Mandei comprar

1418 Words

Isabel Oliveira O metal daquela mesa de recepção era um gelo nas minhas nádegas, mas o que eu sentia dentro de mim era um vulcão em erupção. Quando Vitório rasgou a minha calcinha, o som da renda se partindo foi como se ele estivesse rasgando a última ponte que me ligava à mulher que eu era dez minutos atrás. Eu não era mais a "mulher do Grego", eu não era a mãe de três, eu não era a irmã da Zaya. Eu era apenas carne, desejo e uma fome que beirava a agonia. Quando ele me penetrou, um grito agudo ficou preso na minha garganta, sufocado pela boca dele que me devorava. Foi um choque. Ele era grande, duro, e entrou em mim com a autoridade de quem estava tomando um território. Cada estocada dele fazia a mesa de metal ranger, um som alto, proibido, que ecoava por toda aquela delegacia vazia, m

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