— Mãe, não estou pedindo autorização. Estou apenas anunciando o que vai acontecer. O silêncio que se seguiu foi pesado, quase palpável. Parecia ocupar cada canto da sala, sufocando qualquer tentativa de reação. Olga bufou, levando a mão ao peito, como se o ar tivesse lhe sido arrancado de repente. O rosto perdeu a cor, os lábios se entreabriram sem som algum. Aisha, sentada no sofá, sentiu o corpo enrijecer. Um tremor involuntário percorreu suas pernas, subindo pela espinha até a nuca. Aquilo não estava nos planos. Nada daquilo. — Artem, por quê? — a voz de Olga saiu fraca, embargada. — Eu trouxe Sofia para ficar aqui… não para você tratá-la como se fosse uma posse sua. Artem retirou Aisha do colo com cuidado excessivo, quase calculado, como se quisesse demonstrar controle até nos ges

