O quarto ainda cheirava a sexo, o ar denso com o calor dos corpos de Melissa e Daniel. Ela estava jogada na cama, o lençol m*l cobrindo as curvas nuas, os cabelos pretos espalhados como uma cortina no travesseiro, os olhos azuis brilhando na meia-luz. Daniel estava na beira do colchão, sem camisa, os músculos das costas rígidos, a cabeça entre as mãos. O silêncio entre eles era um misto de t***o e remorso, o fogo da transa ainda ardendo, mas a realidade batendo como um soco. Melissa sabia que ele estava em guerra — contra o desejo, contra o que fizeram, contra o fato de que ela era sua prima, a menina que ele sempre protegeu.“Daniel,” ela murmurou, a voz rouca, esticando a mão para tocar o ombro dele. A pele dele queimava, e o toque o fez tremer. “Para de se culpar. Eu quis isso. Você quis isso.”Ele ergueu a cabeça, os olhos castanhos cheios de angústia. “c*****o, Mel, você não entende,” ele disse, a voz grave, quase partida. “Você é minha família. Minha responsabilidade. Eu te vi crescer, cuidei de você… como posso te desejar assim? Como posso te f***r desse jeito?”As palavras eram brutas, e Melissa sentiu um arrepio, o t***o voltando mesmo com a culpa dele. Ela se sentou, o lençol caindo, deixando os s***s expostos, e ele desviou o olhar, como se doesse encarar. “Porque eu cresci,” ela disse, firme. “Quero saber, Daniel. Por que você sempre esteve aí por mim? Por que isso tá te destruindo tanto?”Ele respirou fundo, passando a mão pelo cabelo, e por um instante, ela achou que ele ficaria calado. Mas então ele começou a falar, a voz baixa, carregada de lembranças.Flashback: As Origens de DanielDaniel tinha 5 anos quando Laura, a irmã mais velha da mãe de Melissa, Mariana, o adotou junto com o marido, Roberto. Laura, uma mulher de coração enorme, viu no menino órfão de olhos castanhos vivos o filho que nunca pôde ter. Ela o amava como se fosse dela, enchendo-o de carinho. Mas Roberto, um homem seco e controlador, nunca aceitou Daniel. Ele o via como um peso, uma prova de que não podia dar um herdeiro biológico à esposa. Daniel cresceu sob o desprezo do pai adotivo, sentindo cada olhar frio, cada palavra dura como um tapa.Laura, no entanto, era o oposto. Ela levava Daniel para visitar a sobrinha, Melissa, ainda um bebê, filha de Mariana e do marido violento, Carlos. Mesmo tão pequeno, Daniel sentia um impulso de proteger Melissa, talvez porque via nela a mesma fragilidade que carregava sob o teto de Roberto.Aos 12 anos, tudo desmoronou. Roberto deu um ultimato: “Ou ele sai, ou eu saio.” Laura, devastada, tentou lutar por Daniel, mas Roberto era inflexível. Daniel foi mandado de volta ao orfanato, o coração destroçado, as palavras de Roberto ecoando: “Você nunca foi nosso.” Laura ficou arrasada, mas não teve forças para enfrentar o marido.Dona Helena, a avó de Melissa, foi quem o resgatou. Rica, determinada e com um amor tão grande quanto o da filha Laura, ela encontrou Daniel aos 15 anos, num orfanato precário. “Você é nosso, menino,” ela disse, e o levou para casa. Daniel cresceu com ela, mas já era um adolescente endurecido, marcado pelo abandono. Ele se jogou no trabalho, estudando à noite, ajudando a construir uma empresa de tecnologia que lançou aos 20 anos, transformando a dor em sucesso.Aos 23 anos, um acidente mudou tudo. Laura e Roberto, os pais adotivos de Daniel, morreram numa batida na estrada. Daniel sentiu a perda de Laura, mas nenhum apego por Roberto. Na mesma época, Melissa, com 9 anos, perdeu os pais — Mariana e Carlos — num outro acidente, causado por Carlos, que dirigia bêbado após espancar Mariana. Melissa escapou porque Dona Helena a segurou em casa, mas a menina ficou marcada, com cicatrizes no corpo e na alma.Daniel, já adulto, voltou para a vida de Melissa. Ele ajudava Dona Helena na mansão, gerenciava a empresa, e, acima de tudo, cuidava de Melissa. Levava-a à escola, ouvia suas histórias, abraçava-a quando os pesadelos do pai abusivo a faziam chorar. Para Melissa, ele era o herói que a salvava. Para Daniel, ela era a menina que ele jurou proteger, a única família que realmente valia a pena.Quando Dona Helena morreu, deixando a mansão e a fortuna para eles, Daniel tomou as rédeas. Cuidava da casa, da empresa, e de Melissa, que crescia mais linda a cada dia. Ele nunca a viu como mulher — até essa viagem à praia. Até vê-la com Jace. Até o desejo que o fazia querer arrancar aquele biquíni e tomá-la como sua.De volta ao presente, Daniel terminou, os olhos fixos no chão. “Eu sempre estive aí por você, Mel,” ele disse, a voz rouca. “Desde que você era pequena. Como posso te querer assim? Como posso te f***r e ainda me chamar de seu protetor?”Melissa se aproximou, ajoelhando na cama, o corpo nu tão perto que ele sentia o calor dela. “Porque você me ama,” ela disse, firme, mas com desejo na voz. “Não só como prima, Daniel. Como mulher. E eu te amo como homem. Quero você, mesmo que seja errado. Mesmo que seja loucura.”Ele a encarou, os olhos brilhando com culpa e t***o. “Merda, Mel, você tá me acabando,” ele grunhiu, mas não recuou quando ela tocou o peito dele, as mãos descendo pelos músculos. “Você quer isso de novo? Quer que eu te coma sabendo que sou quem te cuidou a vida toda?”“Quero,” ela sussurrou, a voz safada, puxando-o para si. “Quero você me pegando, Daniel. Quero sentir você me marcando.” Ela mordeu o lábio, os olhos azuis faiscando, e ele perdeu o controle.“p**a que pariu, você é um demônio,” ele rosnou, jogando-a na cama, a boca atacando os s***s dela, chupando com força até arrancar um gemido alto. “Vou te f***r até você esquecer aquele babaca do Jace,” ele disse, os dentes mordendo o mamilo, as mãos rasgando a calcinha que ela havia colocado. “Diz que quer minha rola, Mel.”“Quero sua rola, Daniel,” ela gemeu, as pernas se abrindo, o corpo se oferecendo. “Me come, por favor. Me faz sua.”Ele não esperou. A calça caiu, e ele a penetrou com uma estocada forte, o ritmo bruto, cada movimento arrancando gemidos dela que enchiam o quarto. “c*****o, você é tão gostosa,” ele grunhiu, as mãos agarrando os quadris dela, batendo com força. “Tá gostando, né? Tá gostando de levar rola do seu primo?”“Sim, Daniel, mete mais,” ela implorou, as unhas cravando nas costas dele, o prazer tão intenso que ela tremia. “Você é meu, só meu.” Ela puxou o cabelo dele, beijando-o com fome, a língua brigando com a dele enquanto ele esfregava o c******s dela, fazendo-a gritar.“Grita pra mim, Mel,” ele disse, a voz rouca, os olhos presos nos dela. “Quero que todos saibam que você é minha putinha.” As palavras eram safadas, mas cheias de amor, e Melissa gozou com um grito, o corpo convulsionando. Ele veio logo depois, gemendo alto, o calor dele enchendo-a, os dois caindo na cama, suados, ofegantes.Enquanto se abraçavam, a culpa voltou, mais pesada. Daniel a puxou contra o peito, beijando a testa dela, a voz suave. “Eu te amo, Mel. Mas isso… não pode seguir. Eu jurou te proteger, não te quebrar.”Melissa sentiu o coração apertar, mas o fogo ainda ardia. “Você não tá me quebrando,” ela murmurou, os olhos brilhando com lágrimas e desejo. “Tá me salvando.”Naquele momento, com o som do mar ao fundo, eles sabiam que o fogo não apagaria. Não importava o passado, a culpa, ou quem eram um para o outro. Eles estavam queimando juntos.