CAPÍTULO 3

2617 Words
Quando comecei a faculdade eu tinha um objetivo. Me focar nos estudos e construir a minha empresa. Meus pais sempre me disseram para ter objetivo e essa era a minha meta. Passei assim por três anos na faculdade. Não me preocupava com nada. Tinha umas peguetes, e nada muito sério, até conhecer Amber Miller. Ficamos juntos por dois anos e eu estava com o mesmo pensamento. Não me apeguei a ela, não queria nada sério, e achava que a mesma estava assim também. Não estava levando o nosso lance a sério. Mas ouvir ela me pedi em casamento na frente de todos os nossos amigos da faculdade foi demais para mim. Minha cabeça foi a mil. Ela não podia está falando sério. Ela não podia está acreditando que nós dois tínhamos algo que poderíamos dar certo. A única coisa que queria na minha vida era a minha empresa, não queria me focar em um namorinho de faculdade. Então deixei claro isso para ela. Sei que a magoei, mas eu só disse a verdade. Ela não estava em meus planos. Tanto que nem fiz questão de falar com ela sobre Londres. Fui para Londres no outro dia me sentindo livre, e bem animado com que me esperava. Me despedir dos meus pais aqui em New York. Dona Catarina chorou horrores, mas ela sabia que tudo que estava fazendo era para meu futuro. E eles me apoiaram em tudo. Cheguei lá e já fui me focando no meu objetivo. Coloquei a minha empresa paga funcionar e a cada dia fechava mais contrato em Londres, mas eu queria expandir o negócio. Queria que outras empresas reconhecesse a minha empresa, queria crescer profissionalmente. Passei três meses sem falar com ninguém, m*l m*l meus pais. Não tinha contato com meus amigos de New York e não me preocupava em arrumar mulher. Eu ficava vinte quatro horas por dia na empresa, fazendo de tudo para ter resultados satisfatórios. No quarto mês recebi a ligação de Anderson, me dizendo que iria casar com Sabrine e que eu seria seu padrinho. O casamento iria ocorrer em um mês. O cara era louco mesmo. m*l saiu da faculdade, e já estava querendo casar. Se prender a alguém. Não pensou em seu futuro. Muito doido. Me fez lembrar de Amber e seu pedido. Será como ela está? Será que já tem alguém? Porque estou pensando nisso? Eu mesmo dei um fim no nosso relacionamento, então não tem o porque pensar nisso. Voltei a minha atenção para meu trabalho. A noite eu já estava cansado. E hoje seria um dia bom para ir para meu apto e descansar. Meu telefone toca e eu olho e vejo que é Pablo. Atendo. - Fala cara, como você está? Peço. - Vou bem e você? - Ótimo. Minha empresa está indo de vento em polpa. Falo bem animado e feliz pelos resultados. - Que bom, fico feliz por você. Você virá no casamento de Anderson? Ele pede. - Sim. Sou um dos padrinhos. Falo sorrindo. - Eu também sou um dos padrinhos. Mas eu queria falar com você sobre outro assunto. Ele diz, e eu não sei o que pode ser. - Pode falar. O que houve? Peço. - Você terminou com Amber, certo? Ele me questiona e eu não sei o que ele quer com isso. - Sim Pablo, mas já tem quatro meses isso, o que foi agora? Por acaso aquela maluca inventou alguma coisa me envolvendo? Digo já com raiva. - Não cara. Ela não disse nada, na verdade eu vejo ela muito pouco e ela se afastou muito de todos. A única que ver ela com mais frequência é Sabrine. - Então? Peço. - Eu sempre gostei dela. Respeitei o relacionamento de vocês. Respeitei você como meu amigo, mas agora que não existe nada entre vocês, eu gostaria mesmo de tentar namorá-la. Ele fala em um sopro só. - Você tem certeza que é meu amigo? Falo indignado. - Porque? Will, eu nunca dei de cima dela enquanto a mesma estava com você, e você mesmo terminou com ela para viver sua vida, seu sonho. Você me disse que ela não passava de um caso de faculdade e que não era nada sério. - Sim, disse mesmo. Mas não esperava que você estivesse de olho nela. Nunca achei que você gostasse dela. Porque não me disse? - Não queria estragar a nossa amizade. E outra, você teve a garota, mesmo sabendo que não queria nada sério, você a teve e agora que não existe mais nada, eu acredito que ela tem o direito de refazer a sua vida. Ele fala, mas eu estou puto com essa história. - Pablo, por acaso vocês já estão juntos, e ela te pediu para falar comigo para não ficar um clima r**m? - Não. Ela não sabe que estou falando com você. Eu tenho dado umas investidas nela, mas a mesma não deixou nada claro para mim. Não estamos juntos ainda. - Ainda? Escuta, vou deixar bem claro para você o que penso. Amigo não fica, não namora com ex do amigo dele. E se ela achar que deve ficar com você, eu não posso fazer nada, agora você querer ficar com ela sabendo o que rolou entre a gente, eu não vou te perdoar. Não considere mais meu amigo. - É assim que você quer? Ele pede. i****a. - Sim. É assim que eu quero. - Ótimo então. Boa noite para você. Ele fala e desliga. Meu amigo de olho na minha ex é demais para minha cabeça. Eu não quero pensar nisso. Vou para meu apto e me permite dormir, descansar, porque amanhã o dia será cheio aqui na empresa. Chego em casa e não paro de pensar em Amber nos braços de Pablo. Nele a fodendo e dando prazer como só eu dava. Droga, mil vezes droga. Porque eu estou dando importância a isso? Por mim que eles morram. Tomo um banho e cama. Acordo suado e com a visão dos pares dos olhos azuis de Amber. Sonhei com ela chorando, sonhei com ela sorrindo e ainda por cima sonhei com ela nos braços de Pablo. Merda. Eu estava bem até Pablo ligar. Eu preciso voltar ao meu foco. Não posso permitir que ela entre na minha mente, eu não posso me preocupar com que ela está fazendo ou com quem está fodendo. Concentro a minha atenção a empresa, mas a hora que chego em meu apto o pensamento nela vem a minha mente. Não era possível isso. Maldita hora que Pablo me ligou e me falou dela. Passei um mês todo assim, sempre com o pensamento nela, sonhando com ela e todos os sonhos ela estava nos braços de Pablo. Eu não podia ser tão fraco assim para não conseguir tirar uma mulher da minha mente. Cheguei em New York a dez dias do casamento de Anderson. Meus pais faltaram a me carregar no colo de tanta saudades. Eu também sentia saudades deles. Fui muito paparicado por Dona Catarina e  Sr Connor. Meus pais eram tudo para mim, eles sempre fizeram de tudo para mim, e eu sou muito grato a eles. Passei o dia que cheguei com meus pais e no outro dia procurei Anderson para conversarmos. Ele me contou do pedido de casamento que foi um mês depois da nossa formatura, falou que Sabrine estava eufórica, mas eu não estava interessado nisso, eu só queria saber do assunto que estava tirando o meu sono. Queria saber se Pablo estava com Amber. Então resolvi perguntar para Anderson sobre Pablo. Ele me disse que seria padrinho também, e que estava todo animado porque Sabrine colocou ele para entrar com Amber. Quer dizer que o babaca estava mesmo investindo na minha ex. Perguntei se eles estavam juntos. Ele me disse que por Pablo estariam, mas Amber não quer nada com ele e nem com ninguém. Palavras dela a Sabrine. Me deu um alívio, porém não demonstrei nada a Anderson. A noite Sabrine me apresentou meu par. E ela me disse que adorou a troca que Sabrine havia feito. Eu não entendi e questionei que troca. Ela me disse que entraria com Pablo, mas Sabrine trocou os pares. Então Pablo pediu a Sabrine para entrar com Amber, ou Amber pediu a ela para fazer a troca, porque não queria entrar comigo. O certo na minha cabeça era que eu não queira vê-los juntos nem entrando na igreja, dirá namorando. No dia do casamento eu fui direto para a igreja, mesmo aquela chata da Alanna pedindo para eu ir buscá-la na casa dela. Ela ficou louca mesmo, eu não iria buscá-la em sua casa. Ela não era nada minha, e eu não queria nada com ela. Mas a pessoa achou que eu estava querendo algo a mais, pois não parava de dar em cima de mim. Eu achava ela um saco, preferiria entrar sozinho do que com ela, mas não podia, então tive que aguentar aquela garota no meu pé na igreja e na recepção. Se eu quisesse um sexo casual eu já teria quem poderia me aliviar, porém ela eu não queria nem na cama. Ao chegar na igreja meus olhos bateram em uma pessoa linda no altar. Ela estava muito gata e me olhava com desprezo. Porém eu hoje não vou deixar de conversar com ela. Eu quero saber se ela está com Pablo. E como ficarei aqui por uma sem Amber, quem sabe a gente poderia relembrar os velhos tempos. Não tirei os olhos dela a cerimônia toda, e quando ela saiu, vi Pablo sussurra no ouvido dela. Aquilo me deu uma raiva, que eu só queria tirá-lo de perto dela. Na festa eles dançando me deixou ainda mais puto, porque ele estava a abraçando, eles estavam colados um no outro e ele ainda estava falando no ouvido dela. Droga, eu não posso está com raiva assim porque estou chateado pelo meu ex amigo querer ficar com a minha ex. Eles são livres, nada a ver o que estou pensando e sentindo. Porém eu não consigo deixar de ter raiva de Pablo. Ela sai dos braços dele e agora era a minha chance. Eu tinha que ter certeza que ela não estava com Pablo. Seria dupla traição. Ela foi curta e grossa comigo, não me deixando outra alternativa a não ser recuar. Ela estava realmente magoada comigo, mas tudo que fiz foi para o nosso bem. Não daria certo namoro a distância. Tiramos algumas fotos com Sabrine, todos os padrinhos, eu e Alanna, Pablo e Amber. Eu estava louco para tirar foto com ela, mas não deu. Ela foi embora sozinha depois das fotos. Então tive certeza ali que ela nunca daria uma chance ao i****a do Pablo. O babaca pode viver tentando, mas ela não será dele. Eu fiquei em New York uma sem Amber pensando nela e para não fazer besteiras eu fui embora. No fundo eu sabia que queria procurá-la, porém isso não podia acontecer, eu tinha que voltar a focar na minha empresa. E assim foi por quatro anos. Me dignei a esquecer tudo que vivi em New York, me dignei não pensar em Amber e seguir a minha vida. Quatro anos se passou e eu queria voltar para casa. Eu sentia falta dos meus pais, da minha cidade. Então eu tomei a decisão de levar a minha empresa para New York. Sei que os Estados Unidos não estava muito bem. A economia estava em recessão, mas a minha empresa era sólida e não tinha porque sofrer nada. Eu ajudaria o país contratando pessoas. Ouço batida na minha porta. Peço que entre. - Sr Scott conseguimos comprar aquela empresa de publicidade e propaganda. Minha secretária Emilly me informa. - Ótimo. Teve alguma objeção da Ex dona? Peço. - Não. Ela só reafirmou o pedido de manter pelo menos os diretores e administradora. - Quando começar a trabalhar com eles eu vejo se vou mandar alguém embora. Mais alguma coisa? - Não. Só isso. - Tudo bem. A nossa mudança já está tudo certo? Indago. - Sim Sr. - Você vai mesmo largar tudo aqui e me acompanhar? - Eu não tenho nada aqui que me prenda. Eu já trabalho para o Sr a anos que não me importo pela mudança. Ela diz. - Ok. O pessoal da segurança, todos já foram avisados que vamos no final de semana para New York? - Sim. Já arrumei tudo para eles. Passagem, hospedagem. - Ótimo, Srta Saint. Eu levarei a maioria das pessoas que trabalham comigo aqui para os Estados Unidos. Eu achei ótimo que eles quiseram ir. Assim não teria que começar tudo de novo com o pessoal. Até mesmo Emilly Saint se dispôs a ir. Eu espero que ela não tenha segundas intenções comigo, pois já deixei isso bem claro para ela que não me envolvo com funcionários. Na verdade tem muito tempo que não me envolvo com ninguém. Tive um caso ali ou aqui, mas nada sério, foi somente para aliviar meu stress. E sei que minha secretária suspira por mim, mas nunca iria cair na besteira de me envolver com ela. O tempo em New York estava nublado. Eu fui direto para a casa dos meus pais. Eu ainda estava estudando a ideia de morar sozinho aqui, mas ainda não tinha me convencido, uma vez que eu tinha duas pessoas que amava muito e não queria mais me afastar deles. Fui recebido com uma pequena recepção, onde meus amigos da faculdade, incluindo Anderson e Sabrine estavam. Fiquei feliz de ser recebido dessa forma. Conversamos muito até o adentrar da noite. Sabrine e Anderson parecia o casal perfeito. Eles se amavam de verdade. Confesso que não acreditava muito no casamento deles, mas vejo que eles estão bem felizes. E fico feliz por isso. Anderson tinha seu próprio negócio de barcos e Sabrine cuidava do seu próprio negócio de salões de beleza e Spa. Ambos estavam bem sucedidos assim como eu. Todos foram embora e eu conversei muito com meus pais para matar a saudade de que estava deles. Fui muito paparicado por eles. Eu amo ser filho único por isso. Sempre tive a total atenção deles. A minha vida andava uma correria, e então pedi a Srta Saint para marcar uma reunião com os diretores da empresa de publicidade que eu havia comprado. Eu tinha que me situar de tudo nessa empresa e ver o que podemos fazer para alavancar a mesma no mercado. Eu sabia que ela passou por problemas e hoje está se erguendo novamente graças aos funcionários. Então eu poderia sentar com cada um deles e ver o que poderíamos fazer para a empresa voltar ao status elevado. Chegou o dia da reunião. Emilly havia marcado para a primeira hora do dia seguinte. Então pedi que a mesma fosse comigo para anotar qualquer coisa da reunião. Entrei na empresa, e já percebi que a mesma é bem estruturada. Não tem um funcionário fora do lugar. Limpa, com cartazes de publicidade espalhado pelo andar. Passo na recepção e informo que vim para uma reunião. Ela questiona meu nome e eu digo. Ela me informa onde seria e então sigo para a sala de reunião. Não bato na porta, simplesmente entro e todos me olham, porém eu olho uma pessoa sorrindo e um cara falando algo no ouvido dela. Não é possível que seja coincidência. Eu acredito em destino, e se eu a reencontrei, não vou mais deixá-la sair da minha vida, porque sei que o destino nos quer juntos. Porém o que me deixou meio puto é o sorriso dela para o coleguinha do lado e ainda por ela não ter percebido a minha chegada.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD