Regra número 1

2311 Words
Matteo Hoje foi um dia exaustivo. Eu acordei cedo, ou melhor, m*l dormir pensando em todo o desenrolar da noite anterior. Viver com Vivian será no mínimo divertido, se nós dois conseguirmos sair dessa situação vivos, afinal a nossa história juntos tem uma ou duas tentativas de um m***r ao outro. Mas estar dividindo o mesmo espaço com Vivian era apenas metade do problema que permeava o meu pensamento. A outra grande parte está relacionado a competição i****a dos nossos avós. Quando eles falaram que a empresa estava em uma situação r**m eles não estavam suavizando nada da situação, a situação é realmente, realmente r**m. É uma indústria têxtil e ela possui tantos processos em andamento de antigos fornecedores e empregados que eu não tenho ideia de pôr onde começar. Na verdade, se não fosse pela competição estúpida eu apenas mandaria quem quer que estivesse com elas em mãos se livrar da bomba antes que ela explodisse, mas tendo em vista a minha situação... Não é que eu não possa fazer isso, é apenas que vai demandar muito do meu tempo e trabalho e com o prazo que eu tenho, digamos que eu estou trabalhando sobre um cronograma apertadissimo. Mas o que alivia um pouco da minha carga é saber que se Vivian está recebendo algo como o que eu estou recebendo ela obviamente não saberá por onde começar, o que só serve ao meu favor se formos sinceros nessa situação. Ela nem mesmo apareceu hoje depois que foi ao banheiro e para o quarto. Se for assim que ela planeja vencer a competição, me vencer, eu nem mesmo precisarei trabalhar duro. E por falar em Vivian... No momento em que eu paro o carro na frente da nossa casa ela está para na varanda esperando com mim com uma cara que promete assassinato. Há alguns pontos relevantes que devem ser levantado em toda essa cena: 1) O carro, esse que eu acabei de estacionar, bem, é o carro dela; 2) Ela está vestida apenas com a minha camisa, o que é estranho e me faz sentir uma onda de prazer mais estranho ainda. 3) A nossa gentil vizinha da frente de oitenta anos, Celly, que eu tive o prazer de conhecer ontem quando cheguei para me acomodar, está parada em frente da sua casa sem nem mesmo disfarçar o fato de que está olhando descaradamente em nossa direção. Eu não a culpo, eu faria a mesma coisa se eu visse uma mulher deslumbrante quanto Vivian vestida dessa maneira. Na verdade, eu até mesmo poderia parar apenas para olhar para a cena por alguns minutos se ela não estivesse atirando punhais na minha direção. Por que, meu Deus, colocar tanta beleza no corpo de uma mulher tão odiosa e insuportável? — Qual o seu problema, Matteo? — ela fala irritada vindo em minha direção. Alguém precisa levar essa mulher para um passeio divertido, talvez um pouco de s**o fosse o que ela precisasse para deixar de ser tão m*l humorada. Sinceramente, eu poderia fazer o sacrifício pelo bem maior, afinal não poderia ser... — Eu estou falando com você Matteo. — ela grita, dessa vez na minha cara, ou melhor, o mais próximo da minha cara que ela pode alcançar com a sua baixa estatura. — Bem, Vivi, querida, eu tenho tantos problemas que eu nem sei por onde começar. — finjo pensar por alguns segundos — Bem, tudo começou no meu aniversário de oito anos quando eu implorei a meus pais por uma festa de aniversário em um parque aquático e implorei ainda mais para que você não fosse convidada. Eles disseram sim para o primeiro pedido e não para o segundo e o resultado de toda a situação foi você tentando me afogar.— eu a acuso. Eu fui zoado por minha turma por anos por eles acharem que eu não sabia nadar. Eu sabia, apenas não tinha recebido aulas suficientes para aprender a nadar quando eu tinha alguém (leia-se aqui Vivian) me puxando tão ferozmente para baixo. Vivian cruza os braços. — Em primeiro lugar não há provas de que eu afoguei você e a menos que você queira ter um encontro com o meu advogado eu sugiro fortemente a você que pare de me acusar falsamente. — ela fala — E em segundo lugar você sabe que eu não estou falando disso, e sim do meu carro. — O seu advogado ainda é aquele seu ex namorado, o Dylan? — questiono. Eu não suporto o homem, ele é um i****a pomposo que se achava melhor do que todo mundo. Ele não era, nem perto disso, na verdade, o que ficou comprovado quando eu desenterrei toda a m***a da família dele e ameacei jogar tudo no ventilador a menos que ele terminasse com Vivian. Não me entenda m*l, não fiz isso pensando no bem dela ou tentando salvar ele daquele filha da p**a, eu apenas não queria que ela se sentisse feliz por muito tempo. E, em minha defesa, ela estragou o meu relacionamento primeiro quando contratou uma atriz grávida para fingir que eu teria um filho em breve. — O nome dele é Devon e sim, ele ainda é o meu advogado. — ela fala semicerrando os olhos porque ela sabe muito bem que eu estou envolvido nesse termino, assim como eu estive em muitos outros. — Você deveria se livrar dele, ele é um i****a. — digo começando a entrar em casa. Celly deu mais um passo para perto de nós dois e a situação está começando a ficar desconfortável. Obviamente Vivian me segue. — Pare de desviar o assunto, Matteo. Eu quero saber o porquê você pegou o meu carro sem a minha permissão. — ela grita, mas dessa vez estamos protegido de olhares curiosos com uma porta fechada. — Porque eu não tenho um carro aqui. — justifico como se fosse simples. — E de que forma isso é a minha culpa? — ela fala — Eu dirigir por horas para ter o meu carro aqui quando eu quisesse e você não ter tido a capacidade de fazer o mesmo não é minha culpa. — Pelo amor de Deus, Vivian... — começo a falar, mas ela me interrompe. — Essa é a regra número 1: nada de pegar as coisas do outro. — ela fala. — Deus, somos crianças para precisar de regras? — questiono. — Bem, aparentemente somos já que você se achou no direito de pegar o meu carro sem a minha permissão. — ela fala. — Curioso você trazer esse ponto quando você está aqui na minha frente, se sentindo confortável enquanto veste as minhas roupas. — digo, aproveitando a oportunidade para olhar ela mais de perto. Eu sou mais alto que ele, mas não tão alto, assim a minha blusa só chega apenas a metade das suas coxas que eu sei que ela trabalhou por horas no pilates. — E que opção você me deixou quando saiu com o meu carro levando todas as minhas roupas limpas? — ela fala. — Ficou quase tão boa em você quanto fica em mim. — digo. Vivian faz uma careta e se afasta de mim. Eu sempre me divertir com o quão fácil atingir ela. Ao que parece eu sempre puxo enquanto ela empurra. — Sabe, abelhinha — digo, usando a minha voz mais melosa — isso me leva a uma questão que eu tinha me esquecido. Estamos em desvantagem. Ela ergue uma sobrancelha. — Que desvantagem exatamente, Matteo? — ela questiona. Vê, um puxa e o outro empurra. Ela sabe que nada de bom virá da minha mente deturpada, mas ainda assim ela sempre me questiona, quase como se implorando por mais, quase como se tivesse desesperada pelo prazer que isso traz para ela. Traz para nós dois. — Sabe, você me viu sem roupa, o que dá a você uma vantagem enorme sobre mim, logo você nós dois deveríamos deixar essa situação igualitária. — digo — Vamos, tire as roupas. Ela gargalha. — Pelo amor de Deus, Matteo, não seja ridículo, m*l havia algo lá que era digno de ser lembrado. — ela fala. Dou um passo na direção dela, eu esperava que ela se afastasse, mas ela se mantém parada no mesmo lugar. — Pela forma que você olhou e pelo tempo em que você olhou parecia ter algo ali que você gostava bastante. — digo. É a vez dela dá um passo para frente, um passo em minha direção e eu sinto a minha pele se arrepiar. — Eu abalei você, Matteo? — ela fala — Você está imaginando como seria? — ela sussurra e todos os pelos do meu corpo se eriçam. — Por que se for isso o inferno estará congelando antes que isso aconteça. — ela diz e então se afasta de mim. — Não seja tão confiante em si mesma, Vivian, o único motivo pelo qual não está acontecendo é porque eu nem mesmo estou tentando. — digo. Vivian gargalha, mas continua se afastando enquanto eu fico lá parado, olhando para como a b***a dela parece incrível vestindo anda além da minha camiseta. — Fique longe do meu carro, Matteo. Da próxima vez eu chamarei a polícia e o denunciarei por roubo. — ela fala e então sai porta a fora, vestindo nada além da minha camiseta. Eu não posso pedir nada além de que o velho Dickon, esposo de Celly, não saia de casa por agora ou o velho pode acabar tendo um mini enfarto apenas observando toda a situação, porque, se uma Vivian toda produzida era digna de todas as cabeças viradas, uma Vivian com pouca roupa era de tirar o fôlego. Isso apenas faz com que eu me questione como um Vivian vestindo nada deve parecer. Deus, eu preciso de uma massagem. E de uma mulher disposta. E de distância de Vivian. Essa mulher não é a encarnação de Eva, ela é a própria serpente que tirou o Éden de nós. Com esse último pensamento na cabeça eu vou para o banheiro e me preparo para tomar um banho frio. — Matteo? — Vivian grita do lado de fora da porta do banheiro no momento em que eu ligo o chuveiro. Fecho os meus olhos e gemo internamente. — Eu acho que você deveria acrescentar privacidade como uma das suas infinitas regras de convivência. — digo. — Eu esqueci de falar algo importante com você. — ela fala. — E não pode esperar até que eu saia do banho? — digo entrando no chuveiro. A agua está fria, mas eu ainda estou me sentindo quente. — É rápido, eu prometo. — ela fala e eu sei que é sério porque a sua voz está despida de toda a malícia que geralmente a acompanha. — Apenas fale para que eu possa tomar o meu banho em paz, Vi. — digo, usando o apelido pelo qual eu a chamava na infância, para mostrar a ela que eu estou sério sobre a situação também. — Eu sei que me atormentar é uma das suas missões de vida, mas você poderia por favor não falar ao meu irmão sobre a nossa situação de moradia? — ela fala. Fico em silêncio porque esse pedido não faz o menor sentido. Vivian e Victor sempre foram uma frente unida e eu os odeia para um c*****o por isso. É apenas tão irritante. Mas enquanto nós crescíamos não havia nada que um não sabia sobre o outro e saber que ela esconder algo dele agora é intrigante. — Matteo, por favor — ela pede — Eu não quero ter o meu irmão se preocupando comigo em cada segundo do maldito dia e me sufocando com ligações e ameaças de me tirar daqui. Me sinto ofendido. — Quem ele realmente pensa que eu sou, Vivian? — falo — Não é como se eu fosse agredir você. — Eu sei disso. — ela fala e alivia um pouco da minha tensão ao notar pelo tom de voz dela que ela realmente acredita nas palavras — Mas não é como se Vic realmente confiasse em você depois do que aconteceu com Evelyn. Fecho os meus olhos com força e suprimo uma vontade de bater a minha cabeça na parede. Ao que parece a história se volta para Evelyn, meu maior erro e arrependimento da vida. — Por que eu esconderia isso dele? Ao que parece só atrapalharia a sua vida e divertiria a minha. — digo. — Não sei, talvez ser um ser humano decente pelo menos uma vez na vida? — ela fala. — Nah, não tenho interesse nisso. Ouço Vivian reclamando baixinho. — O que você quer, Matteo? — ela me questiona. O meu sorriso cresce. — Quero usar o seu carro quando eu quiser. — falo. — Uma vez na semana. — ela contra argumenta. — Você acha realmente que está e posição de negociar, Vivi? — digo. — Duas vezes na semana e eu não irei divulgar na empresa aquela foto sua do seu aniversário de dezessete anos quando você foi pego em uma situação comprometedora com Jordan Ryan. — ela fala, dando a sua cartada final. — Como diabos você conseguiu essa foto? — questiono porque sei exatamente do que ela está falando e não será bonito se essa foto vazar. — Isso não importa. Você aceita a minha oferta ou não? — ela fala, a pequena sorrateira. Mesmo sendo encurralado, eu sorrio. — Eu aceito a sua proposta, Vivian. — digo — Será que agora eu posso tomar o meu banho em paz? — Claro que sim. — ela fala com a sua voz falsamente alegre — Eu espero que você escorregue e caia. Rio. — Sempre tão doce, a minha Vivi. — eu falo. — Não sou nada sua. — ela grita e então bate a porta do quarto. Rindo, finalmente tomado o meu banho real.
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