Capítulo 24

1008 Words

Já fazia mais de uma hora desde que Artem havia apagado a luz. O quarto permanecia mergulhado numa escuridão densa, quase sufocante, mas Aisha não conseguia dormir. O silêncio não era completo. Havia a respiração dele, calma demais para alguém capaz de tanto horror, e havia o cheiro. Um aroma masculino, marcante, que denunciava sua presença mesmo sem tocá-la. Ele estava perto. Sempre perto. Os pensamentos em Cassandra vieram como uma lâmina lenta e inevitável. A lembrança da irmã era uma ferida que nunca cicatrizava, apenas se fechava o suficiente para não sangrar em público. O que Cassandra tinha visto naquele homem? O que havia amado? A resposta sempre a atormentava. Cassandra via bondade onde quase ninguém conseguia enxergar. Era assim desde criança. Acreditava que até os homens que

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