Sexta-feira deveria ser considerada o pior dia para resolver problemas de morro, de crime e da criminalidade. Se eu pudesse riscar este dia do calendário, o faria, mas logo a quinta-feira se tornaria o novo inferno, então não havia para onde correr. O cansaço era uma armadura pesada sobre meus ombros quando retornei à delegacia, tarde da noite. Enquanto as viaturas batiam lata na Onze e na Nove, onde o som dos paredões anunciava que a festa não tinha hora para acabar, eu tentava apenas manter a sanidade. Encaminhei o indivíduo apreendido para a cela após fichá-lo. Ignorei os gritos e os pedidos desesperados para ligar para a mãe; o infeliz tinha acabado de moer a esposa na pancada em plena praça pública. Briga de festa, o tipo de ocorrência que me enojava, mas que eu sabia que, infeliz

