Artem levantou antes do amanhecer. O céu ainda estava escuro, pesado, e a casa permanecia mergulhada em um silêncio espesso. Dormir nunca fora simples para ele. Desde a infância, o sono vinha em fragmentos, como se seu corpo descansasse, mas a mente jamais se rendesse por completo. Havia noites em que fechar os olhos era mais cansativo do que permanecer acordado. Caminhou pela casa com passos calculados, sem fazer ruído. Parou diante da grande janela da sala principal e observou o terreno ao redor. A neblina rasteira cobria o jardim como um véu opaco, apagando limites e distâncias. Artem gostava daquela sensação de isolamento. Ali, tudo estava sob seu controle. Estava tão absorto nos próprios pensamentos que não percebeu quando Dimitri se aproximou. — Irmão, está tudo pronto. Artem não

