É injusto eu te querer só para mim?

2478 Words
Yasmin _ Eu não devia ter dito que fiquei com você. Foi só por isso que o Guto se achou no direito de... Eu permiti, Yasmin. _ Está tudo bem. Não é como se eu fosse sua responsabilidade. É isso, e... perdoa o seu amigo, ok? O Guto já deve estar arrependido. _ Não. Acho que o melhor é quebrar cara dele e perdoar depois. _ Obrigada, mas não precisa _ gargalhei e ele sorriu. Apertou mais a minha mão na sua e examinou o meu rosto _ Vamos dar uma volta? _ Aonde? _ Boliche, o que você acha? _ Pode ser. Sorriu e ligou o carro, indo para o boliche no centro perto da escola e das nossas casas. Jogamos até o fim da partida, o Chris trapaceou me deixando vencer. _ Agora pizza _ decretou quando entregamos os sapatos. _ O quê? Eu não to com fome. _ Mas eu tô. Você vai ter que me acompanhar, mesmo estando de dieta. Gargalhei _ Quem te disse que eu faço dieta, rapaz? _ Esse seu corpinho magro de top model. _ Pois fique sabendo que eu adoraria ter curvas suntuosas, mas não passo disso por mais que eu coma. Uma expressão de surpresa agradável se fez no seu rosto _ Ótimo. Porque agora que vamos a pizzaria mesmo. Descemos as escadas e a pizzaria ficava abaixo do boliche. Comemos uma pizza grande toda. Foi muito divertido ver o seu sorriso fácil a noite toda. Era contagiante. Me beijou como se eu fosse especial ao me deixar a porta de casa e partiu. Acordei de manhã, com aquela sensação ainda. Mas foi só entrar no colégio, para ver que o Chris estava agarrado com outra perto do portão de entrada. Este era o Chris que eu conhecia. Entrei no pátio. que dava acesso à muitas das salas de aula, e todos os olhares pousaram sobre mim. Os grupos de meninas me olharam como se fossem me bater. Já os grupos masculinos conferiram o meu corpo com as caras mais safadas. Caminhei para as minhas amigas rapidinho evitando olhar para aquela gente. _ Porque tá todo mundo me olhando? _ perguntei para Júlia na presença da Rose e da Beatriz. _ Você é a garota do Chris _ a Bia sorriu. A Júlia comecou a responder _ Então, tá correndo o boato de que o Chris não quer que mais ninguém fique com você. _ O que? _ me desesperei. A Rose me fez encara-la _ Eu vi tudo. Ele estava aqui no pátio e discutia algo com o Guto. De repente, o Chris subiu no palco e todo mundo olhou para ele. Ele disse: é o seguinte, qualquer um daqui, que ficar com a Yasmim, vai ter que se ver comigo. Falou? _ O Chris fez isso!? _ engoli seco sem entender. _ Sim. E ele falou de um jeito, que todo mundo ficou com medo. Olhei para elas pensando no que eu devia fazer, mas o sinal tocou, e todos entramos nas nossas respectivas salas. O Chris entrou com os lábios vermelhos de tanto que foram chupados, mas ninguém iria me beijar de novo. Não no colégio. O Chris praticava muai thay, e era o garoto mais forte e cabeça quente do colégio. Não que fosse o mais musculoso, mas era o mais forte. Sem falar que qualquer um que ficasse contra ele, ficaria contra o colégio todo. Todos o amavam. Mas eu ia fazer ele engolir suas palavras, e voltar atrás no que disse. Lancei um olhar bravo sobre ele, quando se sentou sorrindo para mim, e ele entendeu que estava encrencado. Assim que deu o intervalo, interrompi a sua conversa com os seus amigos _ Precisamos conversar. _ Depois _ retrucou. _ Agora _ ordenei num rugir. Os seus amigos acharam engraçado quando ele me seguiu, obedecendo. Paramos num lugar mais vazio. _ Pode me explicar porque fez aquilo? _ cobrei, com os braços cruzados, encarando os seus olhos verdes. O Chris deixou o corpo cair sobre a parede atrás dele, se apoiando nela, e expirou como se estivesse cansado, olhava o teto como se a resposta estivesse lá. Lambeu e mordeu o lábio, antes de começar a falar, sem olhar para mim. _ Eu não sei _ engoliu _ Eu só me sinto meio estranho _ expirou fazendo um silêncio _ O Guto tava quase te beijando e... Eu sabia que você não queria... mas mesmo se você quisesse... eu teria interrompido _ me olhou nos olhos _ Eu vejo você me olhando, o tempo todo. Eu finjo que não, mas eu vejo. Eu sei o que você sente. Corei e baixei a cabeça em silêncio. _ Desculpa _ expirou, e voltou a olhar para o teto, levando as mãos aos bolsos frontais do moletom, que vestia _ Eu gosto _ engoliu _ Gosto de te ver me olhando... É egoísta da minha parte, mas eu não quero que mude. Quero menos ainda, depois de ter sido a sua primeira transa. Encarei o Chris, assustada por ele ter notado. O seu olhar já me esperava. Esboçou um sorriso _ Achou que eu não notaria? _ me puxou para o seu abraço e eu retribui _ É injusto eu te querer só pra mim? A última frase me fez flutuar, mas a realidade me fez cair _ É injusto se você não é só meu. _ Sabe que eu não consigo _ me lançou aquele olhar de filhote culpado, de novo. _ Então me deixa achar alguém que consiga _ empurrei ele, tentando sair do seu abraço, mas o Chris puxou o meu corpo contra o seu com mais força que eu, sem fazer esforço algum deslizou a mão pela lateral do meu rosto, até o queixo. _ Pensa melhor _ mordeu o lábio _ Eu e você juntos... Vai ser bom, Yasmin. Hesitei em dizer não. A voz mansa do Chris a me pedir isso, era irresistível e sedutora e... _ Não responde agora. Fica comigo hoje, me responde a noite. Pode ir na minha casa? Imaginei ir na sua casa. Ele estava falando do seu quarto. Olhei em seus olhos _ Claro. Ele sorriu e me beijou. O que eu estava fazendo? Pensei, me aproximando da casa do garoto mais volúvel que eu já conheci. O dia na escola foi incrível! Não nos largamos além do necessário. Fizemos dupla juntos e conversamos quando terminamos a matéria, na sala de aula. O Chris tinha o poder de me fazer sentir que era especial. Infelizmente, ele era assim com todas. Toquei a campainha, a porta abriu imediatamente, e ele sorriu, da minha cara de surpresa, sobrepondo os os lábios nos dentes, com timidez. Eu era esperada ansiosamente. Fez um gesto para que eu entrasse, ao que obedeci. Seguiu pelas escadas para cima, para que eu o seguisse. O seu quarto era mais organizado que o meu. A cama estava deliciosamente feita, com edredons, fofinhos e cheirosos, forrando acima dos lençóis, prontinho para dormir. As luzes acesas eram indiretas, vindo de abajures e ledes laterais. _ É bem legal o seu quarto _ imaginei quantas garotas ele trouxe aqui. _ Você é a primeira garota a ver _ disse como se lesse a minha mente _ Bem, tirando a minha mãe e a minha irmã _ apertou os lábios e soltou. _ Quer que eu acredite? _ provoquei. _ É a verdade. Minha mãe me deu um ultimato, que quando eu trouxesse um garota para casa, era bom que fosse sério _ soou nervoso com isso, e o seu olhar foi para baixo. Eu lhe devia uma resposta, mas não queria que acabasse. Andei até a janela, olhando a vista. O Chris encostou o corpo a minhas costas, para ver o que eu via. Vendo que deixei, pousou o queixo sobre o meu ombro, e deslizou as mãos para a minha barriga. _ Você está aqui, quer dizer que eu tenho chance? _ Em um namoro aberto? _ Sim. _ Mas só vai ser aberto para você, eu vou ter que ser fiel. Suspirou nervoso _ Sei que isso é r**m, mas você nunca ficou com ninguém além de mim, mesmo sem termos nada. Isso não é um progresso? Ele se achava! Mas estava certo. Sei que mesmo se eu quebrasse o p*u com ele, e exigisse que ele retirasse a sua ameaça no colégio, ele não faria. Sem isso, eu não teria ninguém, além dele. Estava presa. Me voltei para ele _ Se eu aceitar _ vi ele sorrir _ E não estou aceitando agora _ desfez o sorriso _ Mas "se" eu aceitar, você não vai pegar ninguém na minha frente, entendeu? _ Sim _ estava sério. _ Nem vai me deixar saber, sonhar ou imaginar que algo aconteceu entre você e outra menina. _ Tá. _ E mais importante, "nunca" vai me deixar esperando, ou cancelar comigo, pra ficar com outra. _ Eu prometo. _ Se você me fizer te odiar não vai ter volta, Chris _ avisei. _ Eu sei que não posso pisar na bola com você. Por isso hesitei tanto pra te pedir em namoro _ declarou e beijou meus lábios, retribui, lhe dando liberdade para me beijar melhor. Sentou na cama, atrás dele, me levando no seu abraço. Me fez sentar em seu colo de frente. Eu já sabia onde isso ia dar. O beijo foi ficando intenso e ele parou um pouco para olhar o meu corpo, voltou a me beijar deslizando as mãos pela minhas coxas e apertou as minhas nádegas, puxando o meu corpo contra o dele e contra a sua ereção. Tirei a sua camisa, interrompendo o beijo e ele tirou a minha. Acariciou a minha pele nua subindo até o volume sob o sutiã. Me deu beijos breve enquanto a sua mão abria o meu sutiã e parou de me beijar para retirar a peça, contemplando os montes redondos se arrepiarem e ficarem com os b***s endurecidos. Beijou meus s***s com os lábios e a língua. Um após o outro. E me abraçou sentindo as nossas peles se tocando, durante mais um beijo. Me levou junto, quando deitou. Tirou minha saia e calcinha e depois o seu jeans e cueca. Puxou o edrendon sobre si, abrindo um espaço para mim ali junto a ele. _ Vem cá _ chamou _ Tá frio. Obedeci entrando no seu abraço, de novo, para uma avalanche de prazer. Ah, Deus! Que homem é esse? Sorriu deitado, virado para mim. _ Quer uma pausa? _ ofereceu. _ Até quando você aguenta? _ provoquei. _ Sóbrio? _ fiz que sim _ A noite toda. Quer testar? _ seu olhar desceu pelo meu corpo e voltou para o meu rosto. Gargalhei _ Como irei à aula de teatro amanhã? _ Normal, comigo. Pensa que foi uma noite de balada. A aula de teatro é só a uma da tarde. _ Está me convidando para passar a noite? _ Estou. Aceita? _ E a sua família? _ Foram para a casa de praia. Voltam no domingo a noite _ se ajeitou no travesseiro. _ Não sei. Não estava pronta para isso. _ Awn! Liga pra sua mãe e diz que está na casa da Júlia _ sugeriu _ Ou conta a verdade. Só que eu acho que a sua mãe vai ter um choque. _ Porquê? Deu um riso insinuativo _ Você é uma candidata a freira. _ Não sou _ protestei. _ Claro que é _ defendeu o seu ponto, mas se divertia com a minha reação, por isso sorria _ Você vai ser só minha para sempre. Já pensou? Aquilo que ele disse mexeu comigo. Estar com ele para sempre era um sonho. Mas a vida não funciona assim. Muitas experiências futuras prometiam uma separação mais cedo ou mais tarde. Fiquei triste pensando nisso. Levantou o meu rosto me fazendo olhar nos seus olhos _ É sério que essa idéia é r**m à ponto de te deixar triste? Balancei a cabeça negativamente _ A idéia é maravilhosa. Só não vai ser assim. _ Para de pensar besteira. Concentra em mim. Me ame _ sorriu _ A sua pausa acabou. Umas oito horas, depois do banho, vestida com a camiseta do Chris, que cabia três de mim, liguei para minha mãe, enquanto o Christopher saiu do quarto. Usei a primeira desculpa que ele sugeriu, e disse que passaria em casa para me vestir, antes do teatro. Desci as escadas, procurando o rapaz só de cueca box, que eu vira sair do quarto antes. Para minha surpresa, ele estava cozinhando. Sorriu ao me ver chegar, mas não parou o que fazia. Lavei as mãos na pia, reparando que a maior parte da refeição já estava pronta e sendo esquentada por ele. A sua mãe já deixou pronta. Ele preparava uma omelete simples e somente isso. Ficou sem jeito sob o meu olhar. O sorriso tímido, estava no seu rosto que olhava para a frigideira, me vendo pelo periférico. Abracei ele por trás de vagar e beijei o meio das suas costas de vagar. Ele parou me sentindo. Já havia desligado o fogão. Me olhou por cima do ombro e sorriu. _ Vamos jantar, minha linda? _ Sim _ libertei ele do meu abraço para que ele pegasse os pratos e talheres, e dispus as panelas sobre a mesa. Sentei ao lado dele, que sentou e me deu um prato, já começando a se servir. O imitei. E comecei a comer vendo ele comer também, mas com uma certa pressa. Estava com muita fome. Levantei olhando a geladeira. Peguei o jarro de suco e levei para a mesa, e peguei dois copos no armário e nos servi. _ Obrigado _ falou entre uma garfada e outra _ Esqueci do suco. _ Por nada. O que você costuma fazer depois do jantar? _ Ficar com alguém, sair com os amigos, jogar no xbox, assistir algum filme...sei lá. E você? _ O mesmo _ desconversei. _ O que? _ cobrou gargalhando _ Fala! _ Porquê? _ Por que eu respondi direitinho. _ Eu entro no f*******: e... É isso. Fico online. Vejo filmes, séries, vídeos, notícias, leio. _ Certo _ bebia do seu copo com o seu prato já vazio. Colocou a louça na pia e guardou a comida na geladeira. Voltamos para o quarto onde ele pegou um notebook e pôs sobre cama onde deitamos. O Chris rolou o mouse preguiçosamente na página do seu face e entrou no meu face me enviando uma solicitação de amizade. E me deixou ver o seu face, enquanto beijava o meu pescoço e ombro, comentando as próprias publicações para mim. Não tinha nada de novo ali, para mim. Eu o stalkeava todos os dias, quando estava online em meu quarto. Mas foi bom fazer isso, com a sua permissão. Quase não acreditava que agora éramos namorados.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD