Aisha ouvia a própria respiração enquanto permanecia parada ao lado da cama. Diante dela, uma mulher que parecia morta respirava por aparelhos. O som ritmado da máquina preenchia o quarto, frio e silencioso. Ainda assim, havia algo sereno naquela cena. A mulher era muito bela, tinha cabelos escuros espalhados sobre o travesseiro como um véu delicado. Parecia apenas dormir, distante de tudo, intocável. — Primo, do que você está falando? Mamãe morreu. As palavras saíram no tom certo, ensaiado. Aisha forçou um choro, mas nenhuma lágrima veio. Talvez fosse o medo apertando o peito, talvez fosse o choque, talvez fosse a consciência de que cada gesto precisava ser calculado. — Sofi. Ele segurou a mão de Aisha com firmeza e a conduziu até mais perto da cama. Sem pedir permissão, fez com que e

