nao posso acreditar

966 Words
Passaram-se alguns meses. Helena estava numa loja, escolhendo materiais para o consultório, quando, de repente, seus olhos congelaram na cena: Camila, sua cunhada, de mãos dadas com outro homem. Era impossível. Um nó apertou seu estômago. Sem pensar duas vezes, Helena pegou o celular e registrou o momento. Voltou para casa, Kevin ainda não tinha chegado. Sentou-se na sala, mãos trêmulas, pegou o celular e ligou para Damon. — Irmão, onde você tá? — perguntou, a voz entrecortada. — Oi, irmã, ainda tô no escritório. — E sua mulher? Onde está? — Foi almoçar com uma amiga. — Irmão, eu vou te mandar uma coisa. — Ela enviou a foto. Damon olhou com incredulidade, a respiração presa: — Que isso… Helena, Ela disse eu acabei de voltar da rua e vi ela de mãos dadas com ele em várias lojas. Não… não pode ser! Ela não pode me trair assim! A gente é recém-casado! Eu faço tudo certinho, até dei o cartão pra ela usar! isso e montagem sua isos aconteceu com voce nao comigo . Helena sentiu o peito gelar. — Espera, você tá dizendo que eu fui burra? — Helena..Damon respirou fundo, tentando não desabar. — Você nunca foi muito com a cara da Camila. Está fazendo isso pra destruir meu casamento? — Eu só quis te ajudar… mas um dia você vai perceber que eu tinha razão. — Ela desligou abruptamente. Helena jogou o celular na mesa, as lágrimas escorrendo. Klaus, que estava sentado ao lado dela, segurou sua mão com firmeza. — Amor, o que houve? — A voz dele estava baixa, mas firme. — ela respirou fundo — fui comprar uns materiais pro consultório e vi a mulher do meu irmão de mãos dadas com outro homem na rua. Ele estava segurando sacolas, rindo, como se não tivesse culpa. Eu tirei fotos… — mostrou para Klaus. — E sabe o que meu irmão teve a coragem de dizer? Que eu fiz montagem. Que eu queria destruir o casamento dele porque nunca gostei da Camila. Que tudo era mentira. Klaus fechou os punhos. Os olhos dele queimavam de raiva. — Amor… não, não é assim. Ele não amou de verdade, é isso. Ele é cego. Viu a prova, mas não quer aceitar. Ele está confortável na mentira dele, na negação. E você? Você nao , quando foi com você,você pegou a prova, e Separou, deixou pra trás, recomeçou na hora. Ele não. Ele se afunda na própria estupidez. Helena engoliu em seco, sentindo a fúria de Klaus como se fosse sua própria. — É horrível, Klaus. É horrível… — murmurou. — É como sentir que você fez tudo certo, e ainda assim o mundo insiste em te punir. Klaus puxou-a para perto, pressionando o corpo contra o dela. — Escuta bem, Helena. — A voz dele era um sussurro perigoso, cheio de autoridade e promessa. — Ninguém vai tocar em você. Ninguém vai mexer com você, com sua vida, ou com seu coração. Quem ousar… vai se arrepender de cada segundo. Cada gesto. Cada respiração. Eu juro. Ela fechou os olhos, sentindo a segurança dele percorrer cada fibra do seu corpo. Pela primeira vez, apesar do mundo c***l que os cercava, Helena sentiu que não estava sozinha. Damon não conseguia respirar direito. Ele pegou o carro e foi direto até onde Camila estava, sem ligar, sem avisar. Chegou, entrou e encontrou ela conversando com algumas amigas. Ele se aproximou com o rosto fechado, os punhos cerrados: — Camila. — A voz dele era baixa, pesada, como uma tempestade prestes a cair. — Me explica agora por que você está de mãos dadas com outro homem? Ela arregalou os olhos, fingindo surpresa. — Damon! Do que você está falando? — a voz era teatral, cheia de falsa inocência. — Que absurdo… isso é mentira! Você está vendo coisas, imaginando! — Mentira? — ele riu, mas sem humor, só com ironia cortante. — Não é mentira, Camila. Eu tenho fotos. Tirei de você com ele, de mãos dadas, rindo, com sacolas na rua. Você acha que eu sou cego ou i****a? Ela bufou, fingindo indignação, cruzou os braços e encarou-o com aquele olhar de quem não fazia nada de errado: — Fotos? Ah, claro. Helena deve ter te mostrado isso, né? Está com inveja de mim! Ela quer destruir meu casamento, e você caiu nessa armadilha dela! Isso é ridículo! — Inveja? — Damon deu um passo à frente, a voz quase explodindo. — Eu não caí em nada. Eu vi com meus próprios olhos. Você não pode se esconder atrás de mentiras, Camila. Eu sei que você está me enganando, eu sei que você está me traindo. Ela sorriu, um sorriso frio, manipulador: — Traindo? Damon… você é tão dramático. Eu nunca faria algo assim. Helena só quer fazer você acreditar em coisas que não existem. Ela sempre foi vingativa, sempre quis interferir na minha vida. Damon respirou fundo, controlando a fúria que queimava dentro dele. Cada palavra dela era uma lâmina tentando perfurar sua paciência. — Você pode mentir para quem quiser, Camila… mas não para mim. Eu não sou burro, e não vou permitir que você continue me enganando. — Ele se aproximou, a voz baixa, feroz, como um aviso: — Se eu descobrir mais uma mentira, se eu pegar você de novo nesse tipo de jogada… você vai se arrepender de cada segundo que pisou neste chão. Ela recuou ligeiramente, percebendo que a situação tinha mudado. Damon não estava mais sendo apenas o marido traído ou o irmão protetor… ele estava pronto para confrontar, punir e colocar tudo no lugar. Enquanto ele saía, Camila ficou ali, parada, olhando para ele com aquela mistura de raiva e medo. Pela primeira vez, percebeu que não poderia manipular mais ninguém ao redor dele.
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