Até agora, sinceramente não entendi: “COMO?” Como ele conquistou outras garotas quando estávamos juntos quase todo o nosso tempo livre? Como ele teve força suficiente depois do nosso se*xo exaustivo? Como ele conseguiu ter um filho? Como ele poderia ser tão cr8uel e impiedoso?!
Agora foi acrescentada outra pergunta: como ele encontrou a minha mãe?
A minha memória despertou uma memória, um sorriso refletiu involuntariamente nos meus lábios, e eu me afoguei no passado...
— Saia daqui, me deixe em paz! Gritei ameaçadoramente, parando na calçada. — Eu não quero ver você!
— Lisa. O carro que me seguia quase desde a universidade também parou. A janela desceu e o rosto inocente do reitor apareceu com um buquê de rosas vermelhas. — Pare com isso. Entre no carro, está muito frio aí fora! Você quer congelar?
Erguendo o queixo e cruzando os braços sobre o peito, sorri sarcasticamente: o meu namorado cuidará disso, não se preocupe!
Pedro começou a ferver como uma chaleira. O seu rosto ficou escarlate. As narinas dilataram-se com raiva e os lábios foram pressionados numa linha fina. Emocionalmente, ele quebrou os caules das rosas, mas nem percebeu, martelando as sílabas: entre no carro. Agora!
— Posso ir andando, Pedro. Era difícil andar na neve de salto, mas não desisti. O orgulho estava acima do bom senso. Mas eu realmente estava congelado. E o metrô já havia fechado, o ônibus mais próximo do apartamento que eu tinha alugado ficava longe.
À noite houve um importante evento onde se reuniram os figurões da universidade e os alunos mais bem avaliados. Foi lá que vi com que ternura o meu reitor se comunicava com a responsável do departamento de ciência política. Ela era uma mulher marcante e proeminente. Foi na sua cintura fina que a mão do reitor pousou enquanto ele sussurrava suavemente algo no seu ouvido.
Lembrando-me dessa imagem, sibilei novamente, cerrando os dentes de raiva.
— Eu já disse que não! Me deixe em paz!
Ele ofegou baixinho, e então, com um guincho de pneus, simplesmente entrou no beco, bloqueando o meu caminho. — Lisa, entre nesse carro agora! Não me faça arrastar você!
Olhando em volta, notei com pesar que, devido à nevasca, tinha que caminhar por uma estrada longa ou pela neve do jardim da frente, que chegava até a cintura.
— Vá embora, Senhor Taylor! Sorri docemente, e então pisei em direção à neve, cada passo foi dado com muito trabalho. — Você e eu, Sr. Reitor, não temos mais nada em comum.
Um suspiro pesado e exausto foi ouvido atrás de mim, mas Pedro não foi embora. Pelo contrário, ele jogou as flores no assento ao lado e desceu do seu caro carro. Batendo a porta com tanta força que os corvos voaram das árvores.
— Você está agindo como uma criança. Agora, não posso colocar a mão na cintura de uma colega? O seu ciúme não é objetivo, querida. E ele me seguiu. Devido ao obstáculo em forma de neve, não foi possível alcançar-me rapidamente. Eu secretamente esperava ter tempo para “correr” para a estrada bem trilhada, e Pedro e eu sentiríamos falta um do outro. — Por que você se acha melhor que eu?! Você acha que eu não vi como você e o seu colega Sasha dançaram a noite toda e depois ele te apertou nos cantos?
Eu até parei em estado de choque. A questão toda é que depois do que vi entre Pedro e Sonia, fiquei com raiva. Decidi que era simplesmente necessário deixar o meu homem com ciúmes. Mas não importa o que eu fizesse, não importa o quão alto eu risse e me agarrasse a Sasha, o reitor nem olhou na minha direção.
Ele estava assistindo! Percebi de repente.
— Não é da sua conta, Pedro. Sai dos meus pensamentos e, continuando o meu caminho.
— Não é mais meu. Concordou o homem, claramente ardendo de raiva justificada, com uma complacência incomum. — Já assinei um pedido de transferência dele para outro país.
— O que?! Me virei, os meus lábios se arregalando em choque. Eu só precisava olhar para o Pedro. Só que ele quase me alcançou e os seus olhos brilharam com algo perigoso.
— O que foi? Ele não te contou que sonha em ir para a Europa?! Por favor, Lisa. A nova dor nas palavras de Pedro me fez acelerar três vezes. Afinal, ele não apenas assistiu à minha pequena apresentação com Sasha, como também ouviu conversas!
Os músculos das minhas pernas já começavam a doer quando, por descuido, esbarrei num obstáculo invisível devido à neve e literalmente voei para o chão. Felizmente ou não, Pedro me pegou. Ele me pegou e me arrastou para dentro do seu carro. Assustada e cansada, não consegui nem discutir. Eu estava respirando loucamente no banco de trás. Acreditei que ele estava me levando para o albergue. Ingênua...
— Onde você está me levando? Remexendo-se nervosamente no lugar, lambendo freneticamente os lábios secos, olhando para o beco da zona industrial. — Você decidiu me matar discretamente, certo?
— Você está vendo Lisa? Virando-se para mim do banco do motorista, Pedro me olhou com um olhar quente da cabeça aos pés e respirou nervoso. Dei de ombros e ele acenou com a mão. — Você é, imatura. Como você espera que eu assuma você, se continua se comportando como uma criança.
Pedro foi para o banco de trás. Confusa, pisquei nervosamente enquanto o reitor tirava o cinto com calma e medida. Nesses casos, costumam fugir gritando: Socorro! Mas por algum motivo confiei no homem.
Eu sussurrei com voz rouca: o que você está fazendo?
— O que você acha? Dobrando o cinto ao meio, Pedro puxou-o, um estrondo forte ecoou pelo carro. Estremeci e ele sussurrou sanguinariamente: você fica com todo tipo de garoto... Vou punir você agora, coelhinho...
Recuei, mas antes que pudesse pronunciar uma palavra, as minhas mãos foram amarradas nas costas com um cinto. A jaqueta estava ali há muito tempo, fazia muito calor no carro. Então Pedro só teve que lidar com o vestido preto, justo e formal.
— O que você está fazendo comigo, Lisa... Beijos suaves e inebriantes fizeram a pele do meu peito tremer de novo e de novo. Com um grunhido enlouquecido, ele mordeu, chupou e lambeu a pele enquanto eu gemia incontrolavelmente. — Vestida como uma prost*ituta. Seja grata por eu estar transando com você agora!
Uma risada nervosa e cheia de perplexidade escapou dos meus lábios: eu tenho nojo de você. E uma roupa não determina que você é. Eu poderia estar com um vestido de mangas e até os joelhos que não mudaria quem eu sou.
As suas palmas gentilmente espalharam as minhas dobras, cobrindo o meu clitó*ris dolorosamente latejante. Muitos pequenos fogos de artifício explodiram na minha cabeça ao mesmo tempo.
— Isso é verdade, não tem nada que possa esconder o quanto você é uma pu*ta. Ele passou o nariz em mim como se eu fosse sua própria linha de cocaína. As suas mãos me tocando, acariciando, apertando... Como se não se cansassem. Eu vi o quanto Pedro me queria, ele estava enlouquecendo, e com isso eu também estava morrendo de excitação. — Não use mais, este vestido. Quase arrastei você para a esquina mais próxima. Po*rra, como eu queria levantar esse seu vestido e ali mesmo...
— Pare! — Congelei por um segundo, lembrando de algo importante. Eu olhei nos seus olhos azuis. Por alguma razão, eu tinha certeza de que poderia reconhecer o engano. — Você tem alguma coisa com a Sonia?
— Com a Sônia? Nada. Somos apenas colegas. O homem encolheu os ombros, claramente não mentindo. E eu relaxei. Jovem e ingênua como o infer*no. Agora eu perguntaria: Você tem certeza disso? Mas você não pode trazer de volta o passado.
De qualquer forma, eu tinha algo para lembrar... Naquela noite, no carro, Pedro pareceu enlouquecer. Este pode ter sido o nosso melhor se*xo de todos os tempos! Ele me empurrou em cima dele até de manhã, o tempo todo sussurrando todo tipo de bobagem: —Você gosta, Lisa? Você não pode se amontoar nos cantos com algum jovem idi*ota! Você é só minha, entendeu?!
E eu era dele, de todo o coração e alma. Foi doloroso cair. Voei muito alto. As lembranças do nosso se*xo eram tão inebriantes quanto uma garrafa de uísque. Jogando a minha cabeça para trás na cadeira, suspirei pesadamente.
— Olá Lisa, Uma voz rouca e baixa, como das memórias. Eu não percebi imediatamente. Isso era realidade? Era realmente o Pedro que estava aqui?
— É um erro. Eu estou cansada, bêbada e com dificuldades de decidir o que é realidade. Mas, quem eu quero enganar? Então, eu olhei para trás e o vi. Mas, perto do que eu gostaria.
Pedro veio até mim.
Ele estava magnífico... Mesmo agora, anos depois. Ombros largos cobertos por uma camisa branca de algodão. Ela ainda tinha o abdômem definido... Eu tinha certeza: ele ainda era assim. Um bastardo tão narcisista não poderia deixar de passar horas na academia para chamar a atenção das mulheres! Tive que me contentar com bíceps poderosos que faziam o tecido literalmente estourar nas costuras.
— Olá. Escapou dos meus lábios contra a minha vontade. Eu não estava com vontade de dizer oi. O estupor fez o seu trabalho.
Voltando a realidade imediatamente corrigiu: E tchau.
Pedro sorriu, revelando os seus dentes brancos e perfeitos na penumbra do bar. Uma pequena quantidade de rugas apareceu nas suas bochechas e os seus olhos pareciam brilhar. Comecei a tremer, a minha garganta contraiu-se num ataque de pânico.
— Eu não sabia. Uma breve olhada na garrafa quase vazia, e fiquei envergonhada. — Que você adorava esse negócio. Tem muito tempo?
Tanto tempo se passou, rios passaram por baixo da ponte e o meu ex-reitor ainda penteava o cabelo para trás em ondas suaves. Como um modelo de revista masculina, se*xy ao ponto da loucura... A imagem foi complementada por grossas sobrancelhas pretas e penetrantes olhos azuis, como scanners.
— Não é minha. Menti na velocidade da luz. — Comprei as sobras do barman. É mais barato assim.
Ainda na escola, aprendi que tenho um dom único. Mesmo quando estava completamente bêbada, eu sempre parecia sóbria por fora, como um pedaço de vidro. O que estava acontecendo dentro de mim é uma questão diferente. Pedro não tinha como saber disso: a sua voz soava firme e confiante, o seu olhar não estava turvo.
— Você está sem dinheiro? Por algum motivo ele perguntou, me examinando com um olhar rápido e intenso. — Você precisa de ajuda com finanças? Dite o seu número de telefone e eu enviarei para você.
E Pedro pegou o seu telefone e eu ri da natureza cômica da situação... Uma vez eu queria me casar com esse homem, sonhava em ser mãe dos seus filhos, e agora estamos num país estrangeiro e conversando como estranhos.