Isabel Oliveira De folga? De folga e o homem estava ali, sentado no restaurante de Zaya com aquela pose de quem observava tudo? Oxe, essa história não batia. Ele já tava no rastro de Zaya, só podia ser. — O que o delegado veio fazer aqui? — perguntei, as palavras saindo num atropelo, enquanto meus olhos ainda acompanhavam a porta por onde ele e a menina tinham acabado de sair, não lembrava direito daquela garota, mas o rosto dela era familiar, filha do delegado? Ele tinha trazido a própria filha, será que era disfarce? Quem respondeu foi o Dai, sempre trabalhando, limpando o balcão com uma agilidade que o Dal nunca teria. — Com certeza veio ver o futuro genro dele — disse ele, indicando com o bico do queixo o moleque do meu lado. Dal, de barriga cheia e recostado de qualquer jeito no

