Capítulo 9
Fabiene narrando
Nesse um ano e sete meses, eu tive o meu filho, cursei diversos cursos, abri a minha confeitaria e me casei.
Eu estava saindo do banho e me olho no espelho, olho para as cicatrizes do meu corpo, mesmo passando mais de 20 anos, eu ainda tinha elas aqui. Uma por uma e eu me lembrava muito bem como conquistei cada uma delas, eram lembranças bem doloridas.
— Acho que deveria me contar sobre essas cicatrizes – Eduardo fala entrando no quarto com Miguel em seu colo – já estamos juntos há um ano – eu o encaro.
— São coisas que eu não gosto de lembrar, deixa o passado no lugar dele – eu falo para ele
— Precisamos conversar – ele fala
— Sobre? – eu questiono
— Recebi um convite para assumir o comando no Rio de Janeiro – ele fala
— E você aceitou? – eu pergunto para ele
— Ainda não, antes vim conversar com você – ele fala – você pode abrir uma confeitaria maior lá.
— Eu não sei se quero ir embora daqui, sei que é uma oportunidade única para você, mas pensa, aqui é tão bom para criar Miguel.
— Eu ainda tenho um tempo – ele fala – eu vou até a delegacia , a gente conversa melhor a noite.
— Ta bom – ele se aproxima e me dar um beijo.
Ele coloca Miguel na cama que logo pega seu ursinhjo para brincar, eu olho para ele e ele me lembra 100% o Imperador e isso as vezes me dar raiva, porque eu nunca conseguia tirar ele da minha cabeça.
Flash black onn
— Você sabe que fica ainda mais gata contando dinheiro assim – ele fala parado na porta e eu o encaro abrindo sorriso.
— Você deveria ter medo de mim.
— Eu tenho – ele fala se aproximando – você sabe que eu tenho – eu abro um sorriso – depois que você aprendeu usar uma arma melhor do que eu.
— Não deveria ter ensinado.
— Eu quero você assim – ele para na minha frente – do lado do seu Imperador, comandado o morro junto comigo. – ele me beija.
Flash black off
Miguel começa a chorar e eu me aproximo dele pegando ele, logo acalmo ele e coloco ele no banho, olho para sua coxa vendo a mesma marca de nascença que Imperador tem. De tanto ódio que senti dele, o nosso filho nasceu igual ao pai.
As vezes me pertubo pelo fato de ter escondido Miguel dele, mas ao mesmo tempo me lembro, que ele me traiu da pior forma possível, jamais vou esquecer as cenas que eu vi, uma lagrima desce do meu rosto e logo a limpo, eu jamais vou me sentir fraca a ponto de continuar sofrendo por ele.
O que agora me deixa insegura é o fato de Eduardo ter recebido esse convite, não é de agora que ele fala sobre ir para o Rio de Janeiro e tenta me convencer disso, eu fico apreensiva pensando no futuro.
Capítulo 10
Eduardo narrando
Eu chego na delegacia e encontro o supervisor da segurança do Rio de Janeiro me esperando.
— Carlos – eu falo para ele
— Eduardo preciso conversar com você.
— O que aconteceu?
— Seu pai era o melhor policial que o Rio já teve e você vem superando todas as nossas expectativas por aqui, queremos você lá.
— Eu estou conversando com a minha esposa – eu falo para ele
— Você precisa ser que nem seu pai, ser o controle de todas as situações – ele me fala – toma – ele me entrega umenvelope – aqui começa a sua investigação, queremos o dono do morro da Rocinha morto.
— Imperador? – eu questiono – quem matou nosso amigo policial?
— Além disso, eles roubaram cargas que vieram para nós do Estado Unidos, armas poderosas, fazem com que a Rocinha se torne um inimigo perigoso para todos – ele fala
— O que eles vão fazer com todo esse armamento?
— Provavelmente dominar morros inimigos – ele fala – sei bem como eles são, conheço Imperador e sei que ele é astuto, ele não deixa nada para amanhã.
— Não se preocupe, irei investigar tudo que me pediu.
— Eu espero você no Rio de Janeiro – ele fala – o quanto antes.
Ele sai de dentro da delegacia e eu abro o envelope, o pai de Imperador foi um velho conhecido do meu pai, lembro sempre de ver ele schegando em casa e comentando sobre ele, agora o filho estava dando mais trabalho que o pai, e como Carlos disse, ele era astuto e sabia muito bem o que queria.
Eu pego e abro o envelope e tinha a ficha dele e dos seus principais braços direitos dentro do morro, a ficha completa bem dizer.
Imperador matou um policial, pai de família, até quando esses bandidos filhos da p**a vão ficar eliminando pessoas do bem?
Recebo uma mensagem do supervisor.
‘’ Esse é oo endereço com o nome das pessoas que você tem que eliminar, família do Imperador. Tia, tio e primos. Seja que nem seu pai, o controle da situação. Eu vejo você no meu lugar, assim que eu me aposentar.’’
Flash black onn
— Meu filho – meu pai fala me encarando na minha formatura – você é o futuro supervisor da segurança do Rio de Janeiro.
— Tenho muito chão para chegar até lá pai. – eu falo para ele.
— Eu sei que você vai chegar – ele fala me encarando.
Flash black off
Capítulo 11
Fabiene narrando
Eduardo chegou no meio da tarde e passou o tempo todo no escritório, hoje tirei o dia para ficar em casa com Miguel, ontem deixei todos os bolos prontos e tinha funcionários na confeitaria, Eduardo foi tomar banho e eu fui no seu escritório pegar uma caneta para anotar uns pedidos e vejo um envelope na sua mesa , escrito bem grande:
‘’ NO MORRO DA ROCINHA’’.
Eu pego o envelope e abro ele vendo que era as fichas de todos lá, Imperador, Gabriel e até mesmo do meu irmão Rafael, quando vejo meu irmão, meu coração aperta na mesma hora.
— Fabiene – Eduardo fala entrando no escritorio
— Não queria mexer nas suas coisas, mas quando li no morro da rocinha me chamou atenção – eu falo guardando no envelope – porque você tem isso?
— O supervisor da segurança do Rio de Janeiro – ele fala
— Carlos Drummond?
— Sim – ele responde – veio até aqui falar comigo, me fazer a proposta pessoalmente, os traficantes da rocinha mataram um policial, roubaram armamento que vieram dos Estados Unidos.
— Querem que você comande a operação? – eu pergunto para ele.
— Isso mesmo – ele fala
— Não, isso jamais, esqueça isso.
— Porque? – ele pergunta me encarando e na mesma hora eu o encaro.
— É arriscado – eu olho para ele – pensa, o que eles podem fazer com você?
— Não irei entrar lá de uma hora para outra – ele fala – terá uma investigação, não estarei sozinho, estarei preparados para prender todos eles ou até mesmo – ele me olha e eu o encaro – m***r.
Quando ele fala isso, eu sinto raiva de ouvir suas palavras, porque itnha meu irmão e não somente ele como todos os moradores, era onde eu nasci e cresci
— Esqueça isso – eu falo para ele – eu não vou com você, nem eu e nem o Miguel, você entendeu?
— Porque está falando isso? Está agindo dessa forma? Eu sei que você acha que é perigoso e que você se preocupa comigo, mas essa é uma oportunidade única na vida.
— Oportunidade única? – eu pergunto para ele – ir arriscar sua vida em um morro? – eu o encaro – e nós, a sua família Eduardo?
— Não vamos discutir – ele fala quando a gente escuta Miguel chorando – pode deixar que vou lá pegar ele.
Ele sai e eu pego novamente os envelopes, vejo a foto do meu irmão, tiro foto das fichas e guardo ali, chego no quarto e vejo ele brincando com Miguel. Miguel era super apegado com ele e ele com Miguel.
Eduardo me encara e eu o encaro, mas ele não fala mais nada e nem eu.
(...)
Era nem 5h da manhã e eu acordo com Eduardo se arrumando, colocando a sua farda.
— Onde você vai? – eu pergunto para ele e ele me encara.
— Tenho uma operação agora cedo.
— Onde? Rio de Janeiro?
— Não – ele fala – preciso ir, eu te ligo e te aviso se volto para o almoço.
Ele sai mas antes que eu questiono algo Miguel geme no quarto dele.