Aisha sempre desejou fugir do inferno que era sua vida. Desde cedo, carregava o mesmo sonho silencioso: escapar daquele lugar e recomeçar ao lado da irmã, longe das paredes frias, das ordens duras e do medo constante. Uma vida simples bastaria, desde que fosse livre. Quando Cassandra fugiu de casa e prometeu que voltaria para buscá-la, Aisha se agarrou àquela promessa como quem se agarra a uma última tábua em meio ao naufrágio. Nos primeiros meses, a esperança era viva, quase palpável. Ela contava os dias, imaginava rotas, construía planos em silêncio. Mas o tempo passou, e com ele veio a realidade c***l. Cassandra até tentou cumprir o que prometera, Aisha soube depois, mas o pai reagiu como sempre fazia quando sentia o controle escapar: aumentou a segurança, fechou ainda mais o cerco, tr

