Cheguei em casa feliz da vida. Eu iria ter esse homem para mim. Pego a foto do meu novo chefe é futuro marido que tenho recortada. Ele é muito lindo. E será meu, junto com seus bens claro. Terei uma vida regada a luxo. Lojas me bajulando. Sem preocupação nenhuma. Tirei meu vestido e fiquei andando pela casa somente de calcinha e sutiã. Amava essa liberdade. Amava me sentir tão confiante.
Fiz uma salada com um pedaço de carne e comi. Eu tinha que olhar no meu guarda roupa uma peça de roupa boa para me apresentar amanhã. Na empresa todas andavam impecável com seus uniformes, e como fui no RH passar meus documentos, a moça pegou meu tamanho para fazer o uniforme para mim. Ela me disse que dentro de uma semMila estaria pronto. Eu não estava me importando, se não tivesse uniforme, eu estaria vestida com minhas roupas e ele me veria de outra forma.
Estava louca para chegar amanhã. Não via hora de vê-lo, de me apresentar para ele, de começar a chamar a atenção dele para mim. Eu tinha que ganhar mais essa. Meu celular toca, e é outro que preciso trocar. Já está uma porcaria. Até para atender essa merda não está funcionando. Daphane vai acabar desistindo. Aperto o botão e consigo até que enfim atender.
- Oioi... Daphane.
- Oi amiga, já estava para desligar. Está tudo bem? Ela indaga espevitada como sempre.
- Essa porcaria de celular.
- Nem me fale, Mila, meu também está para jogar fora. Mas me diz. Conseguiu o emprego?
- Sim. Sorrio feito boba. Começo amanhã mesmo.
- Que bom hein, Mila. Tomara que dê certo.
- E vai dar. E você ainda buscando um cara para te sustentar? Falo lembrando que ela não gosta nem um pouco de trabalhar, vive nas costas dos homens que ela pega por aí.
- Não. Da última vez me rendeu um bom dinheiro. Agora era ficar tranquila até ele descobrir que eu não quero nada com ele, nem mesmo para sexo ele serve. Gargalho do que ela fala.
- Que isso, Daphane?
- Que isso? Mila, o cara não tem pegada, tem um garotinho dentro das calças que parece de uma criança. Eu não quero continuar com ele, fora as vantagens que ele me proporcionar, eu não quero nada com ele mais.
- Calma que um dia você encontra um cara que compense. Digo deitada olhando uma revista.
- Espero, e que seja um homem que tem um brinquedo bem melhor do que esse aqui, porque o daqui não faz nem cócegas. Tenho que fingir orgasmo para deixar o mesmo satisfeito e para sair de cima de mim. Eu não mereço isso amiga.
- Já disse, fique tranquila que esse homem vai aparecer. Ela bufa do outro lado da linha.
- E você? Nada de arrumar um carinha para pelo menos ter uma noite de prazer gostosa.
- Não. Eu não quero um homem me comendo e querendo mandar em mim como se eu fosse a v***a dele. Eu quero mais do que isso.
- Príncipes encantados não existe Mila. Arruma um só para te satisfazer de vez em quando. Reviro meus olhos.
- Eu sei que príncipes não existe, Daphane, e nem quero um, mas não quero nenhum cara achando que é meu dono. Dormir com um i****a uma vez e ele se achou no direito de trazer as coisas dele para cá, dizendo como ele queria sua comida e roupa lavada e passada. Claro que pus fogo na roupa dele e ameacei colocar fogo nele também. O cara saiu como o foguete da minha casa para nunca mais voltar, graças a Deus.
- Então amiga, já está criando telha de aranha aí hein. Cuidado. Ela fala sorrindo.
- Pode deixar. Não vai dar nada aqui. Eu estou bem. Vou ficar ótima depois de ter um certo Evans na minha mão.
- Vamos sair para beber hoje? Daphane não cansa mesmo.
- Não amiga, amanhã é meu primeiro dia de trabalho, e eu não quero me embebedar hoje. Quero ficar de boa.
- Mila, você poderia arrumar alguém para te sustentar e não trabalhar. Não sei como você consegue. Daphane não sabe que meus planos são muito maiores do que ser sustentada por um babaca qualquer. Eu quero ter uma vida digna, quero ter lojas a minha disposição. Quero ter uma vida diferente da minha mãe. Meu pai não soube dar a ela uma vida digna, consequentemente eu também não tive. Tive que lutar desde cedo com a doença dela. Tive que abdicar de muitas coisas para que ela pudesse ter um pouco de comida, de remédios em seus últimos dias de vida. Então vou em frente para conquistar tudo que tenho direito e não viver mais na miséria que minha mãe viveu e morreu me deixando na mesma. Mila, você está aí? Daphane me tira dos meus pensamentos.
- Sim. Desculpe, fiquei perdida em pensamentos.
- Eu percebi. Mas vou te deixar. Tenho que comprar algumas coisas para mim. Você podia ir para me fazer companhia.
- Não Daphane, hoje não. Deixa para outro dia. Mesmo porque eu não posso gastar. Tenho que manter o dinheiro para passar o mês até meu próximo salário.
- Se isso for o problema, eu tenho para nós duas. Essa minha amiga é louca mesmo.
- Não. Muito obrigada. Deixa pra próxima.
- Então tá, eu vou indo, depois me fale sobre o novo emprego.
- Pode deixar. Desligamos e eu vou tomar um banho.
A noite Hailey me ligou e eu contei a ela sobre o novo emprego. Ela me contou que conhecia meu futuro chefe e marido. Claro que não poderia ser diferente. Andava nas altas rodas da sociedade e conhecia muita gente rica. m*l sabe ela que faria parte de desse mundo em pouco tempo.
Ela me contou que o Evans tem uma quase noiva. Eles estavam para anunciar esse noivado, o porém que nada saiu na mídia. Deve ter algum acordo para que a vida deles não saíssem assim espalhada. Mas se eles estavam mesmo com noivado marcado ou casamento, nada seria feito, eu trataria disso. Hailey ficou feliz por mim, e ficaria mais ainda por ver que eu subir na vida, e que eu estaria junto com ela na mídia, na sociedade. Sorria atoa com isso.
Já estava arrumada para meu trabalho. Hoje eu teria que começar com o pé direito. Sempre dizem que a primeira impressão é a que fica, então eu teria que causar boa impressão. Estava vestida com um vestido roxo, mais para o vinho. Calcei uma sandália de salto fino, peguei minha bolsa e sair. Não posso chegar atrasada no primeiro dia.
Peguei o ônibus, e estava lotado, pelo o horário era de se esperar. Eu tinha que está na empresa as sete da manhã. Tinha que me apresentar para uma tal Andy. A secretária oficial do meu Evans. Eu acho bom ela fica fora do meu caminho, não quero fazer ninguém perder o emprego.
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Chego na empresa faltando vinte minutos para sete. Compro um café para me manter durante a manhã. Subo para o trigésimo andar me sentindo muito bem. Nunca achei que conseguiria está aqui hoje, mas eu tracei planos para uma vida bem sucedida, cheia de regalias e muito, mais muito dinheiro. Essa seria eu daqui a algum tempo.
Cheguei no andar e as portas do elevador se abriu. Entrei e dei de cara com uma garota com seus vinte e tantos anos. Loira tingida, magra e alta.
- Bom dia, você deve ser a Srta Jones. Olho para ela e assinto. Sou Andy Berton. Sou a secretária do Sr Evans.
- Prazer Andy. Vou me fazer de amiga, mas na verdade quero que ela suma do meu caminho.
- Vou te explicar o seu trabalho, que não é o mesmo que o meu. Trouxe uma agenda? Ela questiona falando rápido, como se ela estivesse correndo.
- Sim.
- Então pegue-a. Você vai precisar. Tiro da minha bolsa a agenda e uma caneta azul. Você serve o café para ele e todos os visitantes. Atende as ligações e anotar os recados. Arrumar as salas de reuniões, preencher a sala com água e petiscos. Tendo passado na experiência, te darei outras responsabilidades que eu estou fazendo devido a não ter uma assistente antes.
- Como ele gosta do café dele? Quero saber o gosto dele, quero saber tudo dele.
- Forte com pouco açúcar. Assinto. As vezes ele pede algo para comer, e é só ligar para delicatesse aqui em baixo e eles trazem no mesmo momento. Assinto tudo atenta. Há, sempre Sr Evans, nada de dizer o nome dele. Claro que não vou dizer agora. Teremos nosso momento a sós para dizer um o nome do outro no deleite de um gostoso e delicioso orgasmo. Faça tudo que ele mandar. Faça tudo que eu mandar, seu emprego vai estar garantido se andar na linha.
- Eu tenho uma mesa? Ou vou ficar aqui no balcão?
- Venha. Ela me chama e me mostra uma mesa. Aquela ali é a minha, e essa é sua. Seu computador já está configurado com seu perfil, sua senha é essa. Ela me dar um papel contendo minha senha, meu e-mail corporativo. Outra coisa, me passa seu numero. Tem que está disponível sempre. As duas tem que está disponível sempre, então não desligue seu celular.
- Eu também participo de reuniões? Ela me dar sorrisinho de deboche.
- Não. Eu faço isso. Como disse, você está aqui somente para servir o café, manter a sala de reuniões arrumada e etc... Ela está se sentindo, mas eu vou tirar esse sorriso de deboche dela.
- Ok. Srta Berton. Mais alguma coisa que devo saber? Falo o mais calma possível.
- Anote aqui tudo que fizer durante o dia. As reuniões agendadas ficam em uma planilha que mando todos os dias para seu e-mail. Agora pode se sentar que o Sr Evans chega aqui as oito da manhã em ponto. Ele nunca atrasa, então você também não pode atrasar. Assim que ele chegar você e eu temos que estar de pé, a posto para atendê-lo. Só fico ouvindo. Não vejo a hora dele chegar e eu poder começar a avaliar como farei para conquistá-lo. Não invada meu espaço que eu não invado o seu. Temos trabalhos diferentes. Você é apenas a assistente e eu sou a secretária. Vamos ver até quando. E outra detesto que falem demais. Não quero saber da sua vida, não sou sua amiga, somos apenas colegas de trabalho. Nada mais que isso. Acho ótimo pessoas que jogam as cartas assim. Não preciso fingir que gosto delas e nem elas de mim. Porém eu lamento por ela, porque ela não sairá ilesa quando eu for a Sra Evans. Quer uma inimiga, terá uma inimiga. E se ela acha que me intimidou, está enganada. Eu procuro sempre avaliar as pessoas a minha volta, e é com essa avaliação que posso me sobressair e fazê-las virarem pó.
Ligo meu computador com a senha que ela me passou. Abro meu e-mail é já tem a planilha de reuniões que ela tinha me dito que iria me encaminhar. Abro a mesma e vejo que ele tem quatro reuniões hoje. Ponho a planilha para imprimir e já pego na impressora.
Tenho que manter a sala de reuniões arrumada. E o pior aqui é que ele não usa uma sala só. Todas as quatro reuniões serão em salas diferentes.
- Vou conhecer as salas de reuniões para me familiarizar. Digo para ela saber onde eu estava indo.
- Faça o que você quiser. Só se mantenha disponível. Dou de ombros e saio do campo de visão dela. Será que ela é rabugenta assim com todos? Vou indo pelo corredor e já avisto dez salas com as portas. Entro e todas estão limpas. Não tem nada na lixeira. Preciso conseguir água e café para as dez, duas, quatro e seis da tarde. Volto para meu posto e me sento.
A primeira reunião será com uns empresários da Itália, serão doze pessoas na sala, então eu teria que arrumar 12 águas e deixar o café pronto para eles na sala. Porém onde eu arrumo essas coisas? A rabugenta em minha frente vai me responder m*l, como se eu tivesse obrigação de saber, mas eu vou perguntar.
- Onde fica água e café aqui para as reuniões. Vejo ela levantar seu rosto e revirar os olhos.
- Na sala ao lado tem um estoque de água, o café é feito pela ajudante desse andar. Ela faz o café e você leva para sala de reunião com as garrafas próprias com xícaras e petisco.
- Obrigada! Ela se levanta e sai indo para sala da presidência. Me levanto para conhecer a sala onde tem água e também a ajudante do café, porém parei ao escutar passos. Andreia aparece e vai rápido para o lugar dela. E eu tenho a visão dos deuses. Meu futuro marido chega vestido em seu terno preto impecável.
- Bom dia! Nos cumprimenta sem olhar para nós. Passa por nós e vai para sua sala. Me sinto feliz. Ele será meu, só meu, custe o que custar.