Por favor...

1296 Words

Diogo Vitório O cenário de guerra do morro ficou para trás, eu sequer tinha cabeça, o silêncio do corredor do prédio de Cássia era igualmente ensurdecedor. Eu ainda sentia o cheiro de pólvora grudado na pele, o peso da noite virada nas minhas roupas, uma dualidade que me torturava a cada passo. Eu a pouco era a p***a de um delegado, um homem que impunha a lei, mas ali, diante daquela porta, eu me sentia um réu esperando a sentença. Hesitei por um segundo, a mão pairando sobre a campainha, mas a porta se abriu antes que eu pudesse tocar. Cássia surgia atraves dela. Mas não era a mulher altiva e impecável que eu conhecia. Seus olhos estavam inchados, o rosto manchado pelo rímel derretido que se acumulara durante a semana, os ombros caídos, como se o peso do mundo tivesse desabado sobre el

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