-la. Virgínia estava na sala de leitura, com sua cadelinha Pincher, a Mabel. Assim que o mordomo surgiu, Mabel passou a latir de maneira aguda e raivosa. — Senhora, um homem está na porta desejando vê-la. — Qual o nome desse homem, Adamastor? — Desculpe, senhora, não perguntei. — Como não, seu estrupicio? E se for um bandido? Eu vou te contar! — Mas madame, estamos em um condomínio fechado. Se ele entrou foi porque a segurança permitiu. Virgínia fuzilou Adamastor com os olhos. — Não pago você para pensar. Agora suma daqui, imprestável. SALA DE ESTAR DA MANSÃO DOS BITTENCOURT. Ao ver sobre quem se tratava, a madame quase caiu no chão. — O que acha que está fazendo aqui, Edvaldo? n******e aparecer aqui!!! — Ué, a senhora não nos pagou o serviço que fizemos. Vim pegar a grana! — Eu disse que procuraria você para resolver isso. — Mas não procurou, madame. Faz um cheque aí e estará tudo resolvido. — Eu não posso, Edvaldo — Sussurrava a madame entredentes, — os talões que têm aqui são do meu marido. Ele vai sentir falta. — Vai não, eu sei que não vai. Melhor fazer o que estou pedindo ou eu vou falar pessoalmente com seu marido! — Disse em tom ameaçador*. A conversa de ambos fora interrompida por alguém que chegava. — Tá tudo bem, tia? — Ah, José Felipe, chegou mais cedo da faculdade? Está tudo bem sim! O rapaz Olhou para Edvaldo e estranhou ver aguem com aquelas roupas no hall da mansão. Não que se importasse, mas Virginia não dava essa liberdade. — Quem é esse, tia? A madame engoliu em seco. — É... Bom... O novo jardineiro. Isso, é o nosso novo jardineiro. Vou fazer um cheque para ele como adiantamento. Venha, querido. Que vou pegar o talão de cheques. Virginia aproveitou a deixa e foi para o escritório na companhia de Edvaldo. JoséFelipe achou o comportamento da tia estranho, mas não deu importância , afinal, havia de dar um jeito de não reprovar o semestre na faculdade. PARTE EXTERNA DA MANSÃO DOS BITTENCOURT — TARDE ENSOLARADA A caminhonete do seu Nicolau parou em frente ao imenso portão do condomínio. — Menina, como esse baú está pesado! — Disse o homem descarregando o item. — Tem o mesmo peso que tinha quando o colocamos aí, seu Nicolau! Samantha foi até o interfone e deu o numero da casa ao segurança.. Logo em seguida pediram seu documento. O homem olhou para o RG e depois para Samantha, conferindo a foto. Em seguida liberou a entrada. — Entre a esquerda e segue reto. É a casa da direita. A maior! — Disse o homem. — Obrigada! — Ela pegou o RG e foi até seu Nicolau que estava com o bau nos ombros.— Vamos seu Nicolau. E desculpa por faze-lo carregar o Benjamin! — Que? O benjamim não ficou com a Lourdes? — Ah, que cabeça a minha!!! É claro que ficou, ficou sim! — Disse a menina sem graça. Samantha estava tão preocupada com Benjamin dentro do Baú que não notou o mesmo carro vermelho que quase a atropelada no dia anterior, passar pela entrada de moradores. Talvez o destino estivesse agindo.
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