O Dia Que o Bruno Chegou

1203 Words

Soraia Eu tô deitada na nossa cama, de lado, tentando achar uma posição que não doa a coluna. São quatro e meia da manhã, a casa ainda está escura, só o barulhinho do ventilador de teto. O Lobo tá roncando de leve do meu lado, braço jogado por cima da minha barriga de nove meses. Eu sorrio no escuro, pensando que nunca imaginei que ia dormir assim, tranquila, com o homem da minha vida me abraçando e um filho nosso mexendo dentro de mim. Aí vem a primeira dor. Não é contração de treinamento, não. É diferente. É fundo, é forte, é como se alguém tivesse apertado minha barriga inteira com as duas mãos. Eu solto um “ai” baixinho, instintivo. O Lobo acorda na hora, já em alerta (velho hábito de quem até pouco tempo dormia na casa do inimigo). — Tá sentindo o quê, amor? — Acho… acho que tá c

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