A manhã na casa de veraneio parecia querer enganar todo mundo com sua calma. O sol brilhava forte, o mar rugia suave, e o grupo ria na varanda, tomando café da manhã como se nada tivesse acontecido. Mas, para Melissa, o mundo estava pegando fogo. Ela m*l dormira, a imagem de Daniel com Clara gravada em sua mente como uma marca quente: as estocadas dele, o jeito que ele segurava os quadris dela, os gemidos que ecoavam com as ondas. Cada vez que fechava os olhos, era ela no lugar de Clara, o corpo dele contra o dela, e isso a fazia tremer, o calor entre as pernas quase insuportável.Ela estava na cozinha, tentando se concentrar em cortar frutas, o biquíni preto m*l cobrindo o que precisava, os cabelos pretos soltos caindo sobre os ombros. Mas seus olhos traíam, sempre voltando para Daniel, que estava do outro lado da varanda, conversando com Henrique. Ele usava uma regata cinza que abraçava os músculos, e cada movimento dele — até o jeito como segurava a garrafa de cerveja — fazia o estômago dela dar um nó. Ele é meu primo. Meu protetor. Mas a palavra "primo" parecia fraca contra o t***o que a consumia.Bianca entrou na cozinha, o olhar esperto captando tudo. “Tá estranha desde ontem, Mel,” disse, pegando uma manga da bancada. “Tá na TPM ou é o Jace que te deixou assim?” Ela riu, mas havia curiosidade na voz.Melissa corou, a faca hesitando na mão. “Nada disso, Bia. Tô só cansada.” Mentira. Ela estava exausta, sim, mas não por falta de sono. Era por Daniel. Por ter transado com Jace na noite passada, gemendo alto, mas pensando nele. E, pior, por saber que Daniel tinha ouvido. Ela o vira parado na porta do quarto, a sombra dele imóvel antes de desaparecer. O pensamento a fez morder o lábio, o corpo reagindo de novo.“Cansada, sei,” Bianca zombou, mas deixou pra lá, saindo para se juntar aos outros. Melissa ficou sozinha, até que Daniel entrou, o ar mudando como se o oxigênio tivesse sido sugado. Ele parou na porta, os olhos castanhos fixos nela, e ela sentiu o peso daquele olhar como uma carícia quente.“Tá tudo bem com você?” ele perguntou, a voz grave, mas com um tom que não era só preocupação. Havia algo mais, algo que fez os m*****s dela endurecerem sob o biquíni.“Tô,” ela respondeu, mas a voz saiu tremida. Ela se virou para a bancada, fingindo cortar uma melancia, mas o vestido leve que jogara por cima do biquíni subiu, mostrando a curva da b***a. Ela sabia que ele estava olhando. E, c*****o, ela queria que ele olhasse.“Você não parece bem,” ele insistiu, dando um passo mais perto, o calor do corpo dele invadindo o espaço dela. “Ontem… ouvi você. Com o Jace.” As palavras saíram duras, e Melissa congelou, o coração disparando. Ele estava tão perto que ela podia sentir o cheiro dele — suor, sal, e algo que era só Daniel.Ela virou, os olhos azuis encontrando os dele, desafiadores. “E daí? Você também tava ocupado, não tava? Com a Clara.” A voz dela era afiada, mas carregada de algo mais, um ciúme que ela não conseguia esconder. “Eu vi você, Daniel. A forma como você tava com ela. As estocadas. O jeito que ela gemia.”Os olhos dele escureceram, e ele deu outro passo, agora tão perto que o peito dela quase roçava o dele. “Você não devia ter visto isso,” ele disse, baixo, mas a voz tremia de algo que não era só raiva. “Por que tava lá, Melissa? Por que tava me olhando?”“Porque eu não consegui parar,” ela soltou, o rosto quente, o corpo gritando para se aproximar. “Eu vi você, e… c*****o, Daniel, eu quis ser ela. Quis você me pegando daquele jeito.” As palavras escaparam antes que ela pudesse segurar, e o ar entre eles pegou fogo.Ele respirou fundo, os punhos cerrados, como se lutasse para não tocar nela. “Você não sabe o que tá dizendo,” ele rosnou, mas seus olhos desceram para os lábios dela, para o decote do biquíni, e ela viu o desejo ali, cru e inegável. “Você é minha prima, Mel. Minha garotinha.”“Não sou mais uma garotinha,” ela retrucou, dando um passo à frente, os s***s roçando o peito dele de leve, o que o fez inspirar sharply. “Você sentiu alguma coisa quando me ouviu com o Jace, não sentiu? Diga a verdade.”Ele a encarou, a mandíbula tensa, o corpo todo rígido. “Você quer a verdade?” ele disse, a voz quase um grunhido. “Ouvi você gemendo, e tudo que eu conseguia pensar era que devia ser eu. Que eu queria te fazer gemer assim. E isso tá me matando, porque é errado pra caralho.”Melissa sentiu o corpo inteiro pulsar, o t***o tão forte que ela m*l conseguia respirar. “Então por que tá lutando contra isso?” ela sussurrou, inclinando-se, os lábios a centímetros dos dele. “Eu te quero, Daniel. E sei que você me quer.”Por um segundo, ela pensou que ele ia ceder. Os olhos dele estavam em chamas, as mãos tremendo como se quisessem agarrá-la. Mas então ele recuou, passando a mão pelo cabelo, o rosto contorcido. “Não posso, Mel. Não assim. Não agora.”Ele virou e saiu da cozinha, deixando-a ali, o corpo ardendo, a mente um caos. Ela queria correr atrás dele, puxá-lo contra ela, sentir aquelas estocadas que vira na praia. Mas, em vez disso, ela se apoiou na bancada, tentando respirar, o coração batendo tão alto que abafava tudo.Mais tarde, na praia, o grupo estava espalhado, jogando vôlei, nadando, rindo. Melissa tentou se jogar na diversão, mas seus olhos sempre encontravam Daniel. Ele estava jogando com Lucas, sem camisa, o suor brilhando na pele, e cada movimento dele era uma tortura. Jace, percebendo a atenção dela em outro lugar, se aproximou, o corpo molhado do mar, o sorriso safado.“Você tá distante, Mel,” ele disse, passando a mão pelo cabelo dela, os dedos roçando o pescoço. “Quer que eu te traga de volta?” Ele se inclinou, o hálito quente contra a orelha dela. “Quero te ouvir gemer de novo. Como ontem.”Melissa sentiu um arrepio, mas não era o mesmo fogo. Ainda assim, ela deixou Jace puxá-la para um canto da praia, escondido por rochas. Ele a beijou com fome, as mãos subindo pelo biquíni, apertando a b***a dela com força. “Você é gostosa demais,” ele murmurou, a boca descendo pelo pescoço, os dedos puxando a alça do biquíni. Ela gemeu, o corpo respondendo, mas sua mente estava em Daniel — nas estocadas dele, no jeito que ele a olhou na cozinha.Enquanto Jace a pressionava contra uma rocha, as mãos dele por baixo do biquíni, Melissa olhou por cima do ombro dele. E lá estava Daniel, a poucos metros, parado, os olhos fixos nela. O olhar dele era puro fogo, ciúme misturado com desejo, e isso a fez gemer mais alto, como se quisesse que ele ouvisse. Jace achou que era por ele, mas Melissa sabia a verdade: ela queria Daniel. Queria ele a pegando assim, sem controle, sem culpa.Daniel virou e foi embora, os punhos cerrados, e Melissa se entregou a Jace, mas cada toque era uma sombra do que ela realmente queria. Quando voltou para a casa, o corpo saciado, mas o coração em chamas, ela sabia que nada apagaria o fogo que Daniel acendera. E, pelo olhar que ele lhe deu mais tarde, enquanto passavam um pelo outro no corredor, ela sabia que ele também estava queimando.