Passaram-se umas semanas helena foi de surpresa na empresa do klaus mais nao deixaram ela subir ela ficou aguardando ate um mulher se aproximar dela e humilhar ela expulsando ela dali ...
klaus ligou pra ela feito louco ela atendeu e disse que queria um tempo...
Helena ficou olhando o celular desligado na mão, o coração acelerado, lágrimas escorrendo pelo rosto. Ela respirou fundo, tentando organizar os pensamentos confusos.
Sentou na cama do quarto de hotel, abraçando os joelhos, os pensamentos em turbilhão. Tudo o que ela tinha vivido nas últimas semanas parecia se acumular em um só momento: Klaus, Luís, o irmão, o apartamento, a mãe, e agora Kevin… parecia que o mundo inteiro estava conspirando para testar sua força.
Ela fechou os olhos por um instante, tentando acalmar o choro. O barulho distante da cidade entrando pela janela não ajudava; só aumentava a sensação de vazio.
“Eu preciso de tempo… preciso pensar, preciso respirar”, murmurou para si mesma. Cada respiração era pesada, cada lembrança vinha acompanhada de dor, arrependimento e medo, mas também de uma estranha sensação de liberdade — por mais pequena que fosse.
Depois de alguns minutos, ela se levantou, abriu a janela do hotel e olhou para a rua movimentada abaixo. O sol começava a se pôr, tingindo o céu de laranja e rosa. Helena sentiu um pequeno alívio: por mais que estivesse confusa, sozinha e magoada, ela ainda podia escolher seu caminho. Ainda podia decidir por si mesma.
Ela pegou o celular, mas não ligou para ninguém. Por enquanto, precisava apenas de silêncio, precisava do próprio espaço para pensar, para se reconstruir.
E, mesmo em meio às lágrimas, Helena sorriu levemente. A dor era grande, mas a força que sentia crescer dentro dela era ainda maior. Por agora, o mundo podia esperar. Ela precisava de si mesma.
Klaus ficou parado por alguns segundos depois que a ligação caiu. O silêncio do escritório pesou.
— Como você acha que eu não ia te achar… — murmurou.
Ele não foi por impulso. Foi por método.
Ligou para o motorista que sempre a levava quando precisava de discrição. Nada. Depois, falou com a concierge de confiança que costumava ajudá‑la em reservas de última hora. Não pediu endereço. Pediu confirmação de segurança. Bastou dizer o nome dela e a palavra urgente.
Cinco minutos depois, ele sabia: hotel pequeno, discreto, do jeito que Helena escolheria quando quisesse desaparecer sem desaparecer de verdade.
Mas antes de ir até ela, havia outra coisa que precisava ser resolvida.
E Klaus não adiava o inevitável.
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A empresa estava em alvoroço quando ele entrou. Secretárias se entreolharam. Ninguém teve coragem de barrá‑lo.
Verônica estava na sala envidraçada, impecável, salto alto, postura de quem sempre achou que mandava.
Klaus abriu a porta sem bater.
— Verônica. — a voz dele era calma demais. — Eu posso saber por que você fez um barraco na empresa e expulsou a minha namorada de lá?
Ela levantou o olhar devagar, avaliando.
— Sua namorada? — riu, com desprezo. — Aquela garotinha? Por favor, Klaus. Olha pra mim. Eu sou uma mulher experiente. Aquela menina não deve ter nem vinte e cinco anos.
Ele não piscou.
— Continua.
— Você quer o quê? — ela prosseguiu, confiante demais. — Que eu acredite que você vai jogar fora um casamento armado há anos? Eu sou de família nobre. Assim como você. Eu vou te fazer feliz. Pelo menos eu sei o que faço.
Klaus deu um passo à frente.
— Se é pra deixar claro, vamos deixar bem claro.
Ela cruzou os braços, sorrindo de lado.
— Estamos a poucas semanas do casamento. Você está muito bem com isso.
— Não tem casamento nenhum. — ele cortou, seco.
O sorriso dela vacilou.
— Como é que é?
— Eu sempre disse isso. — a voz dele ficou mais firme. — Eu nunca ia casar com você. Nunca.
Ela se levantou abruptamente.
— Você não pode simplesmente—
— Posso. — ele interrompeu. — E vou.
Klaus se inclinou levemente sobre a mesa dela, os olhos duros.
— E escuta com atenção agora: você nunca mais se aproxima da Helena. Nunca mais fala com ela. Nunca mais olha pra ela. Se eu souber que você respirou perto dela… isso vai virar um problema que você não vai conseguir resolver com sobrenome, dinheiro ou influência.
Verônica empalideceu.
— Você está me ameaçando?
— Não. — ele respondeu, calmo. — Estou te avisando.
Ele se endireitou, já virando para sair.
— Aquilo que você fez hoje foi humilhação. — disse por cima do ombro. — E eu não perdoo quem machuca quem eu amo.
A porta se fechou atrás dele.
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Só então Klaus foi até o hotel.
Não para discutir. Não para pressionar. Mas para estar ali.
Porque ele sabia: Helena não precisava de explicações agora.
Ela precisava saber que, dessa vez, alguém tinha escolhido ficar.