Isabel da Silva O barulho da porta da viatura fechando ainda ecoava na minha cabeça, Grego esta ali, rendido, sangrando, e o morro dele tomado. A facção inimiga tomou posse de tudo e mesmo dias depois. Às vezes eu fechava os olhos… e ainda conseguia ouvir os tiros, fechar os olhos era como me transportar para lá. O cheiro de pólvora, sangue, os gritos. Grego comandando, dando ordens, nervoso. Meu peito apertou na mesma hora. Sentada na cama de Zaya, puxei o ar fundo tentando afastar as lembranças, mas era impossível. Elas vinham em pedaços. Flashs rápidos, violentos. Grego me empurrando contra a parede do beco quando os tiros começaram a chover. — ABAIXA! O impacto do corpo dele contra o meu, o som seco da bala, depois outra. E outra. A mão dele segurando minha nuca enquanto a

