Faça Ela Chorar

1829 Words
Era crepúsculo quando eles chegaram em casa depois de um dia fora e ela estava se sentindo muito melhor. Sua Nana Prue os acompanhou na caminhada, contando histórias do cruzeiro dos idosos do qual ela retornará no mês anterior. Mesmo aos oitenta e sete anos, a mulher tinha mais emoção em sua vida do que Lark.  Porém, ao sair do carro, seu sentimento feliz diminuiu ao notar o homem parado em seus degraus da frente. — Eu vou matá-lo. — Grady resmungou, quase se derrubando do carro. — Pai, não. Eu posso lidar com isso. Vá para dentro. — Ela o empurrou em direção à casa fazendo olhos grandes para sua mãe pedindo ajuda. Ela quase gemeu quando sua mãe e Nana o incentivaram, e Fallon corria para a casa de Villeneuve em busca de reforços. — Lark! — Douglas começou a descer as escadas. — Onde você estava? Eu estive ligando. — Nós não vamos ter uma briga terrível. — Ela se colocou entre seu pai e o homem. Seu pai facilmente sobrepujava meio pé de altura do homem. — Pai, dentro de casa agora! Douglas, entre em seu carro e vá embora antes que eles te façam cavar sua própria cova e te joguem nela. — Eu gosto dessa ideia. — Nana Prue se manifestou. — Eu aposto que o Riggs conhece algumas pessoas com pás e um lugar tranquilo. — Nós precisamos conversar. — Não há nada para conversar, Douglas. Saia. Pai! — Ela gritou enquanto empurrava o ombro dele. — Para dentro de casa. Droga, mãe. Você poderia me ajudar, por favor? — Eu realmente quero vê-lo bater nele até o chão. — Everly sibilou. — Não vai demorar muito considerando que ele nem é realmente um homem. Ela jogou as mãos para o alto quando Riggs saiu de casa.  — Riggs, ajude por favor. Faça o papai entrar para que eu possa conversar com o Douglas e mandá-lo embora. — Cinco minutos. — Riggs era um homem enorme com bíceps grossos e definidos. — Garotinha, se esse babaca não sair da propriedade em cinco minutos, eu vou deixar seu papai e Olivier saírem junto com os trigêmeos e Ollie e Margot, que estão todos dentro de casa agora. — Ele empurrou Grady para dentro de casa e levantou as mãos. — Cinco minutos. Nem um segundo a mais. — Jesus Cristo. — Douglas rosnou. — Vocês são animais. Vocês não podem sair por aí ameaçando pessoas. — Quatro minutos e quarenta segundos. — Riggs gritou do alpendre enquanto empurrava seus amigos para dentro da casa. — Você ouviu ele, Douglas, menos de cinco minutos. Diga o que você quer dizer e depois suma. — Você cancelou o aluguel da nossa casa? — Casa? Não. Eu cancelei o contrato de aluguel do condomínio que dividíamos quando percebi que se você transava com ela no seu escritório, você era suficientemente ousado para levá-la para o nosso apartamento e t*****r com ela lá. — Eu nunca transava com ela em nossa cama. — Mesa da cozinha? Ilha? Sofá? — Ela debochou. — Eu não estava pronta para me sentar no espaço e tentar descobrir em quais áreas a b***a dela estava nua. Ele bagunçou os cabelos com frustração. — Querida, me escute. Isso começou há um mês. Ela nunca esteve em nossa casa. — Aquilo não era um lar, e eu não dou a mínima quanto tempo isso estava acontecendo. Uma vez foi o suficiente para eu considerar uma violação do nosso relacionamento e eu estou acabada. — Você sabe como é difícil conseguir um condomínio no centro? Eu não tenho lugar para morar, Lark. Eu tenho que me mudar para a casa dos meus pais. Eu não tenho trabalho. Você poderia ter pelo menos me deixado ficar com o condomínio. — Você terá que me desculpar por não dar a mínima para o estado atual do seu emprego ou moradia. — Lark. Eu errei. — Ele sussurrou com tristeza. — Eu realmente errei e peço desculpas. Você é a melhor coisa que já aconteceu comigo. — Por quê? — Vor que você é a melhor coisa? Você é tudo o que eu sempre sonhei. Você é inteligente e engraçada e… — sua voz desapareceu. — O que? — Eu já sei que fui a melhor coisa que já aconteceu com você. Se não fosse por mim, você nem teria conseguido o trabalho atual. Eu sou aquela que te motivou a ser melhor e a trabalhar duro. Eu não estou questionando por que eu sou a melhor pessoa com quem você já esteve. Eu quero saber por que você jogou tudo fora por uma loira platinada cujos tapetes não combinavam com as cortinas. Por que ela? — Eu entrei em pânico. — Pânico? — Nosso aniversário estava chegando. — Ele esfregou a testa. — Estava chegando e um dos caras perguntou se eu ia pedir em casamento. Ele fez um comentário sobre estar amarrado para o resto da vida com apenas uma transa e eu entrei em pânico. Eu nem gosto dela. Parei para tomar umas bebidas naquela noite porque você estava no tribunal, e ela estava no bar. Na sequência, nós estávamos no banheiro. Depois disso, ela foi ao meu escritório várias vezes. Eu não conseguia parar. Desculpa, Lark. Eu me deixei levar. Ela ergueu a mão.  — Nós acabamos. Apenas vá embora. — Lark, por favor. E se fossemos à terapia? — Terapia? Por quê? Eu não fiz nada de errado. Por que eu deveria ir a terapia quando não sou eu quem tem problemas com monogamia e comprometimento? Você precisa de ajuda, Douglas. Você precisa ir. — Eu não vou desistir de nós. Eu te perdoo por se livrar das minhas coisas. — Elas estão guardadas. Eu mandei as chaves e um mapa para a casa da sua mãe. — Obrigado, mas eu te perdoo. — Eu não preciso nem quero o seu perdão, Douglas. Você colocou seu pênis dentro de outra mulher enquanto ela estava amordaçada com sua gravata. Eu acho que o perdão não está na lista de coisas que você e eu jamais iremos discutir. — Querida, eu te amo. Por favor. A porta de um carro ao longe ecoou no segundo de silêncio antes de ela reagir. — Você transou com ela! — Ela gritou, finalmente explodindo quando ele se aproximou mais dela com a mão estendida como se quisesse tocá-la. — Você fez amor comigo na nossa cama e me disse que me amava. Você me disse que tinha uma surpresa para mim, e eu estava louca esperando que fosse um anel de noivado! — Lágrimas escorriam por suas bochechas enquanto ela sentia que estava desmoronando. — Você me beijou, fez amor comigo e tomou banho comigo. Depois disso, você saiu e foi para o seu escritório e enfiou o seu maldito pequeno p*u microscópico dentro da sua secretária prostituta v***a, e eu te odeio! — Ela gritou as últimas palavras com todas as forças, sua voz dando trincas. — Eu te amava e você me traiu, fodendo por aí como se eu não significasse nada para você, e ficar aqui me dizendo que ela não significa nada piora ainda mais, Douglas, porque isso significa que você me valorizava tão pouco. Você me fez acreditar que eu valia a pena ser amada e depois arrancou isso de mim ao t*****r com alguém por quem você nem se importava! —  Ela caiu de joelhos enquanto sua respiração ficava presa em sua garganta, mas um movimento no canto de seu olho enquanto ela caía fez com que ela soltasse um grito quando Max apareceu do nada. Seus punhos estavam voando, e ele estava em cima de Douglas o espancando. O homem estava indefeso enquanto Max o agredia. Tudo o que Douglas conseguia fazer era se encolher, mas Max continuava a desferir socos com uma violência impressionante. — Você a traiu? Você a machucou? Sabe quem diabos ela é? Ousou fazê-la chorar? Você não a faz chorar! — Max, você vai matá-lo! — Ela gritou ao tentar afastá-lo, mas ela não conseguia fazê-lo soltar Douglas. — Papai! Olivier! Riggs. Socorro! — Ela estava gritando enquanto as duas casas se esvaziavam, e os moradores todos corriam para afastar Max do homem agora inconsciente. Uma série de xingamentos em várias línguas saía da boca de Max enquanto saliva espumava nos cantos. Ele chutou o homem mais uma vez enquanto Riggs e seu pai o seguravam.  — Filho da p**a! Henri, outro guarda e amigo de Olivier, estava de joelhos ao lado de Douglas, verificando seu pulso.  — Ele está vivo. Lark não pôde deixar de notar a decepção na voz de Henri, e ela começou a soluçar quando Bobbie a alcançou antes de sua mãe. Bobbie a abraçou e a puxou em direção à casa, longe do homem espancado. Através de suas lágrimas, ela notou que sua mãe desferiu um chute no homem caído no chão antes de se juntar a Bobbie para levá-la para dentro de casa. — Espero que Riggs o enterre em algum lugar. — Everly resmungou. — Quem diabos diz para uma garota que traiu ela porque entrou em pânico em pedi-la em casamento e ser confinado a uma única transa pelo resto da vida? — Vocês estavam ouvindo tudo? — Ela afundou na cadeira da mesa de jantar. — Querida, você achou que algum de nós ia permitir que você ficasse aqui sozinha com ele? — Bobbie riu amargamente. — Ontem à noite, Ollie estava falando sobre arruiná-lo ainda mais do que você já fez. Nenhum de nós confia nele. Quero saber onde o i****a teve coragem de te dizer que te perdoa. i*****l. — De onde diabos o Max surgiu? — Everly perguntou enquanto Bobbie colocava uma chaleira no fogo. — Ele apareceu assim que Douglas começou a falar besteira. No momento em que Lark começou a gritar com ele, ele estava correndo pela rua. Acho que ele pulou bem por cima dela quando ela caiu de joelhos. — Everly beijou suavemente o topo de sua cabeça. — Ele está realmente machucado. — Ela ouviu a discussão dos homens no quintal e sabia, pela experiência anterior, que eles estavam discutindo o que fazer com Douglas. — Ele ainda está respirando. — Everly reclamou. — Mãe. — Seu pai e Olivier vão lidar com tudo. Não se preocupe com isso. — Douglas é advogado. Ele vai processar. — Então Ollie e Gael vão cuidar disso. — Bobbie riu. Lark olhou quando a porta da frente se abriu e Max entrou e a encarou.  — Você está bem, chère? Ela assentiu uma vez, incapaz de falar. Ele entrou na sala e a abraçou contra o peito e beijou sua testa. Ele a segurou por longos minutos e então saiu pela porta da frente da mesma maneira que entrou. O som do carro dele acelerando na rua foi o último som que Lark notou antes de se desmoronar pela segunda vez.
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