Saí do hospital feito um furacão. As palavras de Vitório continuavam girando na minha cabeça sem freio, me irritando mais a cada minuto. “Ela sente tua ausência também.” “Onze anos.” Vontade de mandar aquele delegado direto para o inferno. Quem ele pensava que era para falar da minha filha daquele jeito? O pior era justamente isso: em algumas coisas, ele estava certo. E eu odiava admitir. Cheguei no apartamento de Zaya e encontrei silêncio. A casa já estava vazia. Ela devia ter saído com os meninos, e Marcos provavelmente já tinha ido resolver alguma coisa relacionada a Grego. Fiquei parada no meio da sala por alguns segundos, sem rumo, sem vontade de pensar em nada. Então resolvi ir até o apartamento de Mário. Bati na porta algumas vezes, mas ninguém respondeu. Só ouvi o latido de Zadr

