Marcela narrando Abri os olhos devagar e percebi que estava deitada sobre o peito dele. A rede balançava levemente, e eu senti o peso da confusão e da exaustão me dominando. Minha cabeça doía e meus pensamentos estavam embaralhados; demorou alguns segundos até que eu me lembrasse de tudo o que tinha acontecido na noite anterior. A sensação de vulnerabilidade era esmagadora. Eu estava nua na frente dele, e apesar de tudo, ele parecia calmo, sereno, como se nada tivesse acontecido. Levantei-me devagar, sentando na rede e respirando fundo, tentando organizar minha mente. Bom dia – disse ele, com aquela voz calma, sem traços de pressa ou culpa. Bom dia – respondi, minha voz saindo fraca e trêmula. – É melhor eu descer daqui. Ele não respondeu, apenas me observou, atento a cada movimento m

