O sol da tarde parecia querer derreter a praia, o calor grudando na pele de Melissa como um amante insistente. Ela balançava na rede da varanda da casa de veraneio, o biquíni preto m*l segurando as curvas que atraíam olhares de todos. Tentava se convencer de que podia apagar o fogo que Daniel havia acendido na noite anterior. A imagem dele com Clara — as estocadas fortes, os gemidos dela misturados ao som das ondas, o jeito que ele a segurava com uma fome crua — ainda a fazia arrepiar, o t***o pulsando entre as pernas toda vez que fechava os olhos. Mas ele era seu primo. Seu protetor. E, depois da conversa na cozinha, quando ele admitiu que a queria, mas recuou, Melissa decidiu que precisava se distrair. Precisava esquecer, mesmo que seu coração gritasse o contrário.Jace era a escolha óbvia. Ele estava na praia, jogando frescobol com Henrique, o corpo bronzeado brilhando de suor, a sunga azul colada às coxas musculosas. Ele a olhou, o sorriso safado prometendo problemas, e acenou para ela se juntar. Melissa mordeu o lábio, o coração dividido. Jace era quente, descomplicado, e a noite passada provara que ele sabia como fazer seu corpo tremer. Mas não era Daniel. Ainda assim, ela se levantou, o biquíni destacando cada curva, e desceu até a areia, decidida a se jogar no momento.“Tá querendo me f***r com esse biquíni, Mel?” Jace brincou, largando a raquete e se aproximando, os olhos devorando-a sem vergonha. Ele passou o braço pela cintura dela, puxando-a contra si, o calor do corpo dele colando no dela. “Vem, vamos dar um mergulho.”Ela riu, deixando-o levá-la até o mar, a água fria chocando contra a pele quente. Jace a puxou para um canto mais fundo, as mãos atrevidas deslizando pela b***a dela, apertando com força suficiente para arrancar um gemido. “Você é gostosa pra c*****o,” ele murmurou, a boca roçando a orelha dela, os dentes mordiscando de leve. Melissa sentiu o corpo responder, o t***o subindo, mas sua mente traiu, voltando para Daniel — as estocadas na praia, o olhar faminto que ele lançara na cozinha. Ela beijou Jace com força, tentando se perder, as línguas brigando, os corpos colados na água. Mas, do canto do olho, ela viu Daniel.Ele estava na varanda, uma cerveja na mão, os olhos castanhos fixos nela e em Jace. O olhar dele era uma tempestade, ciúme misturado com algo que Melissa queria desesperadamente entender. Ela beijou Jace mais fundo, os s***s pressionados contra o peito dele, como se quisesse provar que podia seguir em frente. Daniel baixou a cabeça, a mandíbula tensa, e entrou na casa. Melissa sentiu o peito apertar, mas disse a si mesma que era melhor assim. Ele não me quer. Não pode me querer.Na mente de Daniel, tudo era um inferno. Ele estava na cozinha, o som da festa de Bianca começando a ecoar pela casa, mas sua cabeça estava na praia. Melissa com Jace. O jeito que ela ria, que se jogava nos braços dele, o corpo dela brilhando no biquíni como se fosse feito para torturá-lo. Ele apertou a garrafa de cerveja com força, tentando apagar a imagem dos gemidos dela na noite passada, quando ouviu Jace com ela no quarto. Ela tá seguindo em frente. Ela tá com ele. O pensamento o cortava, mas ele se forçava a acreditar que era o certo. Melissa era sua garotinha, a menina que ele protegera desde que a avó morreu. Seu papel era cuidar dela, não ceder ao delírio que fazia seu corpo queimar toda vez que a via.Clara apareceu na cozinha, o vestido curto colado ao corpo, os olhos castanhos brilhando com um convite claro. “Tá muito sério, Daniel,” ela disse, se aproximando, a mão roçando o braço dele. “Relaxa um pouco. Vem dançar comigo na festa.”Ele olhou para ela, o corpo reagindo ao toque, e pensou: É isso. Preciso esquecer a Melissa. Ela é minha prima. Minha responsabilidade. “Tá bom,” ele murmurou, a voz grave, deixando Clara puxá-lo para a varanda, onde a festa estava pegando fogo.A noite transformou a casa de veraneio em um palco de luzes coloridas, a música eletrônica tão alta que fazia o chão tremer. Melissa havia se preparado com cuidado, sabendo que todos os olhos estariam nela. O vestido vermelho era uma arma: justo, com um decote que mergulhava entre os s***s, a barra subindo até a metade das coxas, abraçando cada curva como se quisesse gritar pecado. Os cabelos pretos caíam em ondas soltas, e os olhos azuis faiscavam sob as luzes, refletindo um fogo que ela m*l controlava. Ela era deslumbrante, e cada passo que dava atraía olhares, suspiros, desejos.Bianca assobiou quando a viu descer as escadas. “p***a, Mel, você tá querendo acabar com todo mundo?” ela brincou, entregando um drink. “O Jace vai ter um troço.”Melissa riu, mas seus olhos procuraram Daniel. Ele estava na outra ponta da varanda, com Clara praticamente colada nele, as mãos dela no peito dele, rindo de algo que ele dizia. O ciúme queimou no peito de Melissa, mas ela se forçou a ignorar, dançando com Bianca, os quadris ondulando ao ritmo, o vestido subindo perigosamente. Jace não demorou a se aproximar, o corpo colado ao dela na dança, as mãos descendo até agarrar a b***a dela com uma ousadia que a fez rir.“Esse vestido tá me matando,” Jace sussurrou, a boca no pescoço dela, os dentes mordiscando a pele. “Quero te f***r aqui mesmo, Mel.” Ele a apertou contra si, o volume na calça evidente, e Melissa deixou um gemido escapar, o corpo pegando fogo com o toque. Ela se jogou na dança, as mãos dele subindo pelo vestido, os dedos roçando a renda da calcinha, e por um momento, ela quase esqueceu Daniel. Quase.Mas então ela o viu. Daniel, dançando com Clara, os corpos tão próximos que era quase obsceno. As mãos dele estavam nos quadris dela, guiando-a ao ritmo, e Melissa reconheceu o movimento — o mesmo que vira na praia, quando ele a tomava com estocadas que a fizeram arrepiar. Clara jogou a cabeça para trás, rindo, e Daniel se inclinou, murmurando algo no ouvido dela, os lábios roçando a pele. Melissa sentiu o estômago revirar, o ciúme misturado com um t***o que ela não queria admitir.Daniel, por sua vez, estava se afogando. Cada movimento de Clara era uma tentativa de apagar Melissa, mas seus olhos traíam, voltando para ela. Melissa, no vestido vermelho, dançando com Jace, o corpo dela brilhando como uma chama. Ele viu as mãos de Jace na b***a dela, o jeito que ela se arqueava contra ele, e o ciúme o cortou como uma faca. Ela tá com ele. Ela me esqueceu. Ele se forçou a acreditar nisso, a repetir na cabeça: Ela é minha garotinha. Minha responsabilidade. Não posso querer ela.Determinado a apagar o desejo, ele puxou Clara para um canto escuro da varanda, onde as luzes não chegavam. “Você tá me provocando a noite toda,” Clara murmurou, as mãos subindo pelo peito dele, os olhos brilhando de t***o. “O que tá esperando?”Daniel não respondeu com palavras. Ele a pressionou contra a parede, a boca encontrando a dela em um beijo duro, faminto, as mãos subindo pelo vestido até agarrar os quadris dela. Clara gemeu, as pernas se abrindo para ele, e ele a levantou, as estocadas começando rápidas, brutas, como se quisesse se livrar de tudo que sentia por Melissa. Cada movimento era uma tentativa de esquecer, mas, enquanto Clara gemia alto, o nome de Melissa ecoava em sua cabeça. Ela é minha garotinha. Não posso. Não devo.Melissa, dançando com Jace, viu a sombra deles no canto. O jeito que Daniel movia os quadris, a força das estocadas, o gemido rouco de Clara — era a mesma cena da praia, e o t***o a acertou como um soco. Ela se agarrou a Jace, beijando-o com uma urgência que o pegou de surpresa, as mãos dele já sob o vestido, puxando a calcinha para o lado. “p***a, Mel, você tá pegando fogo,” Jace grunhiu, os dedos encontrando-a molhada, e ela gemeu alto, mas seus olhos estavam em Daniel, imaginando-o no lugar de Jace.Ela queria esquecer Daniel, mas cada toque de Jace só a fazia querer mais ele. E Daniel, perdido em Clara, queria apagar Melissa, mas cada estocada era uma traição ao que sentia. Eles estavam em chamas, separados, mas queimando pelo mesmo fogo.