Capítulo 1
Capítulo 1
Aurora Narrando
— Aurora Bennett, você quer namorar comigo? — Taylor se ajoelhou em minha frente, aqueles olhos de safira brilhando enquanto ele me olhava e abria a caixinha onde estava um lindo anel, um que possuía uma cor prata e uma pequena pedrinha brilhante.
— Sim, sim! — Felicidade havia se alastrado pelo meu ser, e eu tive que me conter para não deixar toda a minha alegria me explodir por dentro.
Todos que estavam presentes no campus da faculdade naquele momento, aplaudiram, e pareciam até mesmo, tão alegres quanto eu.
— Ela é tão sortuda! — Ouvi uma voz dizer.
— Eu queria um desses, será que dá para comprar na internet? — Outro ser acabou falando, e isso particularmente, me fez rir.
Eu m*l podia esperar para contar aquela notícia a todos, como minha família reagiria quando eu dissesse que agora a princesinha deles tinha um namorado?
Papai provavelmente o ameaçaria, dizendo que se ele me machucasse, ele colocaria uma bala em seu crânio. Jasper por outro lado, apenas sorriria, e chegaria bem perto, apenas para dizer algo como: “não faça a minha irmãzinha chorar, está bem?” Com uma aura tão ameaçadora quanto a do meu pai.
E minha mãe como a única pessoa normal daquela casa, apenas ficaria feliz por mim, e convidaria Taylor para jantar e se juntar a nós em datas comemorativas.
E isso se seguiria em todos os anos, e com certeza, todos amariam Taylor.
Afinal, ele era educado, gentil e era extremamente bonito, eu até arriscaria dizer que ele seria o homem mais bonito da faculdade.
Cabelos completamente negros, traços delicados e olhos com um azul tão intenso, que você claramente poderia se perder neles.
Ele era o pacote completo .
Um príncipe encantado .
Como não aceitariam ele? Isso não era nem mesmo possível .
— Eu jurava que você não iria aceitar, — Taylor dizia entre risos, os seus olhos indo em direção ao chão .
— E você me pediu em namoro em público? — Eu acabei soltando, não conseguindo imaginar como alguém acumulava tanta coragem para fazer tal feito, — não me entenda errado, foi extremamente fofo, mas... você já pensou se- ...
— Se você dissesse “não”? Sim, eu pensei várias vezes nisso, mas eu também pensei que... por você valia a pena arriscar. — A expressão que ele tinha em seu rosto era adorável, e o sorriso meigo que estava em seus lábios, apenas ornava com tudo, — afinal, só se vive uma vez, não é ?
— Sim, só se vive uma vez. — Eu sorri, de forma verdadeira, leve .
— E... agora que estamos namorando, você está livre no fim de semana? — Ele levou uma de suas mãos até a parte de trás da cabeça, bagunçando assim o próprio cabelo, — se não estiver, tá tudo bem ...
— Você já quer ter um encontro comigo? Que apressadinho. — Zombei, cutucando o braço dele com o meu ombro, e ele apenas riu de forma desajeitada .
— É estranho eu querer... levar a minha namorada em um encontro? — Ele soltou, como se ainda não parecesse acreditar que logo eu, havia aceitado o seu pedido de namoro .
— Claro que não, mas o seu rosto corado é tão bonitinho. — Eu brinquei, com isso apertando uma de suas bochechas, — e eu m*l posso esperar para contar para os meus pais, então não estranhe se você for convidado para jantar no fim de semana, está bem ?
— Meu deus, quanta pressão... — Os olhos de safira se arregalaram, o que fez com que ele parecesse estar se segurando para não cair .
— Não exagere, ninguém na minha casa morde. — Menti, já que eu mesma já havia imaginado a reação de cada um, minutos atrás, — eles vão te amar .
— Toda namorada diz isso, principalmente em filmes, — ele pendeu a cabeça para o lado, dizendo aquilo como se fosse algo de conhecimento geral .
— Pode até ser, mas por que eles não te amariam? — Arqueei uma de minhas sobrancelhas, com isso entrelaçando os meus dedos aos dele, — acredite, querido... eu sou a pessoa mais chata de se conquistar naquela família. Então se você conseguiu que eu aceitasse o seu pedido de namoro, eles também irão te aceitar na família .
— Você faz parecer que eu fiz um feito e tanto. — Ele riu novamente, mas dessa vez, parecendo que estava mais calmo, — bom, então creio que será mais fácil dessa vez, certo ?
— Está certíssimo. — Concordei, balançando nossas mãos para frente e para trás de forma repetitiva, — e outra, eu vou estar com você, eu não te deixaria naquela cova de leões sozinho .
— Que bom, nunca me deixe sozinho com a sua família, por favor. — Ele parecia suplicar, o seu rosto se assemelhando a de um pobre cachorrinho assustado, — acho que eu morreria .
— Não vou ser c***l a esse ponto, por mais que eu fosse achar fofo te ver todo encolhido e com medo. — Confessei entre risos, e Taylor por sua vez, apenas franziu a testa .
— Sádica. — Ele disse emburrado, — você me torturaria apenas para ter diversão ?
— Sim, e você sabe disso. — Falei sem nem mesmo pensar duas vezes, com isso soltando a sua mão para ficar em sua frente, — e você me pediu em namoro sabendo disso .
— Realmente. — Ele concordou, um sorriso gentil brotando em seus lábios, uma cor vermelha invadindo as suas bochechas, — te pedi em namoro sabendo de todas as suas peculiaridades e amando todas elas .
Meu coração aqueceu ao ouvir aquelas palavras, o que me fez querer ir ainda mais rápido para casa, para dar aquela notícia a todos, e poder fofocar sobre como Taylor era tão adorável, amável .
Tanto que logo fui em direção ao meu carro, logo após de me despedir de Taylor com um breve beijo, um que o deixou sem reação, surpreso .
Eu ficava me perguntando até onde o lado passivo e adorável dele ia, mas também acreditava que não demoraria muito para descobrir sobre isso .
Músicas clichês tocaram por todo o caminho até a minha casa, um clima bom estando em meu peito, e os cabelos ao vento me faziam sentir que tudo ficaria bem .
Bom, isso até eu chegar em casa, e sentir aquele clima que se mostrava mais pesado do que o de um funeral .