No escritório de Ricardo, os três agentes relatavam o fracasso anterior, o que antecedeu a extensa cobrança de um trabalho melhor e de sucesso na próxima oportunidade, felizmente, o superior já aparentava mais tranquilo.
_Embora tenham deixado as criminosas escaparem desta vez, a captura de Matheus Silva foi muito importante na operação de prisão do que restou da facção do Ferreira – Ricardo concluiu – podem ir, agentes, e procurem se aplicar mais ao seu próprio caso
_Sim, senhor – os rapazes aceitaram, retirando-se
_Não acredito que levamos um sermão por causa delas – Lucas reclamou irritado
_Foi só uma chamada de atenção - Samuel tentou amenizar
_Não se preocupem, já deixei um programa rodando para rastreá-las, quando chegarmos até meu computador não devo demorar a encontra-las
Assim foi feito, os rapazes se destinaram às suas mesas no DCE e Felipe foi direto para seu notebook, verificando o programa
_Então? Já achou elas? - Lucas perguntou ansioso
_Calma, o programa encontrou algumas possibilidades, me deixa verificar – Felipe pediu, enquanto Samuel olhava por cima de seu ombro
_Então? - Lucas pediu depois de alguns instantes de seus companheiros concentrados
_E essa aqui? - Samuel sugeriu apontando na tela
_Sim, também acho – Felipe selecionou – temos o endereço, três mulheres deram entrada no hotel D’Veras no mesmo dia em que é suposto que as criminosas chegaram em São Paulo
_D’Veras? - Lucas perguntou surpreso – aquele hotel chique do centro da cidade?
_Sim, parece que elas nem tentaram se esconder – Samuel comentou, intrigado
_Bem, dizem que o melhor esconderijo é à vista, não é? - Felipe comentou, fechando o notebook e virando para os outros
_E o que estamos esperando? Vamos! - Lucas chamou, sendo parado por Samuel
_Espera, esqueceu os equipamentos?
_O que é toda essa ansiedade, Lucas? - Felipe provocou – parece que nunca viu uma mulher bonita
_Você sabe que não tem nada a ver com isso – reclamou, enquanto os três pegavam seus equipamentos
_Não, você não vai mesmo usar o casaco de novo, vai? - Felipe reclamou, vendo Samuel colocar seu amado cardigã cinza sobre o colete à prova de balas
_Eu não posso sair sem ele, você sabe que ele é o que me dá sorte durante os casos – Samuel tentou argumentar e Felipe arqueou uma sobrancelha para ele
_Não, o que te dá sorte é esse colete, que impede que uma bala atravesse seu corpo – Felipe provocou – esse seu casaco é apenas f**o
_O que foi? - Lucas se aproximou e parou olhando para Samuel – tudo bem, eu já sei que sempre digo isso, mas... Bizarro – apontou para a aparência do colega
_Não é? - Felipe tentou
_Sim, mas fazer o que? - Lucas brincou – deixe o rapaz com o estilo livre dele
_Eu sempre deixo, não é? - Felipe suspirou e Samuel deu de ombros, satisfeito
Enquanto isso, em um dos quartos do grande apartamento, uma loira sorria para o computador em seu colo, deitada na grande cama de casal, quando uma morena e uma ruiva entraram, conversando.
_Então? Já conseguiu descobrir quem são os agentes de ontem? - Cristina questionou
_Sim, eles são do Departamento de Casos Especiais, DCE - Bárbara respondeu
_Uau, somos especiais – Megan brincou
_Pois é, eu invadi o sistema deles mais cedo e recebi um alerta - Bárbara informou, tranquila – Então já sabem, arrumem suas coisas, vamos precisar nos mudar
_Já? - Cristina reclamou, chateada – mas achei que iriamos naquela joalheria aqui perto
_Não sei, acho melhor não arriscarmos - Bárbara olhou incerta
_Tudo bem, Babi, somos mais experientes agora – Megan tentou tranquiliza-la
_Seremos rápidas, não se preocupe – Cristina adicionou e a loira suspirou
_Certo, tudo bem - Bárbara cedeu – eu já falei com o Hiago e ele tem alguém para fazer o desmanche e até mesmo um comprador em potencial, os caras dele devem chegar daqui a pouco para pegar o ouro, então poderemos ir à joalheria
_Na volta podemos até cumprimentar os agentes, quando viermos buscar nossas coisas – Cristina sorriu
_Se forem só os três não vejo problema, mas deixem tudo pronto - Bárbara orientou
O interfone tocou e Megan levantou, anunciando que faria a entrega. Meia hora depois, uma loira se aproximou do balcão da joalheria, seu cabelo preso e suas roupas caras um abridor de sorrisos das atendentes, o olhar da loira percorria os produtos com gosto.
_Com licença – Bárbara chamou e logo uma das funcionárias estava à sua disposição
_Sim, como posso ajudar? Tem alguma peça de interesse?
_Na verdade, eu gostaria de ver as melhores peça - sorriu – essa noite é minha festa de noivado então estou bem empolgada – a loira inventou e a atendente sorriu simpática
_Sério? Parabéns, então acho que tenho algumas que vai gostar
E assim, em uma ida rápida aos fundos da loja, a funcionária voltou com algumas caixas de veludo contendo joias tão brilhantes que era possível perceber seu valor a distância.
_São todas tão bonitas, que fico até em dúvida - Bárbara sorriu, verificando as joias – talvez minhas amigas possam me ajudar, certo? - Bárbara virou-se para as outras
Cristina e Megan sorriram e retiraram pistolas da bolsa, rapidamente atirando nas câmeras de segurança, logo Bárbara se virava para a funcionária apontando com sua própria a**a
_Gostei bastante das peças, acho que ficarei com todas – a loira sorriu
Megan tirou a peruca escura que usava, suspirando
_Finalmente! Odeio usar essa coisa – reclamou
_São as dores de escolher uma cor tão chamativa, minha amiga – Cristina provocou
Megan sorriu orgulhosa, dando de ombros e afofando os cachos selvagens de um vermelho intenso
_Vamos, temos que estar em casa para receber nossas visitas – Megan comentou, passando a recolher tantas joias quanto desejasse
Cristina e Bárbara cuidando das pessoas no local, enquanto a amiga terminava, então se despediram satisfeitas:
_Obrigada, gente, vocês foram ótimos - Megan agradeceu
_Sim, vou até recomendar para os meus amigos – Cristina piscou para as funcionárias
E assim, as três deixaram o local, todos podendo respirar tranquilos então. Enquanto dirigindo-se para o hotel D’Veras, os três agentes receberam a notícia.
_O Vitor me mandou uma mensagem – Felipe informou – elas acabaram de assaltar uma joalheria perto do hotel
_Mas que d***a! - Lucas reclamou, batendo no volante
_Não se preocupe, elas já devem estar retornando ao hotel – Samuel tranquilizou
Dentro de alguns minutos, os agentes já estavam no prédio, se preparando para invadir o apartamento
_Prontos? - Felipe perguntou
Todos com armas em punho e preparados para tudo, Lucas e Samuel confirmaram e Felipe bateu na porta, tapando o olho mágico, quando ninguém respondeu, Felipe olhou para os outros.
_Vamos entrar – sussurrou, antes de chutar a porta
A porta bateu com um estrondo e eles entraram, vasculhando todo o apartamento atrás das criminosas, não encontrando nada e ninguém, voltaram para a sala.
_Cadê elas? - Lucas reclamou
_Parece que nossas visitas já chegaram – Cristina apareceu
_Onde estão as outras duas? - Felipe pediu, enquanto todos apontavam as armas para a morena
_Sinto muito o atraso - Bárbara apareceu com Megan – mas qualquer coisa, na próxima, vocês podiam nos informar o horário
Felipe automaticamente mirou em Bárbara, irritado, enquanto Samuel notou quando Megan acenou para ele
_Bem, olá de novo – Megan sorriu para Samuel que bufou
_O que é isso? Como sabiam que estávamos vindo? - Samuel perguntou nervoso
_Não importa, vamos acabar com isso – Lucas exclamou irritado, dando um passo à frente
_Não tenha tanta pressa – Cristina provocou – ainda nem fizemos nosso movimento
_Eu não me importo! - Lucas gritou
Assim que Lucas se moveu para ataca-las, Megan e Cristina correram em direção à varanda atrás deles, passando rapidamente por eles, acenando e sorrindo antes de pular. Lucas e Samuel se olharam nervosos, notando que Felipe ainda não havia se mexido, então se apressaram atrás das duas.
Megan e Cristina pularam para a varanda abaixo da delas e se separaram, Megan voltou ao prédio por aquele quarto e Cristina pulou para a varanda do lado com os rapazes atrás delas.
No apartamento, Felipe ainda estava preso em um jogo de encarar com Bárbara, ambos alertas em espera de quem faria o primeiro movimento, até que Bárbara sorriu e correu para fora do apartamento, Felipe logo a perseguindo, assim que entrou no corredor, o agente olhou para os lados à procura e ao notar um movimento ele se apressou, nervoso.
_Não, não, não, não, não! - o agente parou em frente ao elevador se fechando com a loira dentro
Bárbara sorria, até que, em um ato desesperado, Felipe se jogou entre as portas, que se fecharam completamente um segundo depois, os dois ainda se encaravam surpresos, quando Bárbara reagiu.
_Você é louco?
_Qual a sua fascinação por elevadores? - Felipe reclamou, ignorando sua fala anterior
Na lateral do prédio, Cristina estava atravessando para o prédio ao lado com o auxílio de uma longa e resistente escada posta entre os edifícios, quando Lucas gritou irritado:
_O que m***a essa escada está fazendo aqui?
_É sempre inteligente ter uma rota de fuga, não acha? - Cristina provocou, chegando à nova varanda
A morena observou quando ele começou a atravessar a escada, diferente dela que usou da ferramenta como um trepa-trepa, o rapaz decidiu tentar a sorte como uma espécie de ponte, sendo obviamente mais lento.
_Desse jeito só chegará aqui amanhã - a mulher riu e notou a frustração dele, percebendo que ele estava evitando falar para se manter concentrado – Olha, vamos fazer assim, eu espero você chegar na metade para fugir, que tal?
Cristina riu da raiva crescente no agente e se recostou na varanda, assistindo. Assim como disse, quando o agente chegou na metade, a morena subiu na grade da varanda, pulando para a outra mais alta, agradecendo que este prédio tivesse as varandas mais próximas.
Dentro do hotel D’Veras, Megan desceu pelas escadas, evitando a maior parte dos lances pelo centro, com Samuel em seu rastro. O agente desceu todos os lances, já sem fôlego, chegando ao fim e de frente para uma porta dupla forte.
_Caramba, cadê ela? - falou consigo mesmo, entrando no estacionamento do subsolo, ainda tentando recuperar o fôlego
_Você é tão lento – a ruiva provocou em falsa reclamação, aparecendo de trás de um carro
Alguns andares dali, dentro de um dos elevadores do local, o agente e a criminosa se encaravam em uma disputa silenciosa, então a loira apertou o botão para o andar seguinte no elevador, Felipe, em resposta, apertou outro botão, assim começou uma disputa irritada em que grande parte dos botões foram selecionados e Bárbara acertou o rosto do agente em frustração, o que deu início a uma disputa física.
A briga manteve ambos alheios às paradas do elevador e, enquanto as portas abriam e fechavam, fornecendo por vezes público temporário ao show, a loira chutou o agente no peito, o lançando no chão e batendo as costas na parede, mas em instantes o agente se recuperou, puxando o pé dela e a derrubando, Bárbara bateu a cabeça no chão e gemeu de dor.
Sem tempo para choramingar, ela aproveitou que Felipe já estava de pé e chutou seu rosto, usando de um impulso com os braços a loira levantou e acabou tirando o olhar dele por um instante, se vendo presa contra a parede com os braços imobilizados no momento seguinte.
_Acabou – Felipe afirmou, respirando pesado pela briga
_Não acabou, você ainda não cumpriu realmente sua tarefa, não é? - Bárbara estreitou os olhos para ele, o medindo
_O que você sabe? - o agente ficou nervoso, segurando-a com mais força, a troca de olhares ficando mais intensa
_Em qual nível fomos classificadas? - Bárbara perguntou, embora já conhecesse a resposta - nível 42, certo?
_Quanto você sabe? - Felipe tentou novamente, seus nervos aumentando a cada troca
_Tudo – sussurrou, seus olhos o desafiando a teme-la e o rapaz respirou fundo, buscando alto controle para ter suas respostas antes de tudo
_Quanto? - ele insistiu, apertando os pulsos e braços dela dolorosamente e, embora tenha fechados brevemente os olhos com força, ela não demonstrou nenhum outro sinal de fraqueza
_ “É garantido – Bárbara começou cerrando os dentes, antes de voltar seu olhar mais mortal para o homem em sua frente - que criminosos de nível 42 não tem possibilidade de redenção - ela continuou, satisfeita com a expressão surpresa dele - os agentes responsáveis por tais casos são isentos de qualquer culpabilidade por atos com o intuito de conter um ou mais criminosos envolvidos”
Bárbara concluiu e Felipe hesitou um momento em surpresa e o que parecia ser receio
_Como você-? - ele não completou a pergunta, mas ela pode entende-lo perfeitamente
_Eu li todo o seu regimento – ela sorriu em deleite com o horror que passou por seus olhos – e não foi a única coisa que li
_Como vocês invadiram nosso sistema? - Felipe perguntou agitado
Bárbara o considerou por um momento e então seus olhos voltaram-se para os números na parede, antes de abaixar a cabeça e murmurar algo
_O que? - o agente perguntou ainda nervoso, se aproximando
Assim que ele se aproximou, Bárbara levantou a cabeça de repente, acertando seu nariz, ele soltou um de seus pulsos para segurar o nariz e a loira usou da mão livre para puxa-lo para perto e acerta-lo com uma joelhada, o forçando a se afastar.
_Eu disse que terminarmos essa conversa depois – ela sorriu e ambos ouviram o sinal sonoro do elevador antes das portas se abrirem
Apertando vários botões do painel, a loira deixou o elevador e antes que o agente pudesse ir atrás dela, as portas já se fechavam
_Até mais, agente - Bárbara acenou para o homem machucado e frustrado
Enquanto isso, no terraço do edifício ao lado, um moreno finalmente subiu, encontrando a mulher sorridente esperando por ele lá
_Nossos encontros serão sempre assim? - ele perguntou cansado
_Assim como? - Cristina sorriu com expectativa
_Eu te perseguindo e você se jogando de algum lugar?
_Achei essa dinâmica bastante divertida, você não? - ela comentou e ele deu mais alguns passos próximos
_Claro, divertida – ele concordou - só não é muito produtiva para mim, sabe?
Então ela viu seu olhar mudar e ele avançou contra ela em uma raiva intensa, esquivando-se por pouco, Cristina ficou surpresa com sua velocidade enquanto ele partia novamente em sua direção, escapando de socos e chutes, Cristina decidiu reponde-lo, nunca perdendo a chance.
_Ah, eu sei sim – Aproveitando de sua distração, a morena apareceu por trás dele, pronta para socá-lo – sua produtividade depende do fim do jogo, do meu fim de jogo
_Eu diria que não é nada pessoal – ele virou, segurando seu pulso de última hora – mas estaria mentindo!
Lucas a puxou em sua direção pelo pulso preso, acertando uma faca destinada ao seu meio, mas ela desviou para o lado, usando do braço livre para atingir com o cotovelo seu pescoço.
Assim que ele a soltou, ela se afastou para atrás dele e o chutou nas costas, o fazendo cair e derrubar a faca, que ela pegou enquanto ele levantava
_Não me lembro de você, então não faço ideia do que fiz – ela o encarou, testando o peso da faca tática em mãos - mas vou te dá uma dica grátis
Ela o encarou por um momento, percebendo seu olhar de fúria, e jogou a faca em sua direção, Lucas esquivou-se, mas não importou, a lâmina fincou em seu braço e ele grunhiu de dor, antes de ouvir seus passos e encontrar a mão dela de volta no cabo da faca, seu rosto aproximando-se para encontrar o dele.
_Deixe as armas brancas para quem sabe usar – ela sussurrou
Então ele sentiu uma dor lancinante o tirando de seu estado de choque, quando notou a faca de volta com ela.
_Eu gostei dela, vou ficar de lembrança - ela acenou com a faca sorrindo
Cristina o chutou com força, o derrubando, antes de correr e pular do prédio. Lucas levantou, resmungando, e correu até lá, não conseguindo encontra-la e batendo irritado na borda.
No estacionamento do hotel D’Veras, Megan corria com Samuel em seu encalço, parecia um jogo de gato e rato, a ruiva pararia e sumiria de vista, aparecendo ao lado do agente confuso e o acertando, Samuel a pegaria desprevenida e entre golpes a ruiva conseguiria se soltar.
A “brincadeira” continuou por bons minutos, comentários provocadores voando de um lado para o outro
_Vamos, você está quase lá - ela brincou, passando por perto dele
_Você não deveria estar brincando, não sabe quem somos – ele avisou e ouviu o riso da criminosa
_Ah, eu sei sim, DCE – ela sussurrou atrás dele e Samuel virou de repente, apenas para receber um soco no rosto
Recuperando-se rápido, o agente a segurou pelos cachos antes que ela pudesse fugir
_Você deveria cortar esse cabelo se não quer ser pega
_Não toque no meu cabelo! - ela gritou em fúria e o acertou no rosto com força suficiente para manda-lo cambaleando para trás, soltando-a
_Caramba! - ele exclamou, saindo de seu estado brevemente atordoado
Olhando ao redor para encontra-la novamente fora de vista, o agente seguiu andando ao redor do estacionamento silencioso, cauteloso
_Você sabe que não é exatamente a cor mais discreta, não é? - ele comentou, esperando que sua reação a entregasse – com toda a coisa de fugitiva e tal?
_Por favor – ele ouviu seu escárnio e se concentrou em localizá-la – como se você pudesse entender
Se aproximando da direção de sua voz com cuidado, ele continuou o diálogo
_O que você quer dizer? - ele pediu e o riso dela soou
_Ninguém nunca te aconselhou a queimar esse casaco?
Seu maxilar apertou e Samuel segurou sua frustração, assim como sua v*****e de defender-se, dando os últimos passos em direção ao local de onde sua voz soava.
_Parada! - ele gritou, pulando atrás do carro
No mesmo momento, Samuel ouviu o som alto de um carro ligando e correu para o meio do estacionamento, encontrando um carro com os faróis ligados em direção à saída, os cachos vermelhos denunciando a motorista.
_Eu acho que não - ela respondeu antes de acelerar
Samuel viu o carro acelerando em sua direção e se jogou para o lado bem a tempo de evitar ser atropelado, o carro de cor prata saindo disparado do edifício. Praguejando, Samuel correu até a saída, subindo a ladeira bem a tempo de ver uma loira e uma morena entrando no carro, antes das três sumirem nas ruas do centro de São Paulo.
Frustrados e irritados, foi assim que os rapazes se encontraram na portaria do hotel, Felipe e Samuel roubando olhares para o braço machucado de Lucas
_O que aconteceu? - Felipe ousou perguntar e Lucas bufou
_Aquela louca me esfaqueou – respondeu m*l humorado e Felipe o olhou confuso
_Ela estava armada?
_Com a minha faca – Lucas murmurou desgostoso
_Você só pode estar brincando? - Samuel soltou desacreditado - você trouxe uma faca para pegar uma atiradora de facas?
_O que? - Lucas olhou surpreso para Samuel, que suspirou
_Sim, acho que tinha algo sobre isso nos relatórios - Felipe comentou, suspirando
_Eu acho que pulei uma ou duas páginas - Lucas informou
_O que mais precisamos saber? - Felipe olhou para Samuel
_Hm – Samuel pensou, começando a listar – Cristina é filha de itinerantes e cresceu no circo, ela chamava atenção por ser um prodígio, aprendendo rápido todo e qualquer número que tentasse, mas atuava mesmo como atiradora de facas com seu tio, já Megan tem problemas familiares, o padrasto foi morto pela mãe e o pai não quis cuidar dela, então foi mandada para um abrigo antes de fugir de lá, já a Bárbara é filha de um ex-policial e seu primeiro crime foi, justamente, o assassinato do pai
_Tudo bem, então eu li a primeira página e deixei para lá - Lucas assumiu, surpreso com o histórico das criminosas